A segunda fase da Ciclovia da CPTM na Marginal Pinheiros

Informação importante acrescentada em 09 de fevereiro de 2012:

Dia 10 de fevereiro será inaugurada o trecho entre as Estações Vila Olímpia e Cidade Universitária da Ciclovia da Marginal Pinheiros. Para saber informações mais atualizadas, acesse o post “Ciclovia da Marginal Pinheiros – Fase 2“, publicado nesse mesmo dia.

No final tem a explicação do por que coloquei o nome de “Ciclovia da CPTM” no título do post.

Na semana passada percorri a ciclovia com os técnicos da CPTM, conferi as novidades e claro, deixei as minhas sugestões. Outro texto longo cheio de detalhes, onde primeiro irei falar sobre as obras que estão sendo tocadas, depois as sugestões e finalizarei com minhas considerações. Um texto para acabar com todas as dúvidas sobre a maior obra cicloviária da cidade de São Paulo.

Iluminação

Quem passar próximo a estação Jurubatuba verá um poste de luz movido à energia eólica e solar. É um poste de iluminação com tecnologia Led, onde na sua base encontra-se uma bateria, onde toda a energia eólica e solar é carregada. Isso dá uma autonomia de 22 dias de iluminação, mesmo sem sol ou vento.

Fui um dia de noite até a estação Jurubatuba ver a potencia do poste mas achei a luz muito fraca. Estava a cerca de 30 metros de onde estava o poste, pretendo voltar na ciclovia a noite para verificar sua real potência e entrar em contato com essa empresa que instalou esse poste como teste, para saber maiores detalhes do projeto.

Segundo a CPTM ainda estão estudando como será a iluminação, segundo desse modelo eólico, seria necessário a compra de mais de 700 postes como esses. Não há um prazo para a resolução do problema da iluminação.

Novos acessos e bases de apoios

Há previsão de 5 novos acessos e 4 novas bases de apoio. Tirando o acesso da Cidade Jardim, a previsão é que tudo seja entregue até dezembro de 2011. Confira abaixo detalhamento de cada obra que está sendo tocada pela CPTM

Acesso junto à estação Santo Amaro

Visualmente, é a obra em estágio mais avançado. A primeira vez que pedalei com o Sergio Avelleda pela ciclovia (na época presidente da CPTM e atualmente presidente do Metro), mostrei para ele não só a importância de um acesso ali, bem como sua facilidade, já que diferente das demais estações, os bloqueios dessa estação se encontram sobre a plataforma e não antes da passarela, do outro lado da Marginal Pinheiros.

Como passo constantemente por essa estação, venho acompanhando seu progresso. A estrutura de ferro chegou primeiro e foram montando como um quebra-cabeça, agora ela já está na fase de acabamento.

Outro detalhe dessa obra, o ciclista irá passar pela cancela do trem (sem pagar) e acessar a passarela. Farei meu comentário sobre essa quebra de paradigma mais frente. Pelo andar da carruagem, essa deve ser a primeira obra finalizada, mas só deve ser entregue junto com as demais em Dezembro.

Base de apoio em Santo Amaro

Havia uma base temporária, com bebedouros e banheiros químicos (ainda há alguma estrutura no local), mas está sendo construída uma nova base, onde o ciclista terá banheiros e até uma infraestrutura para mecânica de bicicleta. Essa base está em estágio bastante avançado, já em acabamento.

Acesso junto a estação Morumbi

O acesso se complementará a atual infraestrutura da estação, uma passarela de estrutura metálica que é fabricada em separado e montada no local. Essa passarela da estação Morumbi já está em fase adiantada de fabricação e deve ser montada em breve. Depois de montada é feito o acabamento com piso, guarda corpo, pintura, como está ocorrendo atualmente com a passarela da Estação Santo Amaro.

Nessa estação o ciclista também irá passar pelo bloqueio, sem pagar passagem e acessar a Ciclovia. A diferença dessa estação com a de Santo Amaro, é que os bloqueios na Morumbi se encontram junto ao acesso na Marginal Pinheiros, antes da passarela.

Expansão da Ciclovia entre as estações Vila Olímpia e Villa Lobos

Quem utiliza a linha Esmeralda da CPTM entre as estações Villa Lobos e Vila Olimpia já deve ter percebido a movimentação no local. Havia um asfalto em condições precárias até a estação Pinheiros. Esse asfalto está sendo totalmente refeito.

Os guarda-corpos amarelos, que já existem no trecho aberto, estão sendo colocados. Na primeira fase, a maior parte era de hastes de ferro com cordas, apenas nos trechos onde a margem estava próxima da via é que haviam esses guarda-corpos de ferro.

Nessa segunda-fase optaram por colocar o guarda-corpo de ferro em todo o trajeto, já que os de corda deram muitos problemas, pois as cordas se desgastavam, alguns ciclistas se apoiavam nelas o que as afrouxava, chegando até a rompê-las. Quando isso ocorria, todo o trecho da corda ficava desprotegido. Já os de ferro são mais resistentes e fáceis de serem removidos, caso os técnicos da Emae precisem realizar algum trabalho no rio.

Base de apoio Cidade Jardim

Está bem avançada, quase na fase de acabamento e deve ficar pronta em breve. O detalhe é a proximidade dela com a da Vila Olímpia, menos de um quilômetro as separam.

Acesso junto à ponte Cidade Jardim

Esse é um acesso sem prazo, pois será construído pela Construtora WTorre como compensação pela lei do Polo Gerador de Tráfego, devido a grande obra que ela está promovendo, entre a Daslu e o Parque do Povo.

Ela ainda está em fase de projetos e não tive acesso aos croquis, mas segundo o Renato, o ciclista deve sair nesse local da foto acima, próximo a estação Cidade Jardim. Não vejo também necessidade de urgência, pois já há o acesso da estação Vila Olímpia bem próximo dali.

Acesso junto a ponte Cidade Universitária e base de apoio

Bem abaixo da ponte da Cidade Universitária está sendo construída uma outra base de apoio ao ciclista e uma passarela, junto a ponte. A obra da base não está tão adiantada como as demais e a passarela, apenas as fundações foram feitas.

