Como a justiça brasileira destruiu minha vida

 

Texto atualizado em janeiro de 2017

Vou contar aqui algo que aconteceu comigo na virada do século, perdurou por 16 anos e mudou literalmente os rumos da minha vida. O texto é longo, mas difícil resumir 16 anos em poucas linhas, mas quero deixá-lo bem detalhado para mostrar um pouco o quanto nosso país é “justo”, quem sabe um dia eu possa escrever um livro sobre o assunto. Só peço uma coisa, se realmente quiser criar um juízo de valor sobre esse caso, que ao menos leia o texto até o final, perca 30 minutos da sua vida mas ao menos saiba toda a minha versão.

No dia 16 de dezembro de 1999, estava no apartamento de um amigo na Rua Francisco Cruz, Vila Mariana, em São Paulo. Apesar de já pedalar bastante, naquela época o carro era meu principal meio de locomoção.

Meu carro, um Voyage, estava estacionado na frente do prédio que ele morava. Estava nos fundos do prédio dando uma geral nas bikes de uns garotos, quando o porteiro me chamou dizendo que uns PMs estavam perguntando sobre o meu carro.

Fui até o carro e os PMs disseram pra eu olhar a placa traseira dele. Minha placa era BOF 1973, mas duas fitas isolantes, de forma grosseira, adulteraram a placa para BOE 1978.

Na hora disse “Alguém esta brincando comigo!” e fiz menção para arrancar a fita, mas o PM impediu gritando, “Tá maluco, isso é crime, vamos pra delegacia”. Estou resumindo um processo de quase uma hora de ofensas, tentativas de intimidação, algo que qualquer paulista que já foi abordado por um PM (principalmente se for negro ou pobre) já sabe do que estou falando, portanto nem entrarei nesse mérito.

Fui pra delegacia e lá me mostraram o artigo que me enquadrariam, o 311 do Código Penal, “Adulterar ou remarcar número de chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor, de seu componente ou equipamento”. O mesmo artigo para quem rouba um carro e adultera o chassi. Pena de 3 a 6 anos de cadeia.

Na hora bateu o desespero, não tinha feito aquilo, nem tinha motivos, pois era uma quinta-feira, dia que carros com final 8 não rodam. Seria tão estúpido adulterando a placa para não rodar naquele dia?

Lembrei da perícia e corri para o carro, quando cheguei o perito estava tirando fotos da placa, então pedi.

“Tire as impressões digitais dessa placa, assim eu provo que nunca toquei nela e tenho a chance de tentar descobrir quem fez.”

Mas a resposta que eu tive do perito foi:

“HAHAHA! Você está vendo muito filminho americano!”

Com suas mãos, sem luva, arrancou a fita e jogou no chão (não no lixo).

Obviamente, na delegacia fui tratado como um bandido até ser finalmente liberado. Depois fui intimado a depor e paguei (um salário mínimo) para uma advogada me acompanhar. Durante meu depoimento, o Delegado, para botar pressão disse:

“Vou puxar no Detran e se essa outra placa tiver uma multa sequer, você está fudido!”

Então respondi:

“Pode puxar! Assim você verá que não tem nenhuma multa e isso me ajudará a provar que não fiz isso!”

Fazia tempos que não levava multas de trânsito e estava confiante, mas infelizmente o delegado não fez o levantamento e o besta aqui não fez isso constar no depoimento (tão pouco fui orientado pelo advogado para fazer isso). No máximo teria alguma multa de rodízio por andar na quinta, já que não tenho a menor idéia de quanto tempo andei com a placa daquele jeito. Me respondam, quem é o motorista que olha a placa do seu carro para ver se está adulterada?

Dias depois recebo um telefonema da advogada, disse que o escrivão ligou pra ela, tentando combinar um café e lá tentarem resolver a questão de modo mais rápido. Ela me disse que não compactuava com esse tipo de corrupção e que se eu quisesse fazer o acerto com o escrivão, teria que fazer por minha conta.

Obviamente me recusei a procurar o escrivão pois, na época, confiava na justiça e acreditava que seria impossível ser condenado por algo que não cometi.

Na época a advogada queria cobrar 1000 reais para me acompanhar no fórum, como estava sem dinheiro, fui aconselhado a contar com um defensor do estado e foi o que eu fiz.

Em março de 2001 ocorreram os interrogatórios. No Fórum não fui tratado como um bandido, a Juíza Carmem me ouviu, olhou nos meus olhos, ouviu as testemunhas e com base no que viu e ouviu, no dia 02 de abril de 2001 proferiu minha absolvição.

Aquilo foi um alívio, lembro bem que estava com minha ex-mulher no Fórum, ambos eufóricos. Na saída, ela encontrou um amigo advogado, contou do caso, da decisão e ele disse:

“Mesmo assim é bom acompanhar para ter certeza que mais nada vai acontecer”

Não entendi, por mais que eu ficasse com aquilo na cabeça, não tinha a menor ideia de como acompanhar e achava que depois de absolvido, tudo havia acabado. Vale lembrar que era os primórdios da internet, os processos não eram digitais e era muito difícil um não advogado acompanhar o andamento de um processo. Continuei tocando minha vida normalmente, até que, no dia 30 de agosto de 2006, um oficial de justiça me procurou dizendo que tinha uma intimação e que eu deveria comparecer no Fórum Criminal da Barra Funda para começar a cumprir uma pena de 1095 horas de serviços a comunidade.

Desesperado, corri atrás de informações e descobri que o Ministério Público recorreu ao Tribunal (2.a instância) e no dia 15 de dezembro de 2004, os Desembargadores Geraldo Xavier, Sérgio Ribas e Sinésio de Sousa, com base em papéis e não em pessoas, acataram o recurso do MP, reformaram a sentença e me condenaram a 3 anos de prisão no regime aberto. Mas como eles são bonzinhos, converteram a pena para pagamento de 1095 horas de prestação de serviços a comunidade. Para ver como sou perigoso, o Silvinho Pereira, da Land Rover, teve que pagar 750 horas por formação de quadrilha. Agora se ele cumpriu, eu duvido.

Pensei que deveria ter como recorrer, mas o julgamento ocorreu em dez de 2004 e apesar do endereço da casa da minha mãe estar na relação da intimação, o oficial de justiça foi apenas e um dos endereços que constava na lista, um que eu morei em 1997, detalhe é que a ocorrência ocorreu em 1999.

Como não fui intimado, não fiquei sabendo da condenação e o caso “transitou em julgado”, com isso perdi o direito de qualquer recurso em liberdade.

