Bikefobia, entenda essa doença

Sim, isso é uma doença que assola muitos estabelecimentos comerciais, prédios residenciais e até mesmo instituições públicas. Todos são reféns dessa doença, mas uma pessoa ou “entidade”, uma vez curada, dificilmente será novamente contaminada por esse vírus, ou seja a cura é praticamente completa.

A Bikefobia foi um termo criado pela Renata Falzoni para tentar compreender essa dificuldade de algumas pessoas de compreenderem que a bicicleta é um meio de transporte e que tem que ser tratada como tal.

Pedalo a quase 20 anos e adoro chegar de bicicleta em certos estabelecimentos (principalmente aqueles que me receberiam de braços abertos se estivesse de carro) e sentir a reação dos mesmos. Já passei por tudo, é segurança desesperado correndo atrás de mim pelo estacionamento, tentativas de agressão e até deslumbramento, pessoas achando o máximo eu chegar ao local de bicicleta. Várias vezes recebi tratamento Vip em restaurantes por exemplo, quase sempre arrumam um canto para minha magrela, experiências não faltam.

Mas a regra é que raramente um estabelecimento está preparado para receber um ciclista, a galera do pedal deve lembrar daquela ação que ocorreu logo após a inauguração do Shopping Vila Olímpia (São Paulo), uma ciclista (a Aline Cavalcante) foi até o Shopping pedalando e questionou  sobre a falta do Bicicletário, que deveria existir caso a Lei Municipal 14.266 de 2007 fosse respeitada. Dias depois a Bicicletada de São Paulo acabou fazendo uma visita ao Shopping, como resultado instalaram rapidamente um bom Bicicletário.

Mas enquanto em alguns locais temos tratamento vip, em outros nossas bicicletas são tratadas como artefato terrorista. No Shopping Bourbon, por exemplo, o ciclista tem que empurrar a bicicleta ao lado dos carros. Alegam que o ciclista pedalando traz risco aos carros e a ele mesmo, só uma pessoa que não pedala para achar mais seguro o ciclista empurrar a bicicleta ao lado dos carros do que pedalar. Segundo comentário do Valdson aqui no blog, parece que as coisas melhoraram lá.

Há outros Shoppings que nos recebem sem maiores problemas, mas não necessariamente tornam nossa vida mais fácil. No Pátio Higienópolis o ciclista entra normalmente pela entrada de carros. O único detalhe é que ele tem que descer até o segundo sub-solo para encontrar o Bicicletário. Até aí normal, o problema é a saída, o ciclista tem que subir uns três nessas rampas circulares, com uma inclinação que chega próximo aos 20%.

Da última vez que fui ao Higienópolis, descobri a Chopperia Braugarten que a partir das 16h00 tem Double Chopp. O preço é caro, mas quando em dobro fica bem em conta e um chopp que dá de 10 em qualquer Brahma que temos por aí. O lado bom é que ser você conseguir chegar a saída do Shopping depois de uns três chopps, você chegará sóbrio lá em cima pois queimou todo álcool na rampa.

Mas nesse post foi motivado por uma experiência triste que tive num Shopping muito conhecido dos ciclistas, que comumente há reclamações e que eu sempre procuro evitar, o Shopping Center Norte, um dos mais antigos de São Paulo. Estava na Rodoviária do Tietê, nosso destino era a Decatlhon do Lar Center e o caminho mais óbvio seria passando por dentro do Center Norte.

Já sabia que teríamos problemas, mas fomos assim mesmo, apesar de saber pela internet que o ciclista não é bem tratado no Center Norte, também queria conferir para poder publicar algo mais fiel em meu blog. Entramos (obviamente) pela entrada de carros, estava eu, o Thiago e a Glau, entramos eu e o Thiago primeiro e lá veio o segurança tentar impedir as perigosas bicicletas de acessarem o Shopping.

Eu não perco tempo discutindo com segurança e recomendo todos os ciclistas a fazerem o mesmo. Segurança é aquele cara que se o patrão mandar ele carregar o ciclista no colo, ele fará. Em compensação se ele mandar o segurança tratar o ciclista como bandido, ele também o fará. Portanto a culpa do comportamento do segurança é SEMPRE do patrão.

Como a Glau ficou para trás, enquanto ela não acessava o shopping, fiquei questionando o segurança. Apesar de não discutir com segurança, queria muito ouvir seus argumentos, pois sei que não são deles e sim ordens de seus contratantes. Ele disse que não poderíamos entrar pedalando no Shopping, que deveríamos entrar empurrando a bicicleta.

Aqui já vai um detalhe, não existe uma entrada para ciclista e muito menos orientação. Pelo acesso que entramos há uma escada para o pedestre e a entrada de carros. Eu não tenho a obrigação de saber se há uma entrada exclusiva e mesmo se houver, é muita sacanagem obrigar o ciclista a dar uma puta volta entrando numa única entrada, enquanto o motorista tem uns 10 acessos para escolher.

Questionei o porquê, ele disse “Aqui é privado e as regras são essas, tem que aceitar e pronto” – Ah, não posso deixar de relatar o – “Vai insistir?” – que ele mandou pouco antes de descer do carro e, no melhor estilo “Fucking em Sucker”, caminhar de forma imponente em minha direção com o claro objetivo de me intimidar. Tratamento quase Vip, fiquei imaginando a atitude do segurança caso eu forçasse a barra e tentasse entrar pedalando, provavelmente ele faria algo nessa linha do que fez aquele policial a um ciclista em NY. Tinha uma pitada de preconceito ali? Claro que tinha, pois se eu estivesse de carro, por mais que eu estivesse errado, JAMAIS sofreria tal abordagem, mas vamos lá.