O diferencial desse acesso é que está sendo aproveitada a estrutura da atual ponte. Toda a base de sustentação dessa passarela será independente da estrutura da ponte.

Acesso junto ao Parque Villa Lobos e base de apoio

A base de apoio ainda está nas fundações, já a passarela em fase de projeto. Como na estação Morumbi, ela será construída em partes pequenas e montada no local, só então será dado o acabamento, como pintura, piso, etc.

Junto a entrada do parque Villa Lobos, há uma guarita e o início da passarela que leva até a estação de trem. De lá sairá a passarela para a Ciclovia, passando sobre as faixas de rolamento das marginais e as linhas de trem, saindo diretamente junto a base de apoio, conforme imagem do projeto acima.

As considerações sobre as obras da segunda fase

Finalmente a Ciclovia terá um caráter de transportes e será uma excelente opção de lazer. Enquanto não resolvermos a questão da iluminação, teremos muitos ciclistas correndo para acessarem antes das 18h15, já que com os novos acessos, o número de ciclistas deve aumentar de forma considerável. Fica a sugestão, a CPTM pode realizar alguns testes, permitindo que ciclistas com iluminação própria possam acessar a Ciclovia num horário ampliado até umas 22h00. Já existe no mercado bons equipamentos de iluminação para o ciclista, que nos dá autonomia até para pedalarmos em estradas, portanto vale a pena realizar o teste.

Quando a iluminação for instalada, a idéia é que a Ciclovia seja aberta ao público durante o horário de operação da CPTM (4h40 as 0h00), com isso terá seu caráter de transporte, totalmente consolidado.

Ainda haverá uma grande carência de acessos, principalmente entre a estação Vila Olimpia e Cidade Universitária. Nas sugestões que descrevi logo abaixo, irei mostrar que essas carências são de fácil solução. Agora numa avaliação geral sobre a nova fase, todas as obras são providenciais e super pontuais, nenhuma obra é equivocada. Também mostra que aqueles que lutaram pela abertura da Ciclovia mesmo com poucos acessos acertaram, pois a evolução acabou sendo inevitável.

Sugestões para melhorarmos a Ciclovia

Em minha visita, fui acompanhado pelo Rodrigo Assis (Analista de Comunicação), do Renato Masini (Assessor Técnico Executivo da Engenharia e Obras), os dois de bicicleta, além da Maria Luiza Marra (Chefe de Estações) e a responsável pela operação da Ciclovia, todos funcionários da CPTM. Durante todo o trajeto, não foi eu quem apenas fez perguntas, eles também fizeram vários questionamentos e muitas das considerações que escrevi abaixo, as fiz pessoalmente. Portanto vamos a elas.

Pintura

Apesar de ser bonito ver aquela longa pista vermelha ao lado da marginal, não há a necessidade de pintar a pista inteira. Uma simples faixa vermelha nas bordas (como ocorre na sinalização da Ciclofaixa de Lazer) já resolveria o problema, sem falar no fato da pintura se desgastar rapidamente, devido ao tráfego de carros.

Fácil notar que a pista onde os carros tem que circular (a que beira o rio) possue um desgaste muito maior que a pista das bicicletas. Basta comparar também com o trecho da Ciclovia que contorna a Usina da Traição, como ali não passam carros, a pintura está praticamente intacta.

Outro ponto negativo é quando a pista fica molhada. A aplicação da tinta tampa os poros do asfalto, com a chuva a pista fica mais lisa e os tombos bem mais freqüentes. Principalmente ciclistas velocistas ou mesmo aqueles que usam pneus de largura menor que 1,25. Eu mesmo já sofri um tombo pedalando em linha reta e bem devagar. A impressão que eu tive é que alguém me passou uma “rasteira”.

Sinalização

Hoje a sinalização de solo indica que os carros devem trafegar na pista junto a margem do rio e as bicicletas a junto a linha do trem. Na realidade, apenas os carros seguem a risca essa regra, até porque hoje são poucos os veículos que lá trafegam, pois só veículos a trabalho podem usar a pista. Mesmo assim já presenciei algumas confusões quando há carros nos dois sentidos e vários ciclistas na pista, é comum os motoristas não saberem bem como proceder.

O correto seria manter a lógica natural do trânsito, carros e ciclistas no mesmo sentido, da mesma maneira que estamos acostumados nas ruas da cidade. O motorista tem que usar a mesma pista do ciclista e ultrapassá-lo quando sentir-se seguro para tal, de forma natural. No caso de um carros nos dois sentidos, com ciclistas na pista, os carros só fariam a ultrapassagem quando sentirem segurança para tal.

Aliás a maioria dos ciclistas ignoram essa sinalização, até porque acabam pedalando de forma instintiva, como já fazem nas ruas da cidade. Portanto o melhor a fazer é levar para a Ciclovia a mesma lógica que já ocorre no trânsito, fora dela.

Lombadas

O objetivo das lombadas é controlar a velocidade dos carros (e não dos ciclistas), mas ela atrapalha demais os ciclistas, até causando quedas. A velocidade máxima para os carros dentro da Ciclovia é de 30 km/h e raramente presenciei motoristas (depois da inauguração da Ciclovia) acima desse limite, até porque os próprios ciclistas já funcionam como um “redutor de velocidade”.

Sugeri que nem colocassem lombadas no novo trecho e se possível que retirassem as lombadas do trecho antigo. Muitas delas já existiam antes da pista se tornar uma ciclovia, até porque antigamente aquilo era “uma terra sem lei”. Eram muitos os veículos que usavam a pista para fugir dos congestionamentos das Marginais, praticando velocidades absurdas.

Já ocorreram colisões frontais e até veículos dentro do rio, isso sem falar das capivaras que eram dizimadas. Eu pedalei algumas vezes de forma clandestina naquela pista antes dela ser aberta ao público. Na época era raro encontrar as capivaras e sempre via carcaças de filhotes atropelados. Com o maior controle dos veículos que usam a via, essa realidade não existe mais, por isso não vejo mais a necessidade de lombadas.