Comecei então a pagar a prestação de serviços, mas como só podia fazer até 14 horas por semana, levaria 1 ano e meio, no mínimo, para cumprir a pena. Tentei, mas quem me conhece sabe não consigo pagar por algo que não cometi.

Voltei ao defensor, ele disse que não daria para fazer nada. Pedi que ele ao menos pedisse para que eu fosse intimado da decisão, assim eu teria o direito de tentar um recurso em Brasília. Ele ficou de analisar o processo e me dar um retorno.

Depois fiquei sabendo que ele entrou com um HC (Habeas Corpus) no Superior Tribunal de Justiça em Brasília, pedindo a anulação do acordão, pois como defensor público, ele deveria ser intimado pessoalmente da data do julgamento. A falta dessa intimação fez com que eu não tivesse direito a defesa no dia da votação do recurso do MP na segunda instância, assim ficou fácil para o MP convencer os desembargadores que eu era um bandido e deveria ser condenado, com um claro cerceamento de defesa.

A partir de então, passei a acompanhar o processo e dentro das movimentações, o Ministério Público Federal deu um parecer pela concessão do HC. Isso me deixou esperançoso, pois a regra é o MP ir contra o Réu. Amigos que entendiam de direito diziam que geralmente o julgador acaba seguindo o parecer do MP, principalmente quando é a favor do réu. Segui acompanhando e no dia da votação, vejo que o resultado foi pela denegação do HC.

Fiquei confuso, o que seria “denegar”? O oposto de negar? Seria conceder? Mas o pai Aurélio explicou que negar e denegar são sinônimos e não antônimos.

A justificativa para a negação foi que, segundo o ministro, o recurso teria sido uma tática” que usei, para tentar a prescrição, por isso o tempo de quase 2 anos entre a condenação e a entrada do recurso.

Espera aí! Demorei 2 anos porque só tive ciência da condenação muito tempo após sua publicação. A reforma (condenação) na segunda instância, já o recebimento daquela intimação aconteceu em 30 de agosto de 2006, ou seja, 1 ano e 8 meses após a condenação! Ainda tive que esperar uns 4 meses por causa de uma greve dos funcionários do arquivo, para desarquivar o processo. Tive que ficar indo várias vezes na Barra Funda, implorar para o defensor fazer alguma coisa, por isso o HC só foi impetrado em julho de 2007.

Voltei ao defensor, ele disse que poderia recorrer apenas no Supremo Tribunal Federal (STF), mas pedi para ele colocar no HC os motivos da demora, inclusive passei para ele todas as datas que coloquei acima, pois sem essa explicação, com certeza iriam negar o recurso com a mesma alegação.

O defensor fez um novo HC e quando consegui consultá-lo, vi que ele pegou o primeiro HC, copiou e mandou para o Supremo, isso no dia 30 de dezembro de 2008.

Nesse meio tempo, ainda escrevi uma coluna para o Destak onde critiquei a justiça citando meu caso e até fazendo uma  referência ao caso dos Nardonis. Foi a primeira vez que tornei público esse meu processo. Devido a esse artigo, acabei conhecendo o Rafael, um advogado criminalista, que depois de conhecer o meu caso, resolveu assumir de graça, até porque nem tinha grana para pagá-lo.

Claro que aceitei e fomos estudar as alternativas. O melhor foi esperar o resultado do HC que havia caído com o Ministro Joaquim Barbosa. A princípio fiquei feliz, pois esse Ministro tinha fama de honesto, consequentemente teria mais chances de que meu HC fosse aceito.

Mas me disseram para não me animar, pois o Joaquim Barbosa não tem fama de honesto e sim de ir sempre contra o réu. Disseram que se tivesse caído com o Gilmar Mendes (o que soltou o Dantas e e protege todo mundo que não é petista), teria mais chances pois o Gilmar Mendes, se há alguma falha no processo, geralmente ele vota a favor do réu. Como o que não faltam falas no meu processo, com ele minhas chances seriam bem maiores.

Queria fazer algo para que o Ministro Joaquim não julgasse uma folha de papel e sim uma pessoa, tentei fazer com que chegasse a ele a minha explicação do porque da demora na entrada do HC. Consegui o telefone do Gabinete, liguei e conversei com o Sr. Edvaldo. Ele me pediu para que eu encaminhasse um email para gabminjoaquim@stf.gov.br, aos cuidados do Dr Marco Aurélio.

Todo mundo sabe que quem julga a maioria das ações não são os Ministros e sim seus assessores, portanto tentei fazer com que a minha versão chegasse a esse assessor. Assim que o email foi enviado, liguei novamente e disseram que iriam juntar o meu email no processo. Mas apesar de todo o esforço, no dia 21 de setembro de 2010, meu HC no STF foi negado.

Se eu tivesse um advogado desde o início do processo, dificilmente estaria passando por tudo isso, mas eu, como a maioria do povo brasileiro sabe muito bem que nossa justiça serve muito mais para proteger os interesses de quem tem poder do que de fazer realmente justiça. Mas naquele momento tinha a ajuda do Rafael que entrou com um pedido de Revisão Criminal no Tribunal de Justiça de São Paulo (2ª Instância), no dia 02 de dezembro de 2010. De forma resumida, ele alegou que o fato de alterar a placa do carro não pode ser crime, principalmente pela forma grosseira, tanto é que os policiais conseguiram perceber a adulteração da viatura deles em movimento.

Também o fez amparado em diversos entendimentos sobre causas parecidas onde os magistrados tiveram o entendimento de que adulterar placa do veículo com fita isolante é uma infração administrativa e não deve ser enquadrado na mesma pena de quem rouba um carro e adultera o chassi. Parece óbvio isso não é? Para alguns desembargadores não.

Por aquelas coincidências do destino, o julgamento do pedido de Revisão Criminal acabou marcado para o dia 26 de maio de 2011, justamente o dia do meu aniversário. Por sorte o Rafael pode comparecer no julgamento e sustentar o seu pedido. Mas antes ele foi conversar com o Desembargador Christiano Kuntz (algo totalmente dentro da lei) para explicar de forma mais detalhada a sua defesa. Infelizmente ele saiu desanimado da conversa, pois esse desembargador deu a entender que minha motivação era não apenas fugir do rodízio, mas fugir de outras multas, como radares por exemplo.

Ou seja, como não ficou provado que eu levei alguma multa em nome do proprietário do veículo BOE 1978, segundo esse desembargador é justo condenar alguém com base na presunção da culpa.