Disse – “Mas o Bicicletário é do outro lado, como eu chego a ele?” – Ele respondeu – “Vai empurrando ou dá a volta pela rua! Pedalando aqui dentro você não vai!” – Retruquei – “Empurrando pela pista? No meio dos carros?” – Ele respondeu – “Não, vai pela calçada!” – Novamente questionei – “Pela calçada? Atrapalhando os pedestres?” – Ele fechou com chave de ouro – “É isso ou vou te retirar do Shopping, pois aqui você não entra!”

Nada melhor do que ser tratado com finesse e delicadeza por um funcionário de um estabelecimento comercial onde eu deixo meu dinheiro. Particularmente eu não vou a esse shopping, mesmo quando morava ao lado e por um motivo simples. Me recuso a gastar meu dinheiro onde não sou bem vindo. Mas realizei sim a travessia pelo Shopping apenas para poder escrever esse post.

Atravessamos o Shopping, empurrando a bicicleta entre os carros, levando fina deles a todo o momento, atrapalhando a circulação, bem mais do que se estivéssemos pedalando. O pior é que eles colocam umas correntes para o pedestre não entrar na pista dos carros e consequentemente, nos impedia de acessar a calçada.

Quando finalmente conseguimos entrar na calçada, aí começamos a incomodar o pedestre. Agora me diz qual é o consumidor que vai a um local onde ele sabe que além de ser mal tratado e ainda incomodar as demais pessoas, só porque o estabelecimento é desorganizado?

Sim, é totalmente desorganizado, se realmente tivessem a intenção de botar ordem, facilitariam o acesso do ciclista por TODAS as entradas e o conduziriam através de sinalização, sempre pedalando, até o Bicicletário. Ou melhor, se simplesmente deixassem o ciclista pedalar lá dentro até o Bicicletário já seria ótimo, pois eles têm um Bicicletário (descoberto) junto a outra entrada. Então se você vem pelo outro lado do shopping (e não estiver de carro ou a pé) azar o seu.

Mas o que é mais me impressiona é que no Lar Center (shopping vizinho, do mesmo grupo, onde está localizado a Decatlhon), você pode entrar de bicicleta e pedalar entre os carros e NINGUÉM te enche o saco. Quantos ciclistas atropelados o Lar Center já deve ter tido devido a essa “imprudência”? Creio que nenhum.

Tá, nem lá tem há um Bicicletário perfeito, aliás nem sei se o Shopping Lar Center tem bicicletário, sei que a loja da Decatlhon tem um desses em formato de grelha (também chamado de entorta roda). A pouco tempo o bicicletário era dentro da loja, mas ele voltou a ser instalado na parte de fora. Para usá-lo o ciclista improvisa, como já está acostumado a fazer, um dia esses estabelecimentos irão aprender a instalar um paraciclo decente.

Mas a Bikefobia é uma doença que tem cura, uma vez que o estabelecimento comercial se vacinou contra ela, dificilmente você terá problemas, no Shopping Vila Olimpia há um Bicicletário de fácil acesso, no mesmo piso do estacionamento Vip. O Eldorado tem Bicicletário, o Iguatemi também, até na Daslu dá para ir pedalando e aos poucos vamos vacinando as pessoas e empresas contra esse vírus. De vez em quando a gente até se surpreende, como esse Paraciclo em frente à unidade Delboni da Avenida Luis Dumont Villares na Zona Norte.

Se tiver que deixar uma mensagem ao ciclista eu diria o seguinte. Ciclista, você tem que reclamar uma vez apenas. Depois ignore, leve sua bicicleta só onde você será bem tratado. Mas não aceite passivamente atitudes preconceituosas, utilize as redes sociais e desça a lenha. As empresas sabem que o elogio de uma pessoa se espalha para 10. Mas uma pessoa criticando chega facilmente a 100 pessoas, portanto não deixe barato. Enalteça os bons exemplos, mas não se cale quando se sentir injustiçado.

E aos estabelecimentos comerciais que querem estar a frente, facilite o acesso do ciclista ao seu estabelecimento. Não sabe como fazer? Aqui tem o link do manual para instalação de um Bicicletário da Transporte Ativo, se você seguir as orientações, além de não gastar muito, terá ciclistas felizes e com vontade de visitar o seu estabelecimento.

André Pasqualini

Mais fotos da saga na página do Facebook do Bicicreteiro

Não deixe de conferir a resposta do Center Norte no próximo post.

77 thoughts on “Bikefobia, entenda essa doença

  1. Kivas

    O que o André disse é legal. Se puder, filme, fotografe. Poste no Facebook, Twitter, Youtube. Faça com que vire algo viral. Depois dos comentários negativos, quero ver se as administrações dos estabelecimentos comerciáis vão ficar de braços cruzados.

  2. adriano

    sugiro filmar, e processar o shopping por danos morais, quando isso começar a afetar o lucro, as leis serão respeitadas, fora isso reclamar ao departamento da prefeitura, para que a lei seja cumprida e o shopping multado.