Novos acessos

Foi quebrado um grande paradigma, há anos defendíamos o uso das estruturas das estações da CPTM como forma de acesso, mas sempre houve a negativa devido a alegação de que o ciclista seria obrigado a passar pelos bloqueios sem pagar a passagem. Ocorre que esse paradigma já foi quebrado quando fizeram um acesso junto à estação Jurubatuba. Lá o ciclista é obrigado a passar pelo bloqueio e até mesmo andar por dentro da plataforma. Isso daria a oportunidade para alguns ciclistas, agindo de má-fé, acessar as composições sem pagar a tarifa.

Mas pelo visto isso não foi problema e fiquei feliz em ver que a CPTM preferiu correr o risco a ter problemas com alguns poucos, mas facilitar a vida da maioria, ou seja, os bons. Graças a experiência na estação Jurubatuba, em mais duas estações será aproveitado a infraestrutura existente, a de Santo Amaro e a do Morumbi, sem que o fato do ciclista ter que passar pelo bloqueio seja considerado um problema.

Isso abre um grande precedente, pois a partir dessa experiência, será possível usar praticamente todas as estações da linha esmeralda para acesso a ciclovia. Em dezembro teremos uma ciclovia de 22 quilômetros (14 atualmente), com 7 acessos. Não contei aqui o acesso que será feito pela WTorre na Cidade Jardim, pois esse ainda está em projeto.

Há também um outro acesso junto a Ponte Estaiada que seria construído pela Rede Globo. O projeto já existe, foi contratado o mesmo arquiteto que projetou a Ponte Estaiada e cheguei até a ver esse projeto. Não sei os motivos que fizeram o projeto não caminhar, mas tomara que essa iniciativa da CPTM acabe inspirando a Rede Globo a retomá-lo.

Depois de Dezembro a Ciclovia receberá um aumento considerável de ciclistas a utilizando como transporte, isso apenas devido aos dois novos acessos, junto a estação Santo Amaro e Morumbi. Por isso, com base na solução utilizada na estação Morumbi, fica a dica para que façam o mesmo nas estações Granja Julieta e Hebraica-Rebouças. Esse segundo acesso pode diminuir a grande distância entre as estações Vila Olimpia e Cidade Universitária se acessos.

O acesso que será construído pela WTorre junto a Cidade Jardim será ótimo pois além de ligar o parque com a Ciclovia, será um acesso em rampa, uma ótima opção as escadas da passarela da Vila Olimpia. Mas não devemos considerar que esse acesso substitua o da Vila Olimpia, pois enquanto o da Cidade Jardim irá atender os trabalhadores do Itaim e Jardins, o da Vila Olimpia atende os trabalhadores da região da Funchal, sem falar que essa estação já possui um bom bicicletário.

Outros dois acessos que podem entrar imediatamente em estudo é um junto a ponte João Dias e outro junto a estação Pinheiros. São acessos fáceis e baratos de serem construídos, pois poderá ser utilizado as estruturas existentes, conforme detalho logo abaixo.

Acesso junto à ponte João Dias

Primeiro sobre a importância desse acesso, numa contagem fotográfica realizada em outubro de 2009, registrei mais de 200 ciclistas em duas horas sobre a Ponte João Dias, sendo que a maioria seguiu pela Marginal Pinheiros sentido Castelo. Fica claro que um acesso nessa ponte daria imenso volume a Ciclovia.

Além do fato de que está para ser licitado o projeto de uma Ciclovia junto a avenida Carlos Caldeira Filho, ligando a Estação Capão Redondo da linha Lilás com a Ponte João Dias. Se tudo correr bem, é possível que essa ciclovia comece a ser construída já no ano que vem.

Montei uma espécie de “projeto funcional”, mostrando como seria esse acesso. Seriam necessários algumas sinalizações, faixas de travessia e pequenas obras de alvenaria para levar o ciclista até sobre a ponte antiga da João Dias. De lá bastaria construir uma pequena rampa ou mesmo uma espécie de elevador manual. Para maiores detalhes dessa sugestão, vejam o pdf que eu montei com várias fotos mostrando como seria esse acesso.

Estação Pinheiros

Outro ponto onde será relativamente fácil construir um acesso é junto a Estação Pinheiros da CPTM. Para a integração com a linha amarela, a plataforma da estação foi ampliada e construída uma nova passarela, facilitando a integração entre o passageiro do Trem que segue para o Metro.

Já a antiga passarela foi desativada, destruíram as escadas fixas e pelo jeito, parece que a antiga passagem deve ser demolida, mas espero que isso jamais ocorra. Devemos aproveitar essa estrutura e construir um novo acesso para a Ciclovia que seria totalmente independente da estrutura que hoje é usada pelos usuários da CPTM.

Como atualmente o acesso dos usuários da CPTM é feito a partir da nova estação, essa parte da antiga estação nem é mais utilizada pelos passageiros. Até onde sei, parece que o espaço hoje é utilizado pela Sabesp para uma exposição. Portanto além do uso desse espaço para acesso a Ciclovia, é possível aproveitá-lo espaço para alguma outra infraestrutura que auxilie o ciclista. Lá do alto poderia partir uma passarela para o ciclista acessar tranquilamente a ciclovia.

Pontos de apoio

Hoje existem dois pontos de apoios ao ciclista (Vila Olímpia e Miguel Yunes) e um improvisado junto a estação Santo Amaro. Quando todas as obras forem entregues, teremos um total de 6 pontos de apoio, um definitivo em Santo Amaro e mais três sendo um na Cidade Jardim, Cidade Universitária e no final, junto ao Parque Villa Lobos. Pontos de apoio com banheiros e uma estrutura que pode ser usada como oficina para dar apoio ao ciclista.

Vários são os ciclistas que reclamam que não é possível comer ou beber nada (que não seja água) dentro da Ciclovia. Porque não permitir associações que realizem trabalhos junto aos ciclistas, explorem esses pontos comercialmente?

A CPTM faria uma espécie de licitação onde apenas associações sem fins lucrativos poderiam participar. Elas poderiam comercializar alimentos, bebidas e até mesmo pequenas peças para reparos nas bicicletas, cobrando uma contrapartida de algum tipo de apoio ao ciclista.

