A trilha do Telégrafo – Os Iluminados

Legenda desnecessária

Legenda desnecessária

A noite foi bem gostosa, nem a chuva nos incomodou, pelo contrário, constatamos que nossa barraca, apesar de um trambolho com quase 4 quilos, ela é espaçosa, confortável e melhor, resistente a chuva. Essa é minha primeira barraca que encarou uma forte chuva sem uma goteira sequer. Mas a noite foi mais ou menos confortável, na correria compramos só um isolante inflável e um saco de dormir, claro que deixei para minha mulher que de forma impressionante dormiu muito bem no camping “quase” selvagem, já eu custei para dormir pois estava direto no chão duro.

Queríamos sair as 6 da manhã, a ideia era ver o sol nascendo quando estivéssemos pedalando, mas a noite mal dormida me obrigou a esticar um pouco mais o sono, mesmo assim as 8h00 já estávamos pedalando.

Nascer do sol a partir da nossa barraca

Nascer do sol a partir da nossa barraca

Diferente do dia anterior a maré estava bem baixa, uma delícia pra pedalar, a praia é linda, o sol fazia com que cada foto virasse um postal, ao lado ainda encontrava Dunas, algo totalmente inesperado por se tratar de litoral paulista.

Dunas fixas em pleno litoral paulista nas praias de Ilha Comprida

Dunas fixas em pleno litoral paulista nas praias de Ilha Comprida

Pela primeira vez na viagem a Te pedalou sem capacete. Eu não uso, odeio capacete, mas vamos lá, tenho mais de 20 anos de pedal, minha experiência me dá esse direito de abrir mão dele quando acho desnecessário, já quem está começando, consequentemente mais propenso a quedas, é fundamental seu uso. Mas por favor, não trolem esse post por causa disso, um dia escrevo um texto só sobre o capacete e lá vocês podem trolar a vontade.

Queria que ela aproveitasse a areia da praia pra tentar pedalar com uma só mão, pois hoje, pra beber água, ela tem que parar. Aliás aqui vão as dicas que dei pra ela, vocês não precisam de força nos braços para manter a bicicleta em linha reta. Experimentem pedalar só com a ponta dos dedos, é tudo questão de equilíbrio. Então tentem tirar uma só mão e deixa-la sobre a manopla, mas sem tocar. Vão fazendo isso e com o tempo sumirão as dores no braço e logo estarão pedalando sem uma das mãos com essa mesma facilidade.

07Telegrafo04

Foram quase seis horas de pedal até chegarmos ao extremo norte da Ilha Comprida, lá almoçamos e logo seguimos para Iguape, queríamos ir até o escritório da Fundação Florestal para saber mais informações sobre o Parque da Jureia. Lá um senhor nos deu ótimos dicas, sabíamos que não seria possível atravessar o paredão rochoso, essa autorização só conseguiríamos conversando com os gestores que ficam lá em Peruíbe. Mas daria pra pedalar até o Parque do Prelado, que fica na base do morro. Queríamos pedalar até lá para ver se encontrávamos algum poste da Trilha do Telégrafo, mas esse senhor nos disse algo melhor. Ali na entrada do parque há uma casa abandonada que era a casa do Operador do Telégrafo. Uma casa com mais de 150 anos seria até melhor que o poste.

Era sexta feira e tínhamos duas opções, a primeira seria pedalar até a Barra da Jureia, distante 20 quilômetros dali e ficar numa pousada. Dali teríamos 18 quilômetros de praia até o Parque Prelado, o que poderíamos fazer no dia seguinte, sem peso, num bate. Dessa forma, no domingo voltaríamos pedalando pra Iguape e pegar o ônibus pra São Paulo. A segunda opção seria encontrar uma pousada em Iguape e fazer o bate-volta, sem peso, no dia seguinte, nesse caso o trajeto seria de quase 80 km. Minha mulher escolheu a segunda, então bastou encontrar um canto pra descansar, pois no dia seguinte, finalmente daríamos um encerramento digno para essa grande trip.

André Pasqualini

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