  3. Pingback: Bikefobia tem cura | A550

  4. Guilherme Queiroz

    Olá, passo por aqui só para deixar um relato positivo que aconteceu comigo ontem no Shopping Iguatemi SP (Faria Lima). Pude entrar normalmente pedalando e me indicaram na parte de atrás do Shopping um local para guardar a bicicleta. Eram poucas vagas, porém consegui estacionar sem problemas e anotaram o meu nome.
    É sempre curioso ver a cara dos seguranças quando você pergunta sobre um bicicletário. Não existe ainda a cultura da bike em SP, e pelo visto vai demorar para mudar.
    1 abraço

  5. Pingback: Se você pedala em São Paulo, não vá ao Shopping Center Norte

  6. Pingback: Conheça a Ciclovila | O Bicicreteiro

  7. Pingback: Resposta do Center Norte sobre o post Bikefobia | O Bicicreteiro

  8. Cyro

    Embaçado… Po, no shopping Eldorado tem bicicletário coberto e você só pode tirar a bike de lá, com o ticket que você pega, assim como os carros. Se perder o ticket, terá problemas ! Por mais que eu deixe a bike presa com corrente, é bom saber que tem essa segurança a mais !

  9. Paulo Sergio França

    Puxa,estou indignado e triste com que está acontecendo neste local,foi muito bom você ter avisado assim não coloco meus pés lá e nem a bike.

  10. jackie1512

    Dois casos…sou frequentador assíduo da Galeria do Rock na região central. Aconteceu comigo no ano passado, e no começo deste ano um caso parecido. Cheguei na Rua 24 de Maio empurrando a Bike,quando já estava chegando na escada rolante com a Bike no ombro um segurança da galeria me barrou e disse que era proibido subir com bicicleta nos andares,e nem circular por ali. Eu disse então que iria comprar em uma determinada loja e que não demoraria. Ele disse…não pode…”deixa aqui na entrada da galeria que a gente dá uma olhada…” Eu tive que rir da cara dele… No mesmo instante saí dali e fui caminhando,empurrando a Bike no calçadão até chegar na Rua Barão de Itapetininga,pois tinha que chegar até a Sete de Abril,pensei,vou entrar pela Rua Nova Barão [a rua mais “limpinha” da região central],quando comecei entrar empurrando a Bike,percebi a placa “PROIBIDO CIRCULAÇÃO DE BICICLETAS” É isso mesmo que vocês estão lendo! numa rua está proibido andar de Bicicletas pasmen!!!. Nisso um seguranda da tal Rua me barrou e disse…não pode passar por esta rua com Bicicleta você tem que dar a volta. Vejam vocês,uma rua que tem menos de quinhentos metros existe essas tal proibição. Aliás na região central inteira não tem um Bicicletário,nem uma loja sequer possui Paraciclos,você fica refém dos batedores-de-carteiras dos nóias e dos ladrões/camelôs daquela decadente região. Por isso é impossível eu ir até o centro de Bike.

  11. Wagner

    Há alguns anos ia no center norte sem problemas, eu e uns amigos, também, passava pela entrada de motos ou pedestres e já era, não tinha papo com segurança, nunca nem chegaram perto de nós.
    Também era só de passagem, parava uns 5 minutos por lá e já ia embora. Não imaginava que tinha essa burocracia toda, mas mesmo que soubesse, tinha lá meus 16 anos, teria ignorado qualquer “ordem” vinda dos seguranças.
    Center Norte era uma pequena parada para meu grupo, já que somos de perto do Aeroporto de Guarulhos.

    Ah, parabéns pelo post, excelente.
    Abraço.

  12. nelson simplicio

    voce precisa ver a LOUCURA, é quando tenho que pedalar no RODOANEL… muitas vezes, eu que carrego a bike, pois NAO TEM NENHUM ESPAÇO, NADA, lamentavel…
    A SUECIA, é um pais que tem milhares de bikes, inclusive de aluguel…
    nelson BIKEMANN simplicio – adesoes, cel vivo 9521-0404 – ligue ja e vamos LUTAR 1!!
    BICICRETEIROS UNIDOS, JAMAIS SERAO VENCIDOS 1!!!
    JA DERRUBAMOS uma DITADURA, por que nao derrubar a ditadura dos VEICULOS !!!!
    DE SBCAMPO,SP

  13. Edu Grigoletto

    André, muito legal e importante seu relato. De tanto passar por essas situações que surgiu a ideia da Ciclomídia, pois muito sem fala em andar de bicicleta mas raramente se pensa onde e como o pessoal vai estacionar essas bikes. Mais do que apenas fabricar e instalar os paraciclos, e fazer também os Bike Valet para eventos, a gente sempre tenta passar para os estabelecimentos clientes nossos uma nova visão sobre o uso da bicicletas e os ciclistas, isso passa também até pelo tratamento dos seguranças e funcionários que farão esse primeiro contato com o usuário. Muito legal ver o assunto em pauta pois é realmente difícil ver alguém além dos ciclistas falando entre si sobre isso, a própria mídia quando fala de bicicletas bate sempre na mesma tecla, perigo, subida, ver novos ângulos e assuntos relacionados é muito bom, estacionamento então que é nosso foco me deixa mais feliz ainda! Parabéns pelo blog, sempre com um conteúdo muito bom!

  14. David Brito

    vou lá a uns 20 anos… pois é depois dessa demonstração de intolerância perderam um cliente até que mudem de atitude.