Fica mais essa sugestão, essas bases poderiam servir como mais um atrativo, outra forma de entretenimento para trazer mais pessoas a Ciclovia. Além dessas bases prestarem um serviço aos usuários, serviriam como uma fonte de renda para que essas Associações realizem seus projetos sociais.

Considerações finais

Quando escrevi no título “Ciclovia da CPTM” é porque, apesar da área ser de responsabilidade da Emae e da Secretaria do Meio Ambiente Estadual ter tentado por diversas vezes abrir aquele espaço para os ciclistas, apenas quando a CPTM entrou na jogada é que a Ciclovia saiu do papel. Ela comprou essa briga, mesmo com resistência interna e até mesmo de parte de alguns ciclistas, que reclamavam do fato dela não ter vocação para transportes, sem falar naqueles que achavam que era só uma ação midiática com fins eleitorais.

Eu fui um dos principais defensores da abertura da Ciclovia com os acessos existentes. Sabia da importância de “tomarmos” o território e depois de conquistado, seria bem mais fácil lutar por novos acessos e que sua evolução seria questão de tempo.

A Ciclovia foi inaugurada, o tempo passou e hoje além de motivo de orgulho é uma bandeira da empresa. No começo, apesar de perceber que o alto escalão da CPTM estava super empenhado na evolução da Ciclovia, sempre notei uma relativa resistência e desconfiança entre os funcionários já que o “negócio” deles não era bicicleta, mas sim trem.

Minha sensação mudou, desde a sua inauguração em Fevereiro de 2010, cada vez mais percebo o empenho e o carinho dos seus funcionários, não só com a Ciclovia, bem como com os demais ciclistas que usam o sistema, ou acessam seus bicicletários. Podemos dizer que a bicicleta é sua segunda especialidade dessa empresa, pois  além dos seus Bicicletários estarem praticamente todos lotados, não podemos esquecer que junto a Estação Mauá existe o maior Bicicletário da América Latina, com duas mil vagas para bicicletas, com um movimento diário em torno de 1200 ciclistas.

Isso me deixa feliz, já que esse é um exemplo de mudança cultural que é lenta mas consistente. Quando vemos toda uma empresa (principalmente seus funcionários) empenhada numa causa, significa que mesmo com uma troca de gestão, será difícil acabar com a cultura. Nem vou citar a enorme evolução que ocorreu nessa empresa de 2004 até os dias de hoje, alguém que luta tanto pela mobilidade sustentável como eu só consegue ficar feliz com o que vem ocorrendo.

Parcerias “morais e ideológicas” como essas que existem entre a CPTM e os ciclistas podem contaminar outras empresas a seguirem esse exemplo.

Para finalizar, minha última consideração. Como tudo é mais fácil quando juntamos a vontade política, competência e principalmente a coragem de desafiar o novo. Eu só tenho a agradecer o pessoal da Secretaria de Transportes Metropolitanos da outra gestão por ter assumido esse desafio e principalmente a atual, que manteve todos os projetos anteriores. Duvido que essa evolução pare por aí e em dezembro estarei mais uma vez presente na inauguração dessa nova fase, curtindo mais essa vitória.

André Pasqualini

60 comentários

  1. Fiquei animado por saber que existe uma ciclovia do lado da estacao esmeralda.só que deveria expandir tambem para o lado do AUTODROMO,eu que moro perto da estacao primavera interlagos tenho um longo caminho para chegar ate la.
    A iniciativa e boa e eu vou ver se consigo ir pelo menos uma vez por semana ra raticar esportes

  2. Estive contemplando o projeto sugerido da ciclovia nas margens da linha 5 lilás, realmente fiquei empolgado

    e esperançoso, eu resido em Taboão da Serra, trabalho próximo a ponte estaiada na Marginal, e deixava a bike no paraciclo da estação Campo Limpo do metrô,

    Mas infelizmente tive 2 bikes furtadas neste mesmo local, no bendito paraciclo, cheguei a conclusão que não poderia mais utilizar a

    bike como meio de transporte, pois é inviável utilizar a Carlos Caldeira andando no meio dos carros e sendo xingado por motobóis , e depois de pegar a marginal

    tomar fininha do ônibus bi-articulados !

    Por prudencia melhor solução é voltar para o ônibus, metrô e trem ! Mas sinceramente depois de ler sobre este projeto fiquei animado e toparia comprar a 3º Bike.

    Minha pergunta é em que pé anda este projeto e de forma agente pode se mobilizar a pressionar o poder publico a realizar este projeto ?

  3. Eu não uso essa ciclovia pois moro no Grajaú e trabalho no Jurubatuba. De carro levo coisa de 1h, de trem levo 40 min., de fretado levo algo em torno 1h30min., mas se desse um jeito de fazerem a ciclovia cruzar o rio junto com a ponte do trem e esticasse até o Grajaú, eu viria de bike, abandonaria essa vida sedentária, largaria o carro em casa e contribuíria inclusive com o meio ambiente.

  4. Pingback: Ciclovia da Marginal Pinheiros – Fase 2 | O Bicicreteiro

  5. Existe alguma expectativa para esse acesso da ciclovia a estação Pinheiros sair do papel? Em caso negativo, há alguma ciclofaixa ou rota de bicicleta entre a estação Vila Olimpia e a estação Pinheiros da linha 4?

    • Estamos batalhando um acesso nessa estação, mas não é nada concreto ainda. Sobre a rota, tem essa aqui que sempre faço.

      http://www.bikely.com/maps/bike-path/volimpia-pinheiros

      Mas se você é um cara que não abre mão de andar seguindo todas as regras de trânsito, não é a melhor opção. Tem vários gatos pequenos, algumas calçadas, um trecho de contramão, mas não é perigosa, pelo contrário, acho até bem tranquila.

      Faça a rota e me diga o que você acha.

      []s

      André

    • Oi Jucilene, ainda não foi liberada, pelo contrário, a obra ainda nem começou. Esse acesso atrasou um pouco, devo publicar uma matéria ainda essa semana mais atualizada, só estou aguardando algumas repostas de todas as áreas envolvidas.

