Uma verdadeira Cruzada pela Canastra

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Acordei bem, fim do horário de verão, agora terei uma hora a menos de luz do sol para contar. Mas tudo bem, a preocupação fica menor quando acordamos e damos de cara para um visual tão belo como esse, da Cachoeira da Gurita, a nascente do Rio Araguari. O visual já é belo, com a Lua ajudando a enfeitar o cenário, melhor ainda.

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Mais uma excelente novidade, dentro da pousada do Ricardo, há uns Palmiteiros Pupunha, que dá o Açaí do Sul e uma belíssima Araucária, ambas árvores típicas de Mata Atlântica. Isso significa que a Serra da Canastra realiza essa transição entre os Biomas Cerrado e Mata Atlântica.

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Depois de um belo café da manhã, me despedi do Ricardo e parti. Fica a dica, o ciclista que vier para a Canastra e não passar pelo Ricardo vai perder a chance de conhecer essa serra como poucos. O Ricardo é ciclista e tem mapeada várias trilhas dentro da Serra. Inclusive ele jogou no meu GPS a rota da travessia que realizei nessa viagem. Portanto quer vir com sua bike para a Canastra? Não deixe de conversar com o Ricardo, segue o serviço. Fone: 034 9119 0885; email: guiamor@terra.com.br; msn: rpcanastra@hotmail.com

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A portaria do Parque da Serra da Canastra fica a 1 km do Arraial São João Batista e separe a grana, pois para entrar você tem que pagar 6 reais (nenhum absurdo).

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Ao lado da portaria você já pode visitar o topo de uma cachoeira. Não é possível ver a queda d’água, mesmo assim vale a pena conferir os poços de água cristalina (e gelada) que se formam próximo da nascente.

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Dentro do parque é aquele visual de Savana, estamos a mais de 1300 metros de altitude, arvores pequenas se misturam a pequenos arbustos e flores coloridas.

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Faz 4 anos que visitei a Canastra, meu filho tinha uns 5 meses na época e fizemos várias trilhas aqui. Eu o carregava nas costas, numa mala de trilha específica para carregar crianças. Foi uma das melhores viagens que já fiz, tanto pelas companhias como pelo visual.

Mas diferente da outra vez, não consegui ver um animal sequer o que me deixou muito incomodado. Conheci o Ricardo dessa primeira visita a Canastra, me lembro bem dele dizendo que pedalar pela Canastra é um verdadeiro Safari, pois como a bike não faz barulho, não espantamos os animais. Da outra vez, mesmo de carros vimos Veados, Tamanduás, até um Guará, já dessa vez, o máximo que eu vi foi essa cobra morta no chão.

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Segui a trilha que o Ricardo jogou no meu GPS e fui descer a trilha da Garagem de Pedra, um mirante que dá a visão do Vale da Babilônia e da outra serra que iria ter que subir.

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A descida foi muito penosa, desci uns 300 metros em 3 kms, fora da bike e segurando no freio. Se o cara for bom até dá para descer pedalando, mas as chances de tombo e no meu caso, uma quebra da bike eram grandes, portanto não arrisquei.

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Lá em baixo cruzei um belo rio e já cometi um erro que foi o de não encher meu garrafão de água, algo que iria me arrepender mais a frente.

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Segui a trilha e comecei a subir, mas o trajeto é muito íngreme e com muitas pedras, achava que iria conseguir chegar na Babilônia, a 30 kms dali na hora do almoço. Esquece, portanto dei uma parada no meio da subida para lanchar e descansar.

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Estava a mais de 1200 metros e sabia que chegaria a 1400, o problema era o terreno, muitas pedras e impedalável, difícil até para empurrar essa minha bike que pesa uns 60 quilos.

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Depois de muito sofrimento, finalmente atingi a parte alta do chapadão. Dali em diante teria mais subidas mas todas pedaláveis.

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Toda subida tem sua recompensa, de lá tive a visão da Casca D’anta, a cachoeira do Rio São Francisco de um ponto de vista único. Essa não é a maior cachoeira da Canastra, mas é a maior em queda direta, são 160 metros de queda.

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Meus planos de chegar em Passos nesse dia já tinham ido para o espaço fazia tempo, restava apenas 1 hora de sol e ainda estava no alto do Chapadão.

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Desci bem na boa e logo estava no Vale da Babilônia, lá fui direto para a Pousada da Vanda por sugestão do Ricardo da Pousada da Serra. Cheguei no fim da tarde com tempo para arrumar meu bagageiro dianteiro que estava desmontando. Mas agora acho que dei um jeito que deve durar uma semana, o que preciso para chegar em São Paulo.

9 thoughts on “Uma verdadeira Cruzada pela Canastra

  1. Marcelo Pereira

    E isso é amigo André vc não me conhece mas sou ciclista tb e rodo pela canastra e babilônia a pelo menos 10 anos conheço esta trilha da garagem de pedra da pra ir até a wanda na serra branca, Agora em Dezembro/2013 fui lá comentei de vc e ela me disse que passou pro lá e conheceu o gaúcho cachorro que ama acompanhar os bikers. Sempre com DEUS e sempre no pedal valeu siga girando sempre

    Marcelo-contador. de Uberaba-Minas Gerais.

  2. Marco Labão

    Opa!
    Agora sim. Por conta de um trabalho da patroa estive em Passos no mes de Dez/10 e fui até Babilônia e uma parte próxima a Delfinópolis, sempre de bike. Lugares para quem quer Viver a Canastra de forma única e selvagem. Para nós paulistas a chance de descansar da paisagem “socana”, com bananeiras, cafezais e etc.. Lindo lugar.

    Força e pedal Eternamente.
    Bike[]´s

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