  15. anonimo

    Nunca vi tanto BABACA reunido num POST… ta na hora de crescer crianças, deixem a bicicleta com seus filhos e comprem um veículo! O shopping está mais do que certo! Odeio ciclistas atrapalhando o transito!

    1. bicicreteiro

      Demorou para aparecer um Troll! Caro babaca, também odeio motoristas atrapalhando o trânsito, mas fazer o que? Deixa os babacas como você se fundirem aos seus bólidos achando que ele é uma extensão do falo… Ah, e aqui funciona assim, se o cara não tem coragem de dar a cara para bater eu marco como spam. Portanto ou você assina com um email que existe, ou seus comentários serão deletados sem dó

      Aqui todo mundo tem o direito de dar opinião e até as contrárias serão respeitadas, mas desde que a pessoa tenha culhão de mostrar a cara como todos aqui tiveram. Covardes que se escondem em emails anônimos, definitivamente não tem vez. E esse post não será deletado para seguir de exemplo aos demais covardes que tentarem se manifestar.

    2. Lene

      Ui anonimo, quanta frustração sexual. Bilu-bilu pra voce, tomara que seu filho não seja tão babaca, antiquado e alienado quanto voce. Cresça glu-glu.

  16. labao55

    Muito importante e com certeza de eficácia real toda essa discussão. São as sementes que estamos esparramando por esse Mundo contaminado por uma doença de fácil cura que é a Bikefobia. Também não discuto com seguranças, mas sempre vou a lugares que sei hostilizam bikes, para pelo meno s uma vez argumentar. Surpreender os seguranças é uma forma legal de se acordá-los para a realidade. Cito um exemplo que já utilizei algumas vezes: Ao ser abordado com a “proibição” de entrada, coloco a bike nas mãos do segurança e digo: “cuida para mim então” e me afastando, fotografo-o e ressalto: “cuidado, custa R$20.000”!… Ele acaba guardando em lugar bem seguro…

    1. bicicreteiro

      O engraçado é que alguns Shoppings alegam que a proibição é porque o ciclista pode riscar algum carro. Quantos não tem seus carros riscados por outros motoristas em Shoppings e Supermercados (sem que ninguém assuma a responsabilidade) e nem por isso cogitam a hipótese de proibir a entrada de carros nos estacionamentos (seguindo a mesma lógica da proibição das bikes). Puro preconceito mesmo.

  17. Nick Vila Maior

    Olá, vale ressaltar que o Shopping Higienópolis tem um bicicletário há algum tempo no nível térreo na saída da Rua Veiga Filho! Bem bacana!
    Obrigado

  18. Josiane

    Olá, André!
    Importante esse seu relato sobre a intolerância de estabelecimentos frente a presença de ciclistas. Relatar é um passo para a transformação dessa realidade. O Coletivo CRU (www.coletivocru.tumblr.com) desenvolveu um site colaborativo para mapear estabelecimentos e avaliar a sua relação com ciclistas. Chama-se BikeIT! (www.bikeit.com.br) . A idéia é divulgar boas práticas, denunciar as más e incentivar estabelecimentos a se tornarem amigos do ciclista. Essa versão é beta e estamos colhendo relatos de ciclista para cadastro. Você nos autorizaria a publicar esse seu relato? Ou, se preferir, pode nos enviar esse seu relato, editado, para publicação? Inscrevemos o projeto no Festival de Ideias 2012 para viabilizá-lo. Seria incrível contar com a sua colaboração. Abraço e parabéns por seu trabalho no blog!

    1. bicicreteiro

      Oi Josiane, nem precisa pedir, pode fazer um resumo do que eu escrevi e publicar. Acho que vale fazer um pequeno resumo e colocar o link para o texto do blog. E bacana o trabalho de vocês, quando tiver um tempo vou colocar vários pontos nesse mapa. Abs

      1. Josiane

        Obrigada, André! Faremos uma síntese de seu relato e indicaremos a fonte, certamente! Sua colaboração é super bem-vinda! E se achar legal, divulgue! Forte abraço!!!

  19. Márcio B.

    Um detalhe. Já tive problemas no estacionamento do lar center. O segurança chegou e disse que não poderia pedalar por lá, de modo que empurrasse a bike até a Decathlon.

  20. Du Dias

    Acho tão legal chegar de bike num lugar onde ela não é bem-vinda. As discussões sempre pautadas por argumentos sem fundamentos, ou sem qualquer argumento mesmo. Não dá pra simplesmente ignorar, concordo que tem que bater o pé pelo menos uma vez. Chega um, chegam dois, chegam dez, chegam cem. A cara de bobo que eles ficam é a melhor!

  21. David Cruz

    O Higienopolis melhorou. Estive lá duas semanas atrás e há um bicicletário na entrada da rua de trás, no mesmo nivel da rua. Apesar de ficar a céu aberto, fui gentilmente recebido pelos seguranças e eles anotaram meu nome e documento, e me pediram na volta, o que para mim é um ótimo sinal, uma vez que estao oferecendo maior segurança.
    Quanto ao Center Norte, eu já detestava aquele lugar antes de ler este post. Agora, depois de ler o que lhe acontecei, é que nunca mais piso lá mesmo!

  22. Luciana - A mãe que pedala

    Agente podia fazer uma Bicicletada até o Shop Center Norte. rsrsrs
    Que coisa mais horrivel essa…lamentavel…

      1. A mãe que pedala

        Acho que da sim… Por que não daria? O Shopping já andou se pronunciando via Twitter com o Bicicreteiro porque viu o estrago à sua imagem que sua intolerância ao cada vez maior número de ciclistas da cidade e a truculência de seus seguranças está causando… Vão mudar essa postura rapidinho, com ou sem bicicletada!