      Abs

      André

  6. Oi Bicicreteiro!
    trabalho num prédio em frente a estação pinheiros da CPTM, observo daqui que a pista já está pintada de vermelho do trecho entre pinheiros e villa lobos… mas nao encontrei nada na internet a respeito da abertura oficial deste trecho, você tem noticias a respeito?

    obrigada e parabéns pela divulgação!

  7. Sei que o processo é demorado e tudo que está acontecendo já é um grande avanço a ser comemorado. Mesmo assim fica a sugestão de um acesso na estação Berrini. As quatro estações (Morumbi, Berrini, Vila Olímpia e Cidade Jardim) recebem um grande número de usuários que trabalham na região e poderiam utilizar a ciclovia. O ideal é termos acesso em todas as estações, um dia tenho certeza que iremos conseguir. Parabéns pelo empenho!

  8. Excelente abordagem! Uso a ciclovia aos sábados e/ou domingos com bike speed. Não posso deixar de mencionar o quanto ficaria satisfeito se fossem retiradas as lombadas. A pintura na pista, embora bonita, não ajuda muito na prática do cicilismo.
    Estamos evoluindo.

    • As lombadas, como disse no texto, estão lá para os carros e atrapalham todos os ciclistas. Mas o problema é que temos que considerar que a maioria das pessoas que utilizam a ciclovia são para lazer e transportes.

      Portanto a galera que usa para treinos (algo que acho perfeitamente plausível) apenas tem que ter mais cuidado com os demais ciclistas que utilizam a ciclovia, de preferência evitando os finais de semana ou mesmo ter cuidado já que da mesma maneira que no trânsito, o maior tem que proteger o menor, os ciclistas mais velozes tem que zelar pela segurança dos mais lentos ou não tão hábeis, até porque todo mundo tem que ter o mesmo direito de usar a Ciclovia.
      ;)

  9. André, tomara que esse trecho da Carlos Caldeira saia mesmo do papel e que a iluminação no trecho existente seja definida… Como saio as 18, fica na pinta da goiaba prá entrar na ciclovia, se esse horário fosse extendido, seria show de bola. Acho que outras pessoas podem ter esse problema também. Ah, Obrigado pelo seu trabalho e determinação, eu mesmo voltei pedalar depois de 20 e poucos anos lendo sobre vc, Renata e outros. Realmente, tá mudando minha vida, muito louco. Um baita abraço!

      • Uau! Se for isso mesmo vou me considerar mais uma vez uma pessoa extremamente sortuda, pq se for nesta data mesmo, vou encarar como meu total e sonhado presente de aniversário também!!! Fé! Muita Fé!!!!

  10. E os novos acessos? Dezembro já está acabando… pretendo utilizar a ciclovia para transporte diário para meu trabalho, mas dependo de um novo acesso! Todas as outras vias “possíveis” não comportam bicicletas; ex. Av. Sto Amaro, Berrini, Marginal…

    Abraços,

    Bom pedal, sempre.

    • O acesso da estação Sto Amaro foi liberado essa semana. O acesso pela Ponte da Cidade Universitaria esta praticamente pronto, no entanto, a ciclovia ainda não avançou da Rebouças,

  11. Só queria comentar sobre a pista escorregadia: gente, MUITO cuidado com a pista nos dias chuvosos. A pintura deixa a pista extremamente escorregadia. Eu levei um tombo numa das curvas na entrada da Estacao Vila Olimpia, mesmo reduzindo bastante a velocidade (evidentemente nao tão baixa quanto necessário!).

  12. Desculpa a pergunta estúpida, existe meios da pessoa entrar no metro com bike? Não o digo em horários de picos, mas sim naqueles momentos onde as composições estão tranquilas. Abs e parabéns pelo blog.

    • A regra é a seguinte. Qualquer bicicleta está liberada no Metro todos os dias a partir das 20h30. Já aos sábados a partir 14h00 e aos domingos e feriados (o dia inteiro), a bicicleta é liberada tanto no Metro como na CPTM.

      Agora bicicletas dobráveis, essas são liberadas a qualquer momento, tanto no Metro como na CPTM, pois elas dobradas são consideradas volumes e entram normalmente.

      André Pasqualini

  13. Prezados,

    Primeiramente gostaria de parabenizar pela reportagem e pelos esclarecimentos. Com certeza temos milhares de bikers ávidos pela expansão desta ciclorota.

    Tentando colaborar um pouco com esta comunidade, hoje estive treinando na ciclorota, e na estação Sto Amaro já temos funcionários da CPTM trabalhando na finalização do acesso à ciclorota. Conversei com alguns funcionários, e fui informado que o acesso à ciclorota pela estação Morumbi será entregue até dezembro deste ano, assim que finalizarem o acesso da Sto Amaro.

    Colega Bicicreteiro, apenas enfatizando o post acima, entendo que é importante cobrar e acompanhar as obras de maneira insiziva, a fim de pressionarmos os responsáveis para que os prazos sejam cumpridos, e para que as obras sejam entregues. Estas melhorias é de interesse público, e é fundamental que representantes de futuros usuários da ciclorota fiscalizem o que foi prometido. Se quiserem alguma ajuda, me contatem por e-mail.

    Att,
    Felipe

  14. Estou aguardando ansiosamente a entrega da fase II. Pretendo utiliza-la do Villa Lobos a Joao Dias, no entanto me parece que o asfalto parou nas imediacoes da Reboucas ja ha algumas semanas… Vamos torcer. Excelente materia!!

    • Uso diariamente a linha 9 esmeralda e continou notando que não há nenhum avanço nas obras de extensão da ciclivia até a estação Villa Lobos. Os funcionários não sabem informar nada a respeito e muito menos a central de atendimento da CPTM.

  15. Me desculpem os ciclistas mas acho um absurdo a construcao daquele acesso para bikes na estacao santo amaro, a estação já quase nao comporta os usuarios do trem e metro (Linha 9 e 5) e vão lá e criam esse acesso a bikes.
    No inicio das obras estava crente e cheguei a fica feliz imaginando que seria criado alguim acesso para melhorias na transferencia da Linha de Metro Lilas para Linha Esmeralda CPTM, mas depois que soube que seria para acesso de bikes custei a acreditar e depois de acreditar estou achando um absurdo. Concordo em ter um acesso a bikes ali desde que antes façam melhorias para populacao que utiliza trem e metro.