No dia da audiência o Rafael fez sua sustentação, ou seja, pela segunda vez no processo, tive direito a defesa, algo que apenas havia ocorrido na primeira instância. Depois da sua sustentação, o relator e o revisor (Sydnei de Oliveira Jr) deram votos contrários ao pedido, mas o Presidente da Câmara, senhor Cláudio Caldeira, pediu vistas do processo, com isso o julgamento foi adiado.

Após o julgamento, o Rafael foi conversar com o Desembargador e ele disse que concordava com seu ponto de vista, que iria apenas tentar ver se realmente cabia como uma revisão criminal e que iria fazer uma justificativa do seu voto para tentar convencer o resto da Câmara.

Pela segunda vez fiquei otimista. E ontem, dia 09 de junho de 2011, foi marcado o julgamento definitivo. Fui assistir pessoalmente, caso o pedido fosse aceito, minha agonia se encerraria de uma vez por todas.

Cheguei ao tribunal acompanhado de um amigo e assim que sentamos começaram a julgar justamente a minha revisão. O Desembargador Carlos Caldeira leu seu voto seguindo a linha da defesa. Placa não é sinal identificador do veículo, que esse artigo foi feito com a intenção de punir as pessoas que recebem carros roubados e desmontam para vender as peças, que se eu alterasse a placa e o documento, aí sim poderia justificar que eu tinha a intenção de agir contra a fé pública e por ai vai, ou seja, fez um bom embasamento.

Logo após seu voto, mais dois desembargadores seguiram sua tese, com isso o placar que estava 2 x 0 para “eles”, ficou 3 a 2 para mim. Um outro desembargador deu o voto acompanhando o relator, 3 a 3. Então o sétimo pediu vistas do processo. Pronto, mais duas semanas de martírio. Mas logo depois um outro desembargador pediu a palavra e voltou a bater na tecla de que eu “poderia querer me livrar de outras infrações e prejudicar outra pessoa”, ou seja, mais uma vez não vale o fato e sim a presunção. Com isso ficou 4 a 3 para “eles”. Então aquele que havia pedido vistas, acabou cedendo e para acabar logo o trabalho deles, resolveu seguir o relator.

Final, 5 a 3 para “eles”, assim sendo, continuei uma pessoa condenada, e como um criminoso, deveria pagar pelo que fiz. (Veja o Acordão)

Naquela época vivia uma situação bem complicada, havia me separado depois de 12 anos, passei por momentos fortes de depressão, abandonei minha antiga profissão, chutei o balde e caí na estrada com minha bike por mais de 100 dias para ver se conseguia encontrar um norte. Quando cheguei de viagem, passei a procurar uma maneira de colocar minha vida novamente nos trilhos apesar de tudo.

Foi quando surgiu, naquele mesmo mês uma proposta de trabalho maravilhosa. Fui convidado para trabalhar na Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo e minha função seria cuidar de tudo que fosse relacionado a bicicleta no Estado de São Paulo.

Se eu conseguisse esse trabalho, minha vida poderia ter tomado um rumo totalmente diferente. Poderia trabalhar para implantar a filosofia da bicicleta dentro do aparelho do estado e desenvolver diversos trabalhos em prol da mobilidade, algo que já fazia como cidadão, mas dessa vez, com o poder da máquina pública.

Ocorre que, como era uma pessoa que foi condenada, com processo transitado em julgado, uma das sanções é ter os direitos políticos cassados e entre eles o de exercer cargos públicos. Tá, vão dizer que tem vários políticos com problemas na justiça mas que estão no poder. Só que eles tem bons advogados que fazem de tudo para os processos não transitarem em julgado, já eu tive que contar com um defensor público que cometeu várias falhas que resultaram na minha condenação.

Nem preciso falar que não cumpri a prestação de serviços, até tentei, como já fazia diversos trabalhos sociais e voluntários, achei que poderia fazer o mesmo com algumas instituições. Acontece que nesses sistemas você não é útil, ou essas associações não estão preparadas para tirar o melhor de cada um e em sua maioria acabam tratando pessoas como nós como simples escravos, quando não te tratam como um estorvo. Eu vi colocarem um cara para varrer um jardim, já viram isso? Ou quando não colocam você para fazer aquele trabalho que ninguém quer fazer.

Uma coisa é eu me voluntariar para ajudar uma instituição que realmente precisa da minha ajuda, outra é eu ser obrigado a fazer algo degradante quando nem culpado por um crime eu era, aliás se eu tive alguma culpa, foi de ter nascido pobre. O que eu fiz? Simplesmente ignorei e segui levando a vida, enrolando a nossa enrolada justiça.

Depois que perdi na segunda instância, tentamos recorrer para Brasilia, primeiro no STJ e depois no STF, seria inclusive uma forma de definir de uma vez por todas se colocar uma fita isolante na placa era ou não um crime, pois haviam vários casos idênticos ao meu onde alguns juízes alegaram que esse tipo de adulteração não era crime, já outros iam na mesma linha dos que me condenaram.

Pior que enquanto eu estou sofrendo, vocês acham que esse procurador que está numa situação parecida com a minha está perdendo o seu sono? Esse caso é de 2011, mas se pesquisarem o nome dele no Fórum Criminal nada aparecerá, portanto com certeza o caso dele sequer virou processo e sabem porquê? Porque ele é um procurador e tem dinheiro e influência, diferente dos demais mortais.

Mas para entrar com o processo em Brasilia, era necessário eles responderem se é ou não crime, já que a decisão do tribunal só alegou que eu cometi o crime, não respondeu de forma clara o questionamento que meu advogado fez, por isso ele entrou com um Embargos de Declaração no tribunal novamente..

Antes de ser julgado meu advogado vou conversar com todos os desembargadores, explicou o caso, pediu para olharem com atenção e responderem se é ou não crime. Ocorre que infelizmente o presidente da Camara na época era o Kuntz, o infeliz redator do embargo. No dia da audiência o digníssimo presidente disse ao resto da Câmara – “O embargos nº tal é meu e voto contra, vocês me acompanham?” – Os demais disseram sim e sem debate a coisa foi definida.

Para ter acesso ao seu voto clique aqui. Mas fazendo um resumo, ao invés de responder se é crime ou não (como fez o Desembargador Caldeira, voto que pode ser conferido mais abaixo) o infeliz deve ter pego o gerador de lero-lero, novamente se ateve a dizer que eu fiz e não a dizer se é ou não crime.

Agora entramos com um HC em Brasilia, tivemos a liminar negada mas ele será julgado. Como não consigo mais acreditar nisso que chamam de “justiça brasileira”, lá vou eu ter que cumprir mil horas de serviços a comunidade por algo que não cometi.

