Conheça o Denis, o motorista de ônibus que pedala

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Como muitos já devem saber, estou produzindo um treinamento para os motoristas de ônibus, treinamento esse que se chamará “Ciclista Convivendo com o Motorista” e ao seu término será doado à prefeitura de São Paulo para que ele seja um treinamento obrigatório a todos os motoristas de ônibus da cidade.

É bom lembrar que esse treinamento não é novidade, em 2009 já