    Mais uma vez peço desculpas a todos os ciclistas nada contra voces, só quis expressar a minha opiniao a respeito.

    • Simone, voce deveria ter lido a discussão que eu tive com o Marcos, assim não precisarei ser repetitivo. Primeiro são dois problemas distintos, um é a possível reforma da Estação Sto Amaro e outra é o acesso da Ciclovia. Não temos que resolver primeiro um problema para depois resolver o outro. São dois problemas distintos e independentes.

      Já o problema do engarrafamento de pessoas da estação, aquela em especial tem um grave problema. É uma estação com direito autoral e a CPTM nem o Metro podem fazer alterações sem a autorização do arquiteto responsável. Mas já estão estudando algumas alteraçoes na disposição da estação para amenizar esse problema que é tão sério quanto a falta de acessos na Ciclovia. E se esse problema não foi resolvido ainda, a culpa não é nem do Metro ou da CPTM mas sim da enorme burocracia que os travam.

      Abs

      André

  16. Cara muito boa suas análises e propostas. Bom ver que os políticos estão olhando com uma melhor atenção para os ciclistas. Eu moro em Interlagos e trabalho na Granja Julieta, se tivesse saida na Granja, ou no Morumbi mesmo (conforme projeto), já teria trocado o carro pela Bike. Provavelmente faça isso no próximo ano.

    Obrigado pelas informações e pelas dicas que são excelentes, tomara que sejem aproveitadas.

    Abraços.

  17. Eu vou somente comentar sobre o problema de tinta escorregadia. Na grande Vitória temos também ciclovias pintadas e escorregadia. Aqui, a tinta usada e totalmente lisa e também tampa os poros. Aí a ciclovia da Marginal também tem uma tinta lisa ou não é lisa mas fica mesmo assim escorregadia por causa da aguá acumulada?

    Reportei o problema da Gande Vitória no meu blog:
    http://vitoria-sustentavel.blogspot.com/2011/09/tinta-lisa-em-ciclovias-na-grande.html

    Assim como juntei os problemas encontrados em diversas cidade em outra postagem:
    http://vitoria-sustentavel.blogspot.com/2011/10/tinta-lisa-em-ciclovias-do-brasil.html

    Emmanuel M. Favre-Nicolin
    Blog Vitória Sustentável
    http://vitoria-sustentavel.blogspot.com/

  18. Eu sou usuario deste metro desde a epoca em que os mais apressados corriam para pegar o trem (correr da estação do metro ate a estação de trem) hj é um pisando no calcanhar do outro.
    Vi o aumento na quantidade de usuarios do metro nos seguintes acontecimentos…

    - Transito insuportavel na M Boi Mirim, Fila indiana de onibus da Estrada do Guarapiranga ate o Terminal Jd Angela ( O transito da M Boi Mirim não entra na conta da CET)
    - “Fim” do Bairro a Bairro e Vans (pelo menos ate Sto Amaro)
    - Mais 2 linha do Jd Angela para o Metro Capão
    - Redução na linha jd Angela – Pinheiros

    Quando a linha amarela funcionar realmente; vai ser vantajoso para moradores do Piraporinha e Guarapiranga acessar a CPTM pelo terminal Metro Santo Amaro, sem contar o pessoal do Jd Angela e Capão.
    Muita gente não utiliza o infeliz metro porque ate outro dia ele não ligava nada a lugar nenhum, e não é todo mundo que pode gastar um pouco mais (todos os dias) apenas pra sair do transito da ponte pra ca, já já teremos a linha amarela ate o centro e um dia ate a linha azul, ai a historia muda.

    Toda vez que passo na Guido Caloi e vejo a obra da garagem do metro me pergunto (com um certo lamento) Será que um dia o Metro vai ate o Jd Angela?

    Vi a obra do Hospital da região parar pra que antes o da zona leste fosse concluido.
    Esperei 3 anos para que o Hospital tivesse uma entrada, enquanto isso penei no transito idiota e facil de ser resolvido.
    camarão que dorme a onda leva, foi apanhando que aprendi a me adiantar, foi esperando pra ver que ninguem percebeu que não dava pra limpar os vidros da estação (só com alpinista)

    Não quero ver o fim do acesso que tenho ao metro ou da interligação CPTM -CMTU por conta da lotação, e nem mais algumas catracas ou farol pra facilitar o acesso a ciclovia.
    Nunca fiquei esperando pra ver o fluxo dos passageiros pq sempre estou nele e nunca passo pela catraca com menos de 5 minutos (esse é o intervalo entre os trens né?)
    Fiquei curioso em saber qual horario vc utiliza essa estação?

    Acho muito bom ter um acesso a ciclovia na região, só acho que esse não é o melhor lugar, uma passarela ao lado Credicard Hall (de frente pra rua sem saida) e um posto de controle ali com a Policia Ferroviaria resolveria todos os problemas (ate o da cisma com a criminalidade)

    Fico feliz em saber que vc é um usuario desta estação, sabendo da sua relação com o pessoal da CPTM espero que vc de um toque a eles; é um absurdo ter auxiliar de embarque portando um revolver (é uma mão na porta e outro no 38) todo mundo viu oq aconteceu com um apito no Rio de Janeiro, espero que aqui ninguem leve um tiro.
    Segregação no Rodoanel e auxiliar de embarque armado é muita discriminação pra uma região só.

    Antes que vc ache que sou algum motorista pé no saco saiba que nunca peguei no volante de um carro, nunca acreditei no carro, pra mim transporte individual tem que ter 2 rodas, espero um dia ver o corredor de Onibus liberado para motos e rodizio de 4 placas.

    Namastê.

    • Vamos lá, são duas pessoas com muito conhecimento da região falando e jamais pensei que você é um motorista que planeja a cidade da visão do motorista.