 

Processo 1ª e 2ª Instância

Processo de Execução

Link do andamento do HC no STJ

Parecer do MPF sobre HC no STF

Link do andamento do HC no STF

Link do andamento da Revisão Criminal no Tribunal de Justiça

Acordão da Revisão Criminal

Acordão do Embargo

49 thoughts on “Como a justiça brasileira destruiu minha vida

    1. carlos cunha

      claro que não! porque se o julgamento for na base da presunção provavelmente se estará cometendo injustiça…justiça:principio moral que exige conduta justa,com respeito ao direito e equidade…respeito ao direito de cada um…caráter do que e justo,imparcial …conjunto de todos as pessoas de aplicar as leis; autoridade judicial.mas justiça seria assim também: correção,verdade, legitimidade, direito, competência, correição, imparcialidade, sensatez, virtude. estas pessoas que julgaram sua causa tem muito conhecimento,ate demais, mas falta sabedoria.que tal se eles aprenderem com salomão…ex:na causa das mulheres que foram ate salomão pra decidirem com quem ficaria o filho que estava vivo.desejo a vc boa sorte e não deixe se abater pelas circunstancias vai dar tudo certo. um abraço…

  1. Elizeudo monte

    ola ! sou estudante de Direito e estou muito ofendido com este ocorrido com sua pessoa.
    hoje vejo que reaumente escolie a profissão certa, pois igual você priorizo a justiça e acredito na verdade absoluta, E prometo dar MINHA VIDA em busca em defesa de minhas virtudes priorizando e defendendo injustas acusações iguais a sua.
    Grande abraço e continue firme!
    Quem acredita sempre alcança e a verdade prevalesse em seu coração e é o que importa.

  2. DENILZA NICODEMAS

    AQUI EM BELÉM DO PARA ACONTECEU ISSO CONDENARAM MEU PRIMO POR ERRO PROFISSIONAL. MEU PRIMO NEM TA ESQUENTANDO A CABEÇA POIS ELE SABE QUE UM DIA VAI MORRER MAIS AS PESSOAS QUE MENTIRAM VÃO ARDER NO FOGO DO INFERNO COM SATANÁS E SUAS POTETADE. ELE É UM GUERREIRO.MEU PRIMO É DO BEM MAIS A INVEJA JUNTO COM A MENTIRA FIZERAM ESSA PALAÇADA QUE VAI SER ENVERGONHADA EM NOME DE JESUS.

  3. Angela Pinto Maciel

    Meu filho e mais uma vitima do próprio sistema.
    Bom dia Dr. tudo começou dia 20 de fevereiro de 2012 com a morte de Patrick Botelho de 16 de idade coroinha da igreja Católica, de fato foi um crime bárbaro onde a vitima era o melhor amigo da namorada de meu filho Francisco Moura Maciel Junior de 25 anos, o inicio desta historia triste e o pai da vitima disse que seu filho antes de morre disse o alfa do carro que seria o alfa igual ou parecido pois no primeiro depoimento do pai da vitima ele disse que o carro seria JDK azul marinho e depois de alguns dias foi mudado para alfa igual de carro de meu filho JVK sendo que o carro de meu filho nao e azul escuro e sim preto, OBS: onde a vitima conheci muito bem meu filho. Depois passaram investiga meu filho no dia do velório a namorada de meu filho levou uma carta no velório porque era a unica coisa que ela tinha do melhor amigo que tinha falecido, onde minha nora nunca imaginou que este seria para Policia o meio de prende meu filho e joga dentro de um presidio ate a data de hoje. esta historia e muito complicada primeiro alegaram que meu filho teria sequestrado a vitima em seu carro fizeram pericia no carro de meu filho e nada constou, depois disseram que meu filho nao seria o autor mais sim o mandante deste fato nossa advogada pedi-o o rastreamento das ligações onde mostra que meu filho nunca telefonou para o autor do crime ou mesmo para vitima. hoje diante da confissão do verdadeiro autor a justiça alega que eu comprei o autor para assumi a culpa e inocentar meu filho e ainda sustento o irmao do autor porque e a unica pessoas que visita o seu irmão preso, que dou a ele cesta básica coisa que eu nunca fez, procurei sim a pessoa dele para entender porque ele acusava meu filho se meu filho sempre afirmou que não conhece este rapaz que seria o autor deste crime, já fui ate a ouvidoria da promotoria porque nunca faria algo deste sentido. Eles a legão que o autor teve varias oportunidade de falar mais as oportunidade tenho conhecimento sempre foi ameaçado pelo delegado encarregando do enquerito e mais disse que sofreu tortura por parte do Delegado para aponta meu filho como mandante do crime, entendo que o Delegado cometeu um erro muito grave e diante de sua candidatura a vereador e carreira onde nao e Delegado concursado e sim nomeado seria muito ruim em sua carreira reconhecer um grande erro que cometeu que portanto seria muito mais facio a ele manda aponta meu filho como mandante do que reconhecer seu erro, o autor disse diante do juiz no dia do juri que sofreu muita tortura inclusive levou choque em uma das tortura que sofreu, ele e realmente de uma familia muito pobre e sem recurso mais jamais fez algo como fui acusado no dia do jure onde meu filho foi condenado a 26 anos de prisão de regime fechado, mesmo diante de nao ter um resido de comprometimento neste crime, a unica coisa que existe sao duas criança que no inicio desta historia triste nao reconheci meu filho e sim somente o verdadeiro autor que réu confesso, mas diante do juiz com depoimento contraditório mesmo assim influenciaram muito na condenação de meu filho, temos videos, fotos, laudos, pericia e mais testemunhas eu não entendo porque meu filho foi condenado por algo que ele não fez, mais um cidadão de bem vitima do próprio sistema, queria pelo amor de Deus uma luz pois já não tenho mais dinheiro para paga advogado e só busco por justiça meu filho e inocente e não acredita mais na justiça dos homens.