    1. Kivas

      Seria da hora. Imagina aquela multidão de ciclistas, chegando e entrando no shopping? Será mais legal ainda, com a mídia junto, acompanhando. Se rolar, tô dentro.

  23. Cinira

    Diante de tanta hostilidade, trago uma – mais ou menos boa – notícia: a UNINOVE Vergueiro, após pedido oficial (carta argumentativa) colocou um “pequeno” paraciclo que só prende a roda da bicicleta. Elogiei a iniciativa, mas expliquei que o paraciclo instalado ainda não é o ideal. É, a bikefobia vem tb na versão camuflada. Continuo tentando!

  24. André Mezabarba

    Experiencia em alguns estabelecimentos de Belo Horizonte:
    1. Minas Shopping – Já fui abordado por um segurança me pedindo pra empurrar a bike – e eu lá bacaninha de capacete, óculos, luva e pedalando na boa, um tempo depois vi uns moleques pedalando no estacionamento: quase atropelando as pessoas, empinando, ect… me esquecendo: não há bicicletário, tem que improvisar em algum poste, grade…

    2. Extra (Junto ao Minas Shopping, mas tem estacionamentos independentes) – nenhum problema pra entrar no estacionamento – a não ser aquela maldita cancela que fecha rapidinho pra nenhum motorista sair sem pagar o estacionamento, mas não tem bicicletário, novamente grades, postes se tornam bicicletários.

    3. Carrefour Pampulha – Nenhum deles há bicicletário, e em um deles (hiper) um segurança me pediu pra estacionar a bike no piso inferior do estacionamento.

    4. Shopping Del Rey – Quando você está procurando um local pra estacionar, um destes seguranças que rondam te pede pra estacionar no estacionamento de motos, mas chegando lá, lhe pedem pra colocar a bike do lado de fora da grade, mas não te impedem de pedalar.

    4. Hiper ViaBrasil – O estabelecimento tinha um bicicletário (do tipo “entorta roda”) do lado externo, mas sempre com algum segurança perto (não é permitido adentrar o estacionamento) mas depois de uma reforma, tiraram ele (Higienismo?) e desde então o ciclista que se f***.

    5. Walmart Pampulha – falta o bicicletário, mas já entrei algumas vezes nele sem que ninguém me incomodasse.

    6. Shopping Boulevard – Tem o bicicletário, fizeram uma ciclovia do lado externo, mas depois da entrada tem que empurrar a bike. E infelizmente um colega já sofreu com algum vândalo: alguém estragou os suportes do velocímetro e do farol que ficaram na bike.

    7. Shopping Norte – Não tem bicicletário e na entrada tem uma maldita placa R12, ou seja, você não é bem vindo.

    8. Shoppings populares – nestes nem pra carro tem vaga (exceto um) mas nenhum deles tem estrutura pras bicicletas

    9. Banco do Brasil: Em todas as agencias foram instalados bicicletários, de vez em quando vejo alguma magrela neles.

    10. Outros Bancos: parecem até remover os possíveis locais que poderia fixar uma bike, não se encontra um poste, grade ou qualquer coisa onde possa fixa-la, apenas um piso liso de concreto (que deveria ser passeio, mas fica infestado de motos).

    11. Pedala BH – Programa da prefeitura de BH que trabalha quase sempre no “faz de conta” então colocam paraciclos onde fazem de conta que vão parar dezenas de ciclistas, mas a realidade é que a localização de tais paraciclos são um tanto estranha, assim como a rede cicloviária, que chega ao absurdo de uma ciclovia terminar a menos de 500m de outra, ou seja: faz de conta que as ciclovias são “unidas”.

  25. Pedro Braga

    Em São José dos Campos, no shopping colinas, Há pouco tempo, fui lá e descobri que NÃO É PERMITIDO O ACESSO DE CICLISTAS a partir da sexta de noite. Não me deixaram nem entrar no bicicletário! Isso sim é preconceito.

  26. Rogério Azevedo

    Outro dia estive com minha esposa no Shopping Vila Olímpia, e realmente fomos muito bem tratados. Pararam o trânsito dos carros para acessarmos com segurança o pavimento do estacionamento VIP, via rampa. O espaço onde ficam as bikes é monitorado. Ficamos bem satisfeitos com a receptividade. Parabéns!
    Agora, quem deu para dar uma de ditadora, ameaçando aplicação de multas, e esbravejando contra o porteiro que permitiu meu acesso pela garagem, é a síndica do condomínio onde moro. Jesus, a mulher é além de tudo ignorante, pois aplica a regra “probido andar de bicicleta na garagem”, que consta no regulamento, também aos condôminos que tentam acessar a residência, quando retornam do trabalho, ou de um passeio noturno, devidamente paramentados, com todos os ítens de segurança necessários. Alega que os carros podem ser riscados, e que outras pessoas podem também querer o mesmo direito (justíssimo!). Frequento um pedal noturno, que normalmente termina por volta das 22:30hs. Na minha opinião, o acesso via garagem é mais seguro, e rápido. Mas do jeito imposto pela sra.síndica, temos que acessar o edifício pela escadaria da frente, através daqueles portões eclusa, e atravessar empurrando toda a área social do condomínio.
    Deveria haver maior esclarecimento aos administradores de condomínios, síndicos, zeladores, e os próprios moradores, também, não acham?