      Você é da época em que as pessoas corriam para pegar o metrô (eu já fiz isso), mas também sou da época que sequer havia metro e eu pegava o trem na Estação Sto Amaro e ficava meia hora esperando o trem para Pres. Altino. Tem muito tempo? Não, isso ocorria em 2004, portanto quando falo que a CPTM melhorou muito é porque eu vivi a sua pior fase.

      O acesso da estação Sto Amaro será para sempre, mas o congestionamento na estação não e digo porque. Primeiro que quando a linha Lilas chegar na Santa Cruz, vai diminuir de forma considerável o fluxo de pessoas na estação Sto Amaro. Pode demorar mas esse dia vai chegar, até porque a fase mais complicada já passou, os entraves das licitações, a obra já está sendo tocada. Parece que em 2014 já deve ser entregue.

      Já fiquei sabendo que o Metro começou estudos para a linha Lilas chegar no Jardim Angela, vai demorar porque aqui, diferente da China, os trâmites são mesmo demorados. Para se ter uma idéia, propus uma Ciclovia ligando o Capão Redondo com a Ponte João Dias isso em 2005. Só mês passado foi contratada uma empresa para fazer o projeto básico.

      Sem falar que teremos o Monotrilho na Mboi mirim que vai integrar com a estação Largo Treze (e não Sto Amaro), como a previsão é que ele seja entregue junto com expansão da linha Lilás, não creio que isso irá piorar o fluxo de pessoas dentre essas estações.

      Sobre a situação da passagem da catraca é realmente lamentável e estou usando os meus contatos pedindo para que eles troquem as obsoletas catracas com roletas por contadores de pedestres que usam na integração da linha amarela. Acredito que isso deva ser resolvido da forma que aquilo está concebido chega a ser estúpido.

      Por fim, acredito que o melhor será aguardar, fui eu quem sugeri que o acesso contornasse as catracas, daria mais trabalho para ser feito mas em nada interferiria no fluxo de pessoas, mas foram os técnicos da CPTM que preferiram assim e eles, melhor que ninguém saberão lidar com a situação, mesmo se for necessário impedir que o ciclista cruze o fluxo de pedestre antes que ele diminua. Tudo se resolve com um pouco de bom senso.

      Abs

      André Pasqualini

  19. Ótima avaliação, sensata e equilibrada. Como sugestão para melhorias futuras, seria ótimo ter mais árvores no percurso – além de mais bonito, fica mais agradável pra pedalar por deixar os ciclistas menos expostos ao sol.

  20. Esse acesso na Estação Santo Amaro não vai funcionar, isso ai vai dar é dor de cabeça pra ciclista e principalmente pros usuarios desse infeliz metro.

    Tudo bem se o acesso funcionar das 11:00 as 16:00, fora isso não rola.

    • Ok Marcos, primeiro essa sua alegação não passa de achismo e vamos por partes.

      Primeiro eu sou usuário constante dessa estação que não considero “infeliz”, pelo menos para eu e milhares de pessoas que usamos o sistema, garanto que estamos bem mais felizes hoje do que antigamente, quando ela não existia.

      Segundo, achismo por achismo, como usuário que conhece bem a estação, “não acho” que esse acesso não irá funcionar, muito pelo contrário. Não teremos 200 ciclistas cruzando a cancela e entrando no acesso ao mesmo tempo que aquele mar de pessoas passam por aquele corredor. Outra coisa, você deve apenas passar junto com o mar de pessoas, portanto faça como eu. Experimente ficar parado ali e verá que depois que o povo passa, criam-se grandes lacunas ou espaços sem que esteja passando muitas pessoas e nada impede do segurança da estação pedir para os ciclistas aguardarem alguns segundos enquanto a massa passa.

      Mas melhor do que dizer achismos, o melhor mesmo é esperar o acesso funcionar e só então constatar algo.

  21. Paula, se não tivermos dilúvios que atrasariam as obras, acho que a Ciclovia fica pronta até antes de dezembro, pois não tem mais licitações, já está tudo em obras, basta apenas executar. Agora é torcer, tem umas duas semanas que publiquei esse texto e as obras já evoluiram, o asfalto entre a Vila Olimpia e Villa Lobos já está sendo colocado. Nos resta aguardar.

    Abs

    André

  22. Adorei esse report! Super completo! Parabéns! Eu na verdade estava exatamente pesquisando sobre a 2º fase da ciclovia, quando me deparei aqui! Eu venho trabalhar de bike a mais ou menso 15 anos e posso afirmar que dentro deste período todo, houve bastante eveolução no geral, inclusive mais ciclistas aderindo… Mas a minha pesquisa é a seguinte, irei mudar no final do ano para Granja Viana e pretendo usar apenas o carro na Raposo Tavares, pois não tenho coragem de pegá-la de bike e estacionar nas proximidades da USP, para acessar a “futura” ciclovia de lá até a Vila Olimpia onde trabalho atualmente… então… fica aqui a minha dúvida: será que entregarão mesmo até o final do ano 2011 essa 2º etapa? Pq pelo o que me informei era para ter entregue em no máximo fevereiro/2011… Qual é a sua opinião e parecer? Super Obrigada! E agradeço mais ainda termos pessoas como vc, que te condição de nos informar com clareza e realidade!

  23. Muito bom seu blog. Eu andei enviando e-mails pedindo a abertura de acessos em outras estações. E pelo que li isto esta sendo feito e bem adiantado.
    Só uma pergunta, quando teremos acesso a ciclovia todos os dias e no horário da CPTM?
    Pois gostaria muito de ir trabalhar de bike, mas só abre sábado, apos as 14:00, e domingo.

    Abs e parabens.
    Mario

    • Mario, deve estar ocorrendo alguma confusao. A Ciclovia funciona todos os dias, até as 18h15, nao lembro o horário de abertura, mas deve ser lá pelas 6h00 da manhã. Quando ela estiver toda iluminada, o horário vai ser o mesmo da operaçao da CPTM, das 4h40 até as 0h00, o problema é que ainda não há uma previsão de quando a iluminação será instalada.

      Já o acesso das bicicletas dentro dos trens da CPTM é nos sábados, a partir das 14 e nos domingos e feriados o dia inteiro.