  4. cris

    Ola
    Buscando por uma resp me deparei com sua história, e infelizmente vc não é um caso isolado, no seu caso vc ainda foi para o S/A pior seria ficar trancafiado anos a fio sem poder fazer nd, esperando 4 anos p/ ser julgado e depois ser condenado a 40 anos de reclusão, e ser julgado por pessoas que vc nem conheçe (juri popular) só sabem da história pelo processo que são obrigado a ler, depois são unanime em dizer ” vc é culpado” falo do meu marido entendo sua situação, ele passa pelo mesmo drama sendo um pouco pior, qdo o conheci ja estava preso no S/A acusado de um crime que nem foi investigado, na época sua condenação foi de 40 anos, mas de tanto ele insistir um advogado se compadeceu de sua situação e fez a revisão de sua pena, la dentro Ad do estado não faz então tem que pagar, e Deus usou esse homem, 1 ano depois veio a reps favoravel unanime tbm a diminuir sua pena, ainda com muitos erros no processo segundo esse Ad, porem ele ia fazer o que fosse possivel para ajudar, e fez ja são 10 anos nessa luta, agora a batalha é conseguir o R/A, depois vamos atraz de mais revisão p/ não ficar preso burocracias ou até correr o risco de voltar, isso é um resumo minisculo, mas foram muitas surras, ofenças, humilhação, vc sabe o que estou falando, vou acompanhar sua historia pq é uma lição de vida p/ nunca desistir e procurar justiça

  5. Marta

    Infelizmente a Justiça brasileira é assim. Quem tem bons advogados e muito dinheiro raramente perde uma ação na justiça. Já ví casos que são ganhos na primeira instância e os autores perdem na segunda instância, com decisões equivocadas e absurdas. Principalmente ações no Juizado de Pequenas causas, onde a decisão da turma recursal é inviolávei e derruba senteças de primeiro grau. Além disso, só pode recorrer se tiver alguma afronta à constituição (o que é muito raro de ser aceito pelos tribunais). PORTANTO, SEU CASO NÃO É NOVIDADE. EU SEI QUE É DIFIÍCIL ACREDITAR NA SUA INOCÊNCIA, PELAS CIRCUNSTÂNCIAS DO CASO, MAS ERROS JUDICIAIS EXISTEM E NÃO SÃO POUCOS. UM FORTE ABRAÇO.

  6. janete cristina anibal

    oi hoje eu conto a minha. . oque fizero com meu filho .então meu filho tem 19 estava estudando o terceiro ano ensino médio .e ele nem um momento sai de casa na que hora .o roubo foi as 13;30 e ele ,saiu as 13;55 e ai foi o inferno total , guarda foi acionada pela a pior pessoa do mundo . o guarda revistou e mando ele entra no carro ,e levou no local pior lixo quem roubaria la só um louco de pedra ele foi apontado pela a familia maravilhosa dela então colocaro flagrante 157 e ate colocaro outro rapaz que nunca vimos na vida hoje ele esta preso pagando pelo oque não fez nunca teve passagem na justiça nunca se envolveu com nada errado . não tenho condição de nem sustenta minha familia e hoje maissss um inocente pagando pelo o não fez então foi pedido liminar nego foi pedido habes corpus nego demoro 40dias pela espera e foi negado eu acho que foi o mesmo releitor cristiano kuntz a JUIZA E OPROMOTOR tambem nao tem dó de ninguem neste O AMOR acabou AGORA so RESTA ora PRA DEUS PAI TODO PODEROSO E PEDI PRO PAI TER MISERICORDIA DELES e ABRI OS OLHOS DA JUSTIÇA QUE É DEUS E DA INJUSTIÇA QUE É DOS HOMENS . ABRAÇO DEUS ESTA NO CONTROLE DE TUDO

  7. altair josé alves

    Abração Andre, lendo a matéria fiquei pensando como sofre uma pessoa comum, inexperiente, que não entende essas armadilhas da “justiça brasileira “, estou também com um caso de um objeto que comprei e procurei a defesa do consumidor, num tribunal de pequenas causas, no primeiro julgamento compareci sem advogado, me enganaram, recorri e duvido que eu ganhe a questão, este o BRASIL UM PAÍS DE TODOS, os ricos endinheirados desonestos, fica ai a nossa revolta e solidariedade.

  8. Gi

    Oi “ippon” …….apesar dos poucos momentos, percebi o quanto é especial, lamentável toda esta história, mas tenho a certeza que tudo se resolverá e se precisar é só ligar.

  9. perito

    caro bicicreteiro,

    sou perito criminal em minas gerais, e achei lamentável a atitude do perito daí… tremenda falta de profissionalismo e respeito!

    via de regra, não é possível retirar impressões digitais desse tipo de superfície não (é muito suja pra impressão ser depositada) mas o mesmo não vale pra face adesiva da fita: é bem fácil recuperar uma impressão lá, se houver.

    veja bem, é uma questão de materialidade x autoria: a primeira foi determinada, mas a segunda, não!

    acredito que houve aí uma falha grosseira e primária por parte do perito, que pode ser explorada, muito positivamente, em sua defesa…

    entre em contato comigo via e-mail que eu tentarei te ajudar.

    um grande abraço!

    1. bicicreteiro

      Obrigado Samuel, sua mensagem foi gratificante.

      Infelizmente meu processo já transitou em julgado, já entrei com vários recursos mas infelizmente perdi todos. A única pessoa que me absolveu durante todo o processo foi a juíza que olhou nos meus olhos e viu a injustiça que estava sofrendo. O resto julgou um papel e não se deram o trabalho de verificar se estava ou não sofrendo uma injustiça.

      Meu caso prova que no Brasil, só vai preso quem não tem dinheiro, no meu caso, não tive nenhum advogado na fase de inquérito, onde ocorreu a maioria das aberrações. No forum eu contei com Defensor Público que não foi intimado para o julgamento do recurso do MP no Tribunal e tomou ciência da condenação mas não me avisou para que eu pudesse recorrer e só fiquei sabendo da condenação em segunda instância depois de 1 ano e meio de transitado em julgado.

      Hoje tenho um advogado criminal que pegou meu caso por solidariedade, se ele estivesse desde o começo, jamais eu seria condenado. Duvido que exista alguma maneira de fazer algo, mas se você quiser ajudar, mande um email para bicicreteiro@gmail.com.