    1. o

      Uma vez um síndico aqui ameaçou questionar de eu entrar pela garagem, mandei o CTB pra ele informando que bike é um veículo e deve entrar pela entrada de veículos (não existe “entrada de carros”, um termo criado apenas devido a carrocracia ignorante), pois bem, após isso nunca mais falou nada, e até já saiu daqui ainda bem.

  27. paulo teixeira

    André
    Será que surtiria algum efeito se vc enviasse a direção do Center Norte este seu relato e os comentários?

    1. bicicreteiro

      Eles já mandaram uma mensagem via twitter querendo saber do ocorrido.. Muito provavelmente eles já leram o post. Caso eles se manifestem farei questão de colocar a explicação aqui no blog

  28. Ricardo Obayashi (@ricardoobayashi)

    Em tempo, se alguém impedir qualquer ciclista de acessar o shopping, acione a Polícia, pois, no mínimo, o “segurança” está tentando restringir seu direito de ir e vir (direito constitucional). Será que eles sabem que ciclista também é consumidor? Ou o preconceito é por ainda não haver nenhum tipo de taxa pra estacionar a bike? vai saber, não é mesmo….

  29. Ana Carolina Pereira Rocha

    No shopping Iguatemi não é essa maravilha toda não. Lá já passei pelo mesmo constrangimento relatado no post, onde tive que ir empurrando a bicicleta pelo estacionamento térreo todo, até chegar no bicicletário (entorta roda), sob a advertência de atrapalhar os carros e gerar riscos!
    Reclamei no site e rede social do Shopping, mas até hoje ninguém se manifestou sobre.

  30. ogum777

    na única vez que fui ao lar center de bicicleta, me mandaram descer da bike. desci. fui andando devagar bem pelo meio da pista. carros atrás buzinando, mandei os carros à merda, o segurança mandou eu andar rápido, falei que só em cima da bike, e fui andando lentamente. nunca mais botei o pé naquela merda. é isso que esse shopping é: uma merda. comemorei quando ele ficou interditado. comemorei mesmo. por mim poderia ter explodido. hoje dou a volta pela rua lateral. vou à décathlon, sem nenhum problema.

    1. bicicreteiro

      Quando eu morava na ZN ia direto até a Decatlhon lá pela Vila Guilherme e existe uma placa proibindo bicicleta, mas parece que é proibida a entrada no Shopping, mas na verdade é proibida a entrada pela pista de pedestres, obrigando a gente entrar pela pista de veículos (o que é mais que correto).

      Como você, outros já se manifestaram falando dos problemas no Lar Center, mas pelo visto parece que esse problema não ocorre mais lá, pelo menos eu já fui umas 5 vezes lá e nunca tive problemas. Pode ser que seja o mesmo caso do Bourbon que começaram criando caso e hoje não criam mais. E deve ser o caminho do Center Norte, quando se vacinarem contra a Bikefobia.

      1. ogum777

        só tenho problema no center norte. no lar center, sempre entrei pela pista dos carros sem maiores problemas. nunca me pararam, seguranças cumprimentam… o problema é o center norte.

  31. Marcello Cazé

    Antigamente o Top Center aceitava ciclistas, há pouco tempo vi que não se permite mais deixar bicicletas lá, ou seja, perderam cliente.

  32. Ricardo Obayashi (@ricardoobayashi)

    Mais ou menos 2 meses atrás, postei no twitter e no facebook, de imediato, o problema que tive no Lar Center – que, basicamente é uma extensão do Center Norte. Fui instado a descer de minha bike e ir à pé até a Decatlhon, que apesar do bicicletário ruim, ainda o tem, sob pena de “ser descido da bicicleta” pelo segurança. A fim de não apanhar na hora, desci da bike, andei alguns metros e voltei a andar de bike até a entrada da Decathlon: fu perseguido por um dos seguranças do Shopping como se fosse um ladrão de carros (mas esse tipo de coisa eles não fazem, é óbvio). Acabei me desvencilhando do tal segurança (que só me deixou mais inseguro) e fui até a loja onde me encontrei com minha esposa e, para evitar mais dissabores, coloquei a bike no carro dela e fui embora. Com a sensação de que se eu subisse de novo na bike acabaria apanhando…

  33. Rose Herculano

    Ontem,na escola em que dou aula,um pessoal do Wal Mart foi oferecer aos funcionários e professores o cartão Sam’s Club. Deixei o cara explicar tudinho,as vantagens do cartão,os descontos para o funcionário público e blá,blá blá.Quando ele terminou,eu perguntei: “A rede Wal Mart possui bicicletário?Serei bem vinda enquanto cliente com a minha bicicleta?”
    O rapaz respondeu,já me olhando como se eu fosse um ET: “Infelizmente não sei te responder…”
    Daí,eu disse: “Então se informe e, em caso positivo,retorne aqui outro dia que eu farei o meu cartão.” rsrs

  34. Valdson

    Na rua a bicicleta não é considerada veículo, ela só vira veículo quando isso pode ser usado como um argumento pelo bikefóbico. Por exemplo, quando vc quer colocar ela como bagagem no ônibus, não pode. Porque? Porque não é bagagem, é um veículo!

