Tô saindo e já volto… Ou não

Ultimamente só tenho tentado buscar algo que me desse novamente um sentido para a minha vida. Nesse meio tempo surgiu uma proposta maravilhosa, de trabalhar na Secretaria de Transportes Metropolitanos e lá poder trabalhar pela bicicleta. Estaria realizando dois sonhos, o de poder viabilizar diversos projetos cicloviários tanto na Grande São Paulo como no resto do estado, bem como influenciar nas políticas cicloviárias de forma mais direta, tanto no âmbito estadual, como municipal. Além disso iria tirar o meu sustento da minha paixão e especialidade, que é a bicicleta.

Ocorre que para poder aceitar o trabalho, eu deveria resolver outro problema muito sério, de um processo que tenho desde 1999 e que atormenta minha vida desde então. Já me prejudicou de inúmeras maneiras, mas dessa vez, ele era o impeditivo direto para que eu pudesse aceitar essa proposta. Detalhes desse processo eu escrevi nesse texto.

2011/06/10/como-a-justica-brasileira-destruiu-minha-vida/

No último dia 09 foi julgado um recurso e se fosse aceito, o processo se extinguiria, assim poderia aceitar a proposta da Sec de Transportes Metropolitanos, o que seria a solução literal para a maioria dos meus problemas, sejam financeiros, pessoais e emocionais. Estava com tanta esperança que não consegui articular um plano B para caso o recurso não fosse aceito.

Infelizmente, por 5 votos a 3, o recurso não foi aceito e perdi a possibilidade de aceitar esse trabalho, pois hoje sou um “condenado” pela “justiça” e automaticamente perco meus direitos políticos, entre eles o de exercer cargo público.

Agora só me resta começar meus planos do zero e sinceramente, não sei o que fazer. Mas vou me dar um prazo que será o da finalização do meu livro sobre o Projeto Biomas. Não sei quando vou acabá-lo, já me dei diversos prazos e nunca os cumpri. Por isso vou tentar me desconectar e ver se assim a coisa anda. Desconectar principalmente das redes sociais, assim enquanto escrevo o livro, vou pensando no que será o meu futuro, sabendo que qualquer escolha minha irá afetar diretamente a vida da pessoa que mais amo que é meu filho.

Não há nada pior no mundo do que não poder fazer nada para mudar uma situação, do que sua vida estar nas mãos de outra pessoa que tá pouco se lixando para você. Vocês sabem o quanto é complicado aceitar passivamente as injustiças que ocorrem com os outros, pior ainda é aceitar uma que ocorre comigo.

Está muito difícil mesmo, vou buscar refletir durante os próximos dias e tentar tomar a atitude que traga menos dor pra todos os envolvidos, principalmente ao meu filho. Vou tentar com que minha escolha seja a que ele sofra menos, mas infelizmente sei que, seja qual for a minha escolha, ele irá sofrer.

Não acredito em nenhuma religião portanto não vou “culpar” nenhum deus por minhas escolhas. Só espero que se existe alguma força desconhecida (e boa), que de alguma forma ela ilumine minhas decisões e no final de tudo, que me filho me perdoe pelo sofrimento que lhe causarei.

Vou nessa galera e obrigado mesmo por todas as manifestações de solidariedade, o apoio dos amigos, da minha família, sempre é muito bom.

Já aos que querem me ver pelas costas, vai um conselho. Se você tem tempo para comemorar com minha desgraça, repense sua vida. Se observar atentamente, é muito provável que sua vida precise muito mais de amor e atenção do que a minha. Olhe para a sua vida, sua família, para as pessoas que realmente significam algo para você, pois o tempo que você perde mandando energias negativas para mim, seriam bem melhor gastos tentando levar alegria para a sua. Não prejudique quem te ama perdendo tempo rindo da minha desgraça.

Finito galera, agora eu vou e até breve.

André Pasqualini

2 thoughts on “Tô saindo e já volto… Ou não

  1. Igor

    Acabei de ler tudo de cabo a rabo. Lamentável. Eu costumo dizer: Quem é bonzinho demais no Brasil só se f%#$. Você ser muito correto aqui é errado, pois os errados são os mais corretos. Tem hora que temos que ser egoístas e pensarmos somente em nós e em quem nós amamos, esquecer esse lance de justiça e se safar da melhor forma. Como você disse, não ter acertado o café por ser honesto só te trouxe dor de cabeça.

    O pior de tudo é que ficam chovendo no molhado. Nem mesmo provam que você adulterou a placa (alguém filmou?). É a mesma coisa que dizerem que você encheu o escapamento do carro do vizinho de areia, só porque estava estacionado na frente da sua casa. Alguém prova?

    Boa sorte aí, e força para continuar com o cicloativismo. Apesar de termos feito só uma meia dúzia de passeios juntos por SP há uns 10 anos atrás, eu sempre acompanho suas histórias ciclísticas. Gostaria muito de poder faze-las também, mas meu trabalho não permite.

    Tão logo este processo seja anulado, por um motivo tão imbecil, você deverá conseguir ter uma boa estabilidade fazendo o que gosta.

    Abraço!
    Igor.

  2. Marco Labão

    André.
    Lamento que deva ser assim, mas seria apenas um ato de egoísmo se obrigássemos a ficar aqui, aguentando o que viesse, Você sabe o que de melhor pode fazer nessa situação, a nós seus Amigos, cabe respeitar e prestar toda solidariedade a sua Vida bem vivida e com muitos kms a frente ainda.
    Sucesso e conte sempre conosco.
    Atwé breve.

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