      Abraços

      André Pasqualini

  10. Pingback: Mais uma puta falta de sacanagem da nossa “justiça” | O Bicicreteiro

  11. André Rodrigo Guedes Fernandes

    André, eu não sei se entendi direito, mas a decisão da revisão criminal transitou em julgado? Enquanto não for definitiva, estará suspenso o cumprimento da pena originária do outro processo. De qualquer forma, tenha em mente que se a revisão criminal não anular o processo anterior, a execução da pena que está pendente deverá ser cumprida. Digo isso para que a coisa não se transforme num bolo de neve. Prestar serviços a comunidade, dos males eu acho o menor, pois você estará em contato com seres humanos. Acredito que seja viável você pedir ao juiz que ao menos possa desenvolver um trabalho com crianças deficientes, na sua área de conhecimento. Não estou julgado você, não me interprete mal. Estou apenas ponderando, sobre o que seria melhor (ou menos pior, como queira entender). Ainda que você considere injusto, não vou me adentrar neste assunto pois é um aspecto jurídico que demandaria muita argumentação. Mas em resumo, nem sempre a Justiça dos Homens é igual a Justiça de Deus, mas acredito que no final das contas há uma sincronicidade no universo, e fatos que ocorrem as vezes tem um saldo positivo no final (seja conhecendo alguém especial ou mesmo mudando de vida, como foi o seu caso). O que me leva a escrever aqui é o seguinte. Este cargo público que você não pode ocupar. Uma sugestão minha. Fale com quem quis lhe ajudar (com quem lhe fez a proposta do cargo), e peça para esta pessoa avaliar o aspecto legal (se pode ou não, dentro da lei do município) enquadrar você como prestador de serviços terceirizado, já que não pode ser ocupante de cargo público neste momento. O que vou lhe relatar aqui não é ilegal, tampouco imoral. Existem contratações feitas pelo poder público a firmas terceirizadas, ainda mais quando quem presta o serviço detem um certo conhecimento especializado, como é o seu caso. Nesse aspecto, não vejo obstáculo em você prestar o serviço, bastando que abra uma firma individual e faça a prestação do serviço como terceirizado (e não como ocupante de cargo público, entendeu?). Agora isso não é tão simples, eu estou lhe dando a minha opinião, e seria conveniente que você consultasse a pessoa que lhe fez a proposta. Se mesmo assim, houver impedimento legal (confesso que desconheço), ou seja, supondo que a condenação impeça até mesmo você de prestar serviço como terceirizado, a solução seria você consultar essa mesma fonte que lhe ofereceu o cargo sobre a possibilidade de você colocar um amigo seu como o prestador de serviço (e você trabalharia para ele, no papel, eu digo, porque na prática você estaria de fato realizando o serviço e seu amigo estaria lhe repassando a remuneração). Você lembra do falecido presidente do Corinthians, o Vicente Matheus? Você bem sabe que quando ele esteve impedido de exercer durante um mandato a presidência do clube, foi a mulher dele eleita apenas para formalizar, tornar uma situação legal na aparência, e na prática, o que de fato aconteceu foi que ele presidiu de fato o clube. Antes que você diga, puxa, mas é assim que se deve fazer? Parece errado? Os políticos as vezes fazem coisas no papel que são legais, mas escondem uma intenção imoral. No seu caso, a situação é diferente. Na minha opinião essa solução seria tanto legal quanto moral, dado que você é um sujeito honesto e foi prejudicado, vamos dizer, por uma defesa falha no começo do processo, por que vc não tinha recursos financeiros. E considerando que, como você mesmo disse, foi injustiçado, esta alternativa que estou lhe apresentando estaria adequada. Vamos dizer, uma solução política e jurídica para o seu caso. Espero que tenha entendido o meu ponto de vista e desejo tudo de bom para você.

  12. José Galvão

    É, meu amigo . . . não é mole não!
    Li até o final e, afirmo,acreditei em você.
    Li até o final, mas sabemos que ainda não acabou, e que deverá trazer-lhe mais aborrecimentos, frustações e indignações.
    Eu quero lhe dar uma sugestão, eu quero que a considere, ou no mínimo, conforme você mesmo me pediu trinta minutos do meu tempo para ler sue artigo e eu o fiz, me cnceda 10 minutos do seu tempo e leia a minha sugestão. OK?
    Por favor, em uma Biblia, leia o Evangelho de Mateus na ocasião em que Jesu proferiu as bem-aventuranças. “Bem aventurado os que tem sede de justiça”. Entendeu?
    E Jesus sabia bem sobre o assunto, aliás, quem neste mundo foi mais injustiçado do que Ele?
    Sabe que ele morreu por nós, pagou o preço dos nossos pecados (nosso pecado não ficou impune). Ele também ressuscitou e assenta-se a direita do Pai, de onde voltará para nos resgatar.
    Querido, crer em Jesus lhe trará de volta a dignidade e a honra perdida; crer em Jesus lhe dará a família de volta e a restituição de tudo o que lhe foi roubado; Crer em Jesus é nascer de novo e viver feliz eternamente.
    Interessante, nada acontece por acaso, creia, havia um propósito para tudo isso.
    Visite o meu site – http://www.nlmbrasil.com (peça e receba livros totalmente gratuitos)
    Que o Senhor Jesus lhe abençoe e lhe traga de volta a verdadeira vida.
    José Galvão. (j.galva.o@hotmail.com)

    Desejando, poderemos continuar pela internet esse papo.

  13. Romesi

    Ai cara, li tudo ate o acordão da revisão, estou sempre tronsportando altoridades do judiciario, a minha maneira de ver e que faltou um pouco de sorte nas varias etapas do proçesso. Condenar um inocente aqui, e como os suicidas no metro e os seus Manoeis no estado e no brasil todo dia. Mantenha – se firme que a sua lapide moral não se desfaserá em tres anos, e qualquer tempo é tempo de recomessar, e novas oportunidades quem sabe até melhor doque as que voce tem perdido, força voce não esta sozinho.

  14. Claudia

    Minha bike que eu nunca usei me trouxe até aqui…eu não sei quem você é, nunca te ví mas reconhecí em você coisas de mim. Também sou uma injustiçada pela “Justiça Brasileira”, coisa que se eu nunca acreditei que dirá agora…Não é de ter pena esse relato, é de causar indignação.
    Percebo pelos comentários que a maioria é pela justiça embora alguns se aproveitem do anonimato que a internet proporciona para tentar pisar e denegrir as pessoas.
    Quero deixar um beijo e um abraço de apoio a você, que tenha força para aguardar as mudanças que a vida pode trazer, não esquecendo nunca que ela é feita sim, de altos e baixos.
    Vamos lá, como diz a Coca-Cola: Os bons são a maioria.

  15. ana clara

    parabens pela sua iniciativa de tornar publico sua historia, procure um programa de televisao q as coisas vao andar

  16. erick arrais

    Caro andre estou passando por uma situaçao bem parecida, sei quase exatamente o que vc esta passando ou que passou no decorrer desse caminho, No entanto guerreiro nao abaixe a cabeça e lute sempre pelo certo, sei o quanto dar vontade de chutar o balde mais segure a onda voce ira conseguir sair dessa situaçao.

  17. quandoeutinha8anos

    Nossa André. Seu caso me fez lembrar de um outro absurdo que aconteceu em Vitória, onde uma aposentada teve seus bens penhorados porque podou os galhos de uma árvore que ela mesma plantou na calçada de sua casa.