  24. Ao serem construídos esses acessos relatados pelo André, esse principal problema da ciclovia fica minimizado. Mas surgirá o da iluminação: como o Jacom, por exemplo, vai voltar para casa? Saindo do trabalho às 18h00, já é noite no inverno.

    Mas vamos que vamos, as notícias são boas!

    • Mig, o horário máximo de entrada na Ciclovia é 18h15 e o de saída é 19h15. Outro dia saí da Ciclovia as 18h10 e tinha um ciclista entrando. Ele já tinha na bike uma luz bem forte, ou seja, com certeza pedalou no breu, pois nesse horário já está bem escuro.

      Creio que enquanto não resolvem a questão da iluminação, deveria ser feito um teste, permitindo que ciclistas com luz pudesse entrar na Ciclovia até as 22h00 por exemplo. Você e eu já pedalamos em estradas, a noite é realmente complicado, mas se estamos com equipamento apropriado não é tão ruim assim.

      Lá ainda não tem o problema dos carros no sentido contrário ofuscando a visão. Vou propor a eles um teste e ver o que acontece. Quando fizer isso jogo minhas considerações aqui.

      Abraços

      André

  25. Mal posso esperar por dezembro, moro em Santo Amaro e trabalho perto do Villa-Lobos, deixaria o carro e passaria a ir de bicicleta facilmente! Espero que não atrasem.
    Ótima matéria!

  26. Grande André, essas são ótimas novidades! Apenas devemos reforçar a necessidade de se estender o funcionamento da ciclovia até mais tarde. Só assim ela deixará de ser um mero local de lazer para se tornar uma alternativa de transporte segura, limpa e inteligente. Abs

  27. Você saberia me dizer se esse ano haverá o Rota ciclistica Marcia Prado?
    Fui no primeiro ano, no segundo por descuido perdi, quero ir esse ano se houver.

    ABS.

    • Vai haver sim, mas não temos a data ainda. Acompanhe o blog, ou mesmo a página da Rota Marcia Prado no Facebook. A data exata deve ser definida até o começo de outubro.

      Abraços

      André Pasqualini

  28. Pingback: Como vai ficar a ciclovia da marginal Pinheiros? @oBicicreteiro responde | Trilhos Urbanos

  29. Estou animado com essas evoluções, em pensar que a 10 anos atrás me chamavam de doido por ir de bike para o trabalho, agora não vejo mais tanto isso, apesar que, infelizmente não vou mais ao trabalho de bike pois estudo e não consegui nenhuma maneira de conciliar.
    Um grande abraço .

    • Legal é que hoje conversei com um amigo que não pedala, mas trabalha na Vila Olimpia e mora perto do Villa Lobos. O cara já ficou todo animado com a possibilidade de ir trabalhar de bike. Daqui a alguns anos, maluco vai ser quem usa carro!

  30. André, aproveito a deixa para perguntar a você sobre as alternativas ao asfalto. Aqui em São José dos Campos, as ciclovias que têm sido construídas vêm sendo feitas com bloquetes. Outro dia, quando eu estava comentando que não era o melhor piso para se pedalar (a gente sacode um pouco) e falei do asfalto, explicaram que não pode ser com asfalto por causa da permeabilidade. Minha pergunta é: como manter a permeabilidade e, ao mesmo tempo, um piso adequado, mais uniforme? Já ouvi falar em asfalto ecológico, que imita o asfalto convencional, porém é permeável.

    • Silvia, ciclovia tem que ser de asfalto, quanto mais liso o piso, menos força o ciclista vai fazer e melhor para os iniciantes. Essas lajotinhas são uma desgraça, pedalei nessa ciclovia e considero um equívoco, que ela seja usada na área dos pedestres se quer tornar a rua permeável que coloquem paralelepípedos no asfalto para os carros.

      O pessoal da Sec do Verde de São Paulo não indica mais essas lajotinhas para ciclovias e sim asfalto mesmo, até porque geralmente o solo abaixo da lajota já está tão compactado que muitas vezes é menos permeável que o asfalto.

      Abraços

      André

  31. Só no CENESP tem 30.000 pessoas trabalhando, uma verdadeira cidade, isso sem falar nacomunidade que mora ali na frente que devem ser milhares de pessoas tambem.
    Esteacesso da Joao Dias seria muito utilizadosem duvida, porem e fundamental preocupacao com seguranca no local, pois a regiao é famosa pelos assaltos, principalmente de notebooks.

    • David, uma coisa é um motoqueiro roubar um notebook de um motorista e outra coisa é alguém levar a bike de um ciclista. Ladrão de bicicleta ou é noia ou moleque que rouba pra pedalar. Já de notebook é quadrilha especializada, não dá para comparar.

      Mas esse acesso será uma mão na roda para a galera do Cenesp. Vamos torcer, quem sabe ele acontece?

  32. Muito bom. É de encher o coração de esperança ver tudo isso acontecendo. Que sirva de exemplo e muitas outras iniciativas parecidas surjam por toda a cidade. Isso garantirá a melhoria da qualidade de vida de muita gente e mais economia para a cidade. Obrigado pelas informações valiosíssimas =)

  33. Que maravilha tudo isso.

    Só dou um pitaco no acesso a joão dias, naqueles estreitamentos até é possível passar com a bike, mas imagine se o volume for alto nos 2 sentidos, ficaria complicado passar todos de forma organizada. Além disso o trajeto não me parece muito seguro, principalmente a noite. Se for possível seria mais interessante gastar um pouco mais e fazer uma passarela colada a ponte a partir da foto 6.

    • Otávio, o estreitamento é num pequeno e o ciclista se ajeita, realmente isso não é problema. Com certeza entre ter que pedalar 2 kms até a estação Santo Amaro e passar um trecho de aperto, todos os ciclistas irão preferir a segunda opção. Quanto a assaltos eu nunca me preocupo com isso, primeiro porque são raros os casos de assaltos com ciclista na região e até mesmo há um volume considerável de ciclistas ali o que vai acabar inibindo assaltos. Primeiro o acesso, depois se necessário, vou me preocupar com segurança pública.

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