Estrada dos Diamantes – Quarta parte

9º. Dia – Itambé do Mato Dentro/Nossa Sra. Do Carmo/Ipoema/Bom Jesus do Amparo 50km

Partimos e o progresso já nos encontrou: outra estrada preparada para o asfalto. A sorte é que era sábado e não havia máquinas na pista… Logo chegamos a Nossa Sra. Do Carmo, lugar que não nos inspirou muito. Partimos e 16km adiante, com bastante subida (aí já estávamos acostumadas com elas) chegamos a Ipoema. Essa cidade nos encantou… A pracinha com igrejinha, as pessoas tranquilas tomando suas cervejas nos deixou feliz e fizemos o mesmo…

Uma visão da poeira da Estrada dos Diamantes
Simpática igreja de Ipoema

Sentamos no restaurante Sabor da Terra, no canto da praça. Um restaurante inusitado onde as pessoas sentam em grandes mesas, e para ir ao banheiro passa-se pela cozinha e tudo assim num clima bem despojado, simples e gostoso. Tomamos nossa cervejinha, a Kika comeu um pastel de angu (eu comí um convencional) e entramos (gratuitamente) no museu do Tropeiro. Vale muito a pena a visita para entender quem eram eles, sua importância e seus objetos pessoais. Me impressionou, achei interessantíssimo!

O trecho final até Bom Jesus, embora a altimetria nos tranqüilizasse com um trecho sem muitas subidas, foi puxado. Bastante subida… O trecho foi de asfalto, o que facilitou nossa vida, confesso! Lá chegando encontramos o guia Fernando, que recepciona e orienta os cicloturistas (facebook Fernandoo Gonçalves). Eles nos levou à única pousada da cidade e à noite, depois de lavar roupas (rotina de todo dia, por sinal) e tomar 1 banho fomos comer uma pizza na Sabor e Cia.

Acomodação em Bom Jesus do Amparo – Pousada Real (31) 3833-1185 e 3833-1117. É a única opção na cidade. Pagamos 35 por pessoa com café da manhã. Beleza, mas como dia seguinte era domingo, a funcionária disse bem assim: “35 com café, mas como amanhã é domingo não tem café, eu to de folga.” Ahhhhh amiga, e você não tem uma folguista? Bom, ameaçamos procurar outro lugar (que não tinha), negociamos e conseguimos um belo dum café.

10º. Dia – Bom Jesus do Amparo/Cocais/Barão de Cocais/Sta Bárbara 45km

Saindo de Bom Jesus existe dois caminhos, o indicado na planilha da Estrada Real e o asfalto, bem mais perto. Fizemos um misto, e deu certo. De Bom Jesus a Cocais fomos seguindo os marcos, pegamos uma estrada erma linda! Atravessamos a BR duas vezes, mais foi bom pois não queríamos pedaladas junto aos carros…

Grupo de cavaleiros fazendo a Estrada dos Diamantes

Chegamos a Cocais, distrito de Barão de Cocais, um povoado antigo bem rústico, com uma igreja linda e fechada, claro. Comemos na única padaria da cidade, abastecemos as garrafinhas na bica e seguimos para Barão de Cocais, dessa vez por asfalto. O caminho por terra é 4km mais longo e com uma subida de 8km. A vista deve ser linda, mas decidimos o asfalto, que por ser domingo estava tranqüilo de movimento.

Chegando em Barão de Cocais, sentimos que se tratava de uma cidade grande com uma enorme indústria logo na entrada. Decidimos tocar para Sta Bárbara a 8km dali, menor e mais tranqüila. Seguimos por asfalto também, apesar de haver alternativa de terra seguindo os marcos.

Amamos Sta Bárbara, logo de cara paramos no Memorial Afonso Pena, muito bem produzido e organizado, que conta a história desse político natural de lá e um pouco do Santuário do Caraça, que já estávamos determinadas a ir. Paramos também nas igrejas da cidade e as apreciamos por fora, as usual. Nos hospedamos e almojantamos no Restaurante UAI, na principal avenida da cidade, por 8 reais. Comemos MUITO bem e fomos EXTREMAMENTE bem atendidas pela Cris e família.

Entrada do Memorial Afonso Pena

Acomodação em Santa Bárbara – Pousada Novo Milenio na Rua São Geraldo, 125 tel (31) 3832-1314, com o Sr. Raimundo, muito simpático que nos cobrou 20 reais (a mais barata da viagem) para cada uma de nós com direito a um delicioso café da manhã!!!!!

Camila Doubek

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