    De acordo com a justiça na época (2003), o ato da senhora teria como consequência a morte da tal árvore. Entretanto, a árvore está viva e verde e, até, mais bonita. O que desgringolou de vez foi a vida da pobre senhora, que há 8 anos tenta provar para a justiça que a árvore está vivinha da silva. Foi necessário o caso aparecer, esta semana, no Jornal Hoje (da Globo) para que as autoridades decidissem rever o caso (http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2011/06/aposentada-recebe-multa-de-r-5-mil-por-matar-uma-arvore-que-esta-viva.html).

    É esse descumprimento do princípio de razoabilidade, por parte da justiça brasileira, que faz com que a populção, que anda dentro da lei, se sinta tão desamparada enquanto alguns sujeitos agem sem o menor escrúpulo, confiantes na impunidade.

    Eu mesma precisei da justiça por ter tido um cheque representado por uma loja de São Paulo (quatro anos depois de tê-lo pago) e, como não tinha guardado o comprovante, acabei sendo humilhada por um Juiz arrogante e corporativista. Criei verdadeira antipatia por essa raça (mesmo sabendo que há excessões por aí…raríssimas, mas há).

    Boa sorte. Ficarei na torcida por você.
    Tônia Amanda Paz dos Santos
    http://maesso.wordpress.com

  18. Paulo Cardoso

    Depois falam de aprovar a pena de morte, diminuir a maioridade penal, se a justiça atual não é seguida corretamente, que só paga que não tem dinheiro, imagina quantos que já cumpriram a pena ainda estão mofando nos presidios…. é revoltante… o jeito é sair do Brasil.

  19. Marta

    Encontrei esse site e li esse fato da sua vida justamente após uma conversa com meu namorado onde estávamos falando da nossa revolta com essa justiça de dois pesos, duas medidas. Moramos em Boa Vista – Roraima e neste final de semana aconteceu um crime terrível. Se me permite vou relatar de forma resumida o acontecido: um Procurar do Estado atropelou e matou um pintor que andava de bicicleta por uma das principais vias da nossa capital. Dentro do carro do procurador tinha uma garrafa de cachaça vazia, ele não tinha carteira de habilitação e não prestou socorro à vítima, e tão grave foi o acidente que a cabeça do pintor foi decepada e encontrada a 200m do corpo. O que aconteceu com ele? Nada. Pagou fiança e foi liberado. Essa é a justiça que temos e que me assombra cada vez mais. O que vem acontecendo com você é mais uma triste prova disso. Também sou uma bicicreteira e após conhecer um pouco de tudo isso que vem acontecendo na sua vida torço sinceramente para que as coisas melhorem e que a justiça que lutamos para ter e que queremos seja feita. Boa Sorte!

  20. Luthi

    tem um dito popular que diz: “falar de mim é facil, quero ver “ser” eu um dia ”

    Ae meu velho, não faço idéia dos problemas que você esta enfrentando, tão o pouco os sofrimento pelo qual esta passando, posso imaginar, mas nunca saberei (salve o velho dito acima), bom sei que se conselho fosse bom a gente vendia certo .
    Mas que tal transformar todo esta impunidade a teu favor ???? que tal utilizar este serviço comunitário (não sei se vc tem oportunidade de escolher) para mostrar as pessoas o quanto é necessário não se calar, o quanto é importante fazer cara feia pra impunidade e agir claro, ou usar este trabalho p/ ajudar comunidades e dentro dela levar sua experiência de vida demonstrando o quanto é importante não desistir de lutar … não sei, as possibilidades são muitas … Pagar por algo que não realizamos é F$%$#$, mas usa isso a teu favor meu velho, e o invés de 3 anos, com 15h semana isso cai pra 1anoe ½ e além de ficar livre desta sentença você pode levar informação e senso critico a outras pessoas e até mesmo participar de projetos em que a bicicleta esteja presente hein??? Sei que a indignação é grande, que o julgamento foi recente e a revolta é grande mas recicla tua energia velho, transforma tua indignação em informação pra quem precisa.
    Veja essa “punição” (injusta) como uma oportunidade de transformação, afinal refutá-la não ira reduzir sua pena nem mudar a opinião dos que julgaram teu caso. Você fez o que foi possível e esteve a seu alcance.
    Que Deus ilumine teu caminho. PAZ.

    Abraços …

    1. bicicreteiro

      Fala brother, eu até já tentei pagar essa prestação de serviços, mas até nisso a nossa justiça é horrível. Você não pode propor algo ao juiz, tem que ir em certas ongs e fazer o que elas precisam e na maioria delas, no máximo ajudar a levantar um muro, fazer faxina em escola e ficar lá bundando sem fazer nada. Para se ter idéia eu já tentei fazer a prestação em 1 escola e 3 ongs, infelizmente em nenhuma surgiu alguma motivação que compensasse a dor que é pagar por algo que você não cometeu. E 14 horas por semana é muito tempo para perdermos fazendo nada de realmente útil. Mas obrigado pela sua mensagem.
      Abs
      André

  21. MG

    Fuerza!
    Contamos contigo para colocar as bikes na ordem do dia.
    De um leitor (e ciclista) assiduo, mas que nunca aparece nos comments
    Abs

  22. André Lemos

    Pô Xará, Não tem nem o que dizer ou comentar. É rídículo e vergonhoso ver um caso desses, e tantos safados do colarinho branco, se dando bem em cima do dinheiro público e sem que nada se faça contra eles. Porém, se eu fosse você, partia pra cima: Mete a boca no trombone. Vai pra TV. Tá assim de programas de TV procurando casos polêmicos como o seu para fazer barulho e “cutucar” a justiça contra casos mais graves que ficam impunes. Como se diz, “já que tá no inferno, abraça o diabo” e abre a boca pro mundo. Garanto que vão rever seu caso.
    No mais, posso dizer que minha indignação é o sinal da minha solidariedade contigo. Tenho 47 anos e sempre toquei minha vida, como meu pai me ensinou: dentro de toda a retidão de conduta que pode um homem ter. E assim também educo meu filho. E continuemos a acreditar, pois como diz a propaganda, “Os bons são a maioria!”. Força aí irmão. Não desanima não.

  23. Márcio

    É Pasqua, tem esses babacas chupadores de luz espalhados por aí. Aqui respingou um pocuo dessa porcaria. Covardes.

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  25. velophotos

    Situação desagradabilíssima, que parece reforçar a existência de 2 pesos e 2 medidas. Resta saber onde eles querem chegar, mas faça valer sua perseverança de sempre. mais a coragem de assumir quais são seus erros de fato e cobrar o que é de direito.