    Talvez atualizando uma informação: fui pela primeira vez no shopping Bourbon semana passada e fui bem recebido. Entrei pedalando, o segurança não reclamou, e ainda me indicou onde ficava o bicicletário. Na saída mesma coisa. Saí pedalando e o segurança orientou o melhor lugar para sair e ainda abriu uma passagem que estava fechada com cones para facilitar o acesso à melhor saída. O bicicletário fica no andar térreo, não tem que subir ou descer rampa. E está bem próximo da entrada, não precisa andar quase nada dentro do estacionamento. O único problema é que o paraciclo é do tipo entorta roda…

    1. Eduardo

      Valdson, também não entendi o comentário do Bourbon.
      Já fui várias vezes, e tive problemas uma única vez no 2º semestre do ano passado, em que um segurança me barrou (sem motivo, eu já havia ido de bike outras vezes lá sem problemas). Fui no mercado Zaffari e reclamei do segurança para o gerente dele.

      Todas as outras vezes entrei pedalando, há até placa de bike na cancela da esquerda (entreda Turiassú) para passarem as bikes. Bicicletário fica no térreo, ao lado do estacionamento de motos.

  35. Leticia Momesso

    Divulgando um site que já está funcionando, tem tudo a ver com o assunto!
    Acesse e participe: http://www.bikeit.com.br/

    “O novo projeto do Coletivo Cru é um site colaborativo muito massa chamado BikeIT!. O propósito é publicar avaliações de estabelecimentos e instituições que recebem bem (ou mal) quem chega de bicicleta ao lugar, mostrando se há estacionamento pra bike nesses lugares, se são seguros, se os funcionários são gentis e se as empresas estão preparadas pra atender bem o cliente que chega de bicicleta. O site já está no ar! Inscrevemos o BikeIT! no Festival de Ideias pra tentar conseguir a verba pra financiar a construção da plataforma colaborativa (por enquanto, quem quiser escrever uma avaliação precisa, antes, enviar o texto pro coletivo; ainda não dá pra postar direto). Entra lá no site do Festival, leia sobre o projeto (que é lindo, 100% copiável e replicável) e divulgue. Ajude o BikeIT! a se transformar numa ferramenta capaz de fazer cidade mais receptiva pra quem vai de bike.”

  36. silvia ballan

    Pedalo a 25 anos nas ruas de São Paulo.
    Hoje até levo minha filha de bike pra escola…. e às vezes (de vez em nunca) pego o carro do meu marido emprestado.
    DE BIKE, já Passei por muitas humilhações, xingamentos e etc…
    Outro dia, num feriado chuvoso, minha filha de 5 anos pediu para ir ao cinema.
    Fiz algo que odeio, mas pela Nina, eu fiz: comprei ingressos e reservei os assentos pela internet.
    Era o Shopping CIDADE JARDIM.
    Fui de carro, e chegando no estacionamento, pasmem! A DEFENDER 110 (ano1993) não passa direto nas curvas do estacionamento (não cabe!). Precisei manobrar aquele carro pesado nas (4 ou 5) curvas da subida e os carrocratas desesperados atrás de mim, e eu quase chorei e pensava: “meudeus, o que estou fazendo aqui??????? de carro, num shopping e não consigo entrar no estacionamento”….
    foi um pesadelo
    Daí pensei agora: Será que lá tem bicicletário?

  37. Enzo Bertolini

    André, moro próximo ao Center Norter/Lar Center e frequentemente usava o shopping para compras. Quando passei a visitar o estabelecimento de bicicleta, passei a ser seguido, abordado e intimidado por seguranças. O argumento é o msm que você postou e como vc fez, costumo deixar o segurança falando sozinho. Digo para o superior dele me procurar na Decatlon, que eu estaria lá para ouvir os argumentos deles. Um deles me disse, uma vez, que proibiram a circulação de bicicletas porque adolescentes usavam a área do estacionamento para pedalar e isso apresentava riscos para eles. Mesmo argumentando que estamos nos locomovendo e não brincando, não tem discussão, não pode, é privado e ponto final. Mesmo sendo próximo da minha residência, deixei de visitar o local. Já tentei contato com a administração do shopping que não se deu o trabalho de responder. Como exemplo positivo, cito o Kinoplex do Itaim, que possui bicicletário no primeiro nível e um bom espaço de estacionamento. Da última vez que eu fui, tinha mais de 20 bikes paradas. A única incoveniência é ter que passar por baixo da cancela, pois não há passagem para ciclistas.

  38. André Bellin Mariano

    Realmente existe essa doença.

    Quando eu falo que uso a bicicleta no lugar do carro para me deslocar aqui em Curitiba percebo um espanto das pessoas. Para a grande maioria parece um absurdo utilizar a bicicleta. Qualquer política ou incentivo para o uso da bicicleta é imensamente criticado. Eu realmente não consigo entender.

    Existe a questão do ‘status’ do carro impregnado culturalmente em nossa sociedade consumista. Mas a principal questão é a crítica ferrenha para aqueles que não compartilham da mesma escolha, ou seja, do uso do carro. O preconceito é muito grande. Esse comportamento se reflete nas ruas onde a bicicleta é marginalizada. Na verdade, todo o ciclista na rua deveria receber aplausos e condecorações pela coragem de enfrentar uma selva egoísta de motoristas. Principalmente naqueles dias frios e chuvosos típicos de Curitiba.