    A parte mais chata é aquela em que menciona a situação pessoal. Depressão? Não é para menos e difícil de imaginar por quem está de fora. É no tocante a isto que, caso queira conversar, posso oferecer ajuda indireta.
    Só a lucidez de levar o caso a público, como o fez aqui, já não terá sido em vão.

    Abraço,

  26. Marcos

    Vc. deveria ter tornado público antes. Anda dá pra ir pra TV e fazer algum barulho. algém vai se interessar pelo seu caso.

  27. Eduardo Baldan Dos Santos

    Salve Salve, André.
    Como alguém já disse, é fácil falar da situação tendo um ponto de vista apenas externo. Mas continue firme na luta! Seus ideais são fortes e justos e, por maior que seja essa pedreira no teu caminho, mantenha tua perseverança, mestre.
    Um cara que encara a possibilidade de dar de frente com uma onça, se atira em uma viagem que utiliza a sorte como uma das bases da mesma, não pode abaixar a cabeça diante de um sistema falho e injusto.
    Torço para que tudo se resolva, e torço que consiga ocupar a posição na Secretaria de Transportes de Sampa. Isso será um grande passo para grandes avanços nessa mentalidade atrasada da mobilidade.
    Um grande abraço!

  28. Renata

    que merda!! isso pq na faculdade de direito a gente aprende tanto sobre a porra da FINALIDADE da lei e o que vi do seu relato foi um bando de sem nocao de juizes e desembargadores que ficam nos seus mundinhos e nao colocam o narizinho pra fora da realidade pra saber qual é! o unico bem ponderado foi o que disse que o art. 331 do CP visa punir o cara que rouba o veiculo e adultera suas informacoes. puta merda, sem palavras! sou advogada e tenho mta vergonha alheia desse povinho da (in) justica!! bons ventos, amigo!

  29. montanhando

    que cacete man!!! força para ti….quem garante que foi não foi o PM que alterou sua placa???
    tive problema bem parecido com o seu por esses dias. esta no inicio, foi para perícia. fui orientado a colocar um advogado para acompanha por que se não esses caras vão me ferrar. a policia deu abertura para ”tomar um café” mas como sei que estou certo eu decidi prosseguir…..tenho medo!!!!

    força…brazo e bons ven

  30. Cris

    Bem feito! Vc é presunçoso, cheio de ameaça, faz e acontece, eles tem prova e vc vai só na palavra, acha que pode, prepotente, faz ameaças para todo mundo, falando que vai processar, que é para tomar cuidado com vc… Aposto que o amigo-da-onça Rafael Poço mui amigo já falou que vai te fazer o favor de assumir o cargo. É burro, ainda por cima, vc

    1. bicicreteiro

      Te conheço? De onde? Seu nome é Cris ou Carol? Há se for amiga da Carol, avisa ela que não fiz ameaças que eu iria processá-la. Eu JÁ processei ela e seu maridão, a diferença é que ela vai responder por algo que fez, enquanto eu estou pagando por algo que não fiz. Feliz dia dos namorados para vocês…

  31. pedalinadeoz

    Poxa André, o que dizer? Você tendo todo esse transtorno em seus projetos e Ricardos Neis soltos tomando cafézinho na praça.. é duro ter esperança vivendo num mundo tão injusto onde o dinheiro sempre fala mais alto..

    Mas tenho certeza que você vai dar a volta por cima e continuar acreditando. Outras oportunidades virão e você poderá e saberá aproveita-las porque corre atrás do que acredita.
    Tenho certeza também que em breve o veremos atuando e tirando das gavetas todos esses projetos que só existem no papel e que precisam de pessoas como você para coloca-los em prática.

    Força! As coisas vão dar certo, se não foi na secretaria e agora em breve novas oportunidades aparecerão. Elas sempre aparecem para quem não deixa de acreditar e faz as coisas acontecerem!

    Ciclo abraços!

  32. Rafael

    Força aí velho, acredito que a (in)jutiça do país não destruiu sua vida, vc é novo, vai dar a volta por cima e se recuperar desse baque.

  33. XpK

    Esquenta não, com Crom ou sem Crom o caminho sempre se abrirá para o cimério que luta, como poucos, pelas suas convicções. Força!

  34. carlos

    Andre.
    Tambem acho um absurdo que fizeram contigo. Tenha paciencia, no fim tudo da certo e se ainda não deu certo é por que ainda não acabou. Gostaria de trocar umas ideas com voce. Teria como me encaminhar seu e-mail para contato@miltrilhas.com.br para qaue possamos conversar. Quem sabe é esta troca de ideias que vai te motivar movamente.

  35. Marco Labão

    André.
    Nos conhecemos virtualmente há muitos anos, pessoalmente a poucos meses e não me cabe formar juízo dessa situação, devo simplesmente acreditar no que Você diz e fim! Passo por maus bocados também e tudo porque apesar de meus 55 anos, sou um tonto inocente que vive acreditando que a justiça dos homens se fará, ledo engano, o que precisamos é acreditar em nós e só! nossas convicções, nossos objetivos, nossas lutas é que nos motivarão a seguir em frente, a evoluir. Força sempre meu Amigo, as oportunidades nunca nos faltarão e Energia também, porque nunca desistiremos. Tenho certeza, Você é um desses: http://www.youtube.com/watch?v=hlSX3e6Kbx0
    Bike[]´s

  36. Otávio

    André, não tenho muito o que dizer, situação lamentável mesmo, que só mostra que justiça nesse país só existe pros endinheirados. Desejo força à você, e que você consiga superar isso. Seu esforço pela nossa causa é muito importante pra nós e espero que ele não se acabe. Espero que você não desista, assim como você pediu pra eu não desisitr da bike quando eu me quebrei (provavelmente vc nem lembra desse email rsrs) e procurei a bicicletada pra me recuperar do trauma e fui muito bem recebido por você. Força ai cara e fica com Deus!!

    []s

  37. Willian Cruz

    Lamentável. E não é só voce quem perde por não ter dado certo esse trabalho.
    É fácil dizer isso de fora da situação, mas tenha força e mantenha a cabeça erguida. Outras oportunidades aparecerão. E, se não aparecerem, você ainda poderá criá-las.
    Abraço.

    1. aires jeffersom real prado

      cara que situacao,vou ficar sempre de olho na placa do meu carro mass…neste nosso pais quem sobrevive e consegue dormir tranquilo,e esta raca de politicos corruptos que estao em brasilia que nos mesmos colocamos ,agora vc,como uma pessoa integra nao dorme tranquio,desculpe pelaspalavras mas,seja firme,por isso que o simbolo da justica e aquilo com uma tarja na cara.isoo e uma vergonha.

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