    O mínimo que se esperaria de um governo voltado para o povo em relação à mobilidade, é a aplicação de políticas públicas voltadas para a INTEGRAÇÃO DEFINITIVA da bicicleta no sistema de mobilidade urbana. Implementação de um modelo onde você encontra estacionamentos de bicicletas nos terminais e em qualquer estabelecimento comercial. Um modelo que prima pela proteção do ciclista no trânsito com definições claras das leis, OBRIGANDO a todos os motorista o respeito e obediência as normas.

    Um dia chegamos lá, eu espero. E quem sabe, pedalando sem parar. Abraço.

  39. marco esteves

    André, td bem?

    Moro no Brooklin e os dois shoppings próximos, o Morumbi e o Market Place, se não são uma referência de atendimento aos ciclistas, tbm não atrapalham a vida de quem chega de bike.
    Os acessos são comuns aos carros, por isso, é preciso atenção, pois os motoristas não estão acostumados a ciclistas trafegando dentro do estacionamento do shopping. No Morumbi existe um bicicletário ao ar livre, cercado e com um segurança, na mesma altura da rua. É fácil deixar a bike lá e ir ao shopping. No Market Place vc deixa a magrela no mesmo local do estacionamento onde ficam as motos. Descer a rampa é fácil. Subir de volta, nem sempre. Mas no caso deles não existe nenhum estacionamento na altura da rua, portanto, é o que temos.

    Abs

    1. bicicreteiro

      Sempre que tenho que ir a algum dos Shoppings, deixo minha bike no Market Place. Aliás quase sempre vou apenas nele só porque o estacionamento é melhor e mais seguro. O estacionamento é em rampa mas é no primeiro piso, bem localizado e até tem paraciclo especial para você deixar seu ciclomotor elétrico carregando. Claro que eu uso a estrutura para estacionar a minha bike. Se o Patio Higienópolis seguisse o exemplo do Market Place e deixasse o Bicicletário no primeiro nível já seria perfeito. Só quero ser tratado com dignidade e não é pedir muito para alguém que vai ficar com meu dinheiro…

    2. oclaudiobr

      É mesmo! Esqueci de falar. Me sinto bem à vontade de bicicleta no Morumbi e no Market Place. Cada um, ao seu modo, atende bem. Se cobrissem o bicicletário do Morumbi ficaria perfeito, mas está bom.

  40. Leonardo Américo Cuevas Neira

    O único produto do McDonalds que eu consumia era a tortinha de maçã/banana. Para ganhar tempo, entrava no Drive-Tru, mas do nada comecei a ser rejeitado quando queria usá-lo (porque seria perigoso que eu trafegasse junto aos carros a 3km/h).
    Perderam um cliente.

  41. oclaudiobr

    Quando eu fui (porque só fui uma vez e não volto mais) fomos advertidos para empurrar lá pelo lado do Lar Center mesmo por um segurança em uma moto.

    “Por que empurrar a bicicleta?” “Porque é perigoso” “Ahh, e moto é seguro?”.

    Fora isso, o que mata mesmo é aquela placa de proibido bicicletas na entrada. Caramba, é para ir de carro comprar acessórios para a bicicleta?

    Na Decatlhon foi sossegado porque o paraciclo era dentro e o segurança gente fina ficava ao lado de olho. Agora que sei que está lá fora a chance de aparecer por lá caiu ainda mais.

    Na Decatlhon do Morumbi chego de bike sossegado e quando quero comprar algum acessório para a bike entro com ela na loja e vou testando.

    Muitas vezes o destino importa mais do que o caminho para quem vai de bicicleta não é?

    Eu gostaria muito de um dia poder ser bem atendido ao chegar de bicicleta sem sentir que isso é um favor. Aliás, eu pago e posso pagar mais porque não gasto mais com o FIAT UNO que eu vendi.

    1. Tadeu

      Também já fui obrigado a empurrar a bike no Lar Center, mas já faz alguns BONS meses. Fiz cara de bunda e fui empurrando até que me injuriei com a distância e a ausência completa de movimento de carros no dia e fui descendo pisando em um pedal com o pé inverso de um lado da bike. Pura chatisse! Mas que bom que agora somos aceitos. Esses dias um segurança até acenou com a cabeça pra mim.

  42. Celia Leal

    Circulo de bicicleta todos os dias por Sampa. Me deparo sempre com situaçoes parecidas. Falta de lugar pra estacionar. Ja tive uma bike roubada e hoje em dia não deixo na rua nem por reza brava. Os guardas da maioria dos estabelecimentos comerciais tem a cara de pau de mandar a gente estacionar na rua… Ir a banco de bike é um transtorno…Ultimamente dei pra entrar com a magrela na area dos caixas eletronicos, o Bradesco nunca me barrou, no Banco do Brasil eles envocam… mas, não dá pra confiar em deixar a bike na area dos caixas eletronicos se voce tiver que entrar no banco.Nos estacionamentos bancarios nunca encontrei estrutura pra estacionar. Alguns estacionamentos em Sao Paulo tem cobrado 5 reais pra gente estacionar. Ás vezes é melhor pagar do que correr risco de ser roubado. Dependemos muito da simpatia que o cara que cuida do estacionamento tiver por bike, aí ele deixa na boa.. Ás vezes me revolto, Aderi totalmente a campanha VA DE BIKE, mas saio sempre com receio de voltar sem ela.

  43. Thiago

    André,

    Esqueceu de comentar que ainda foram pra cima de você de longe gritando e dizendo que não poderia tirar fotos. Um absurdo!

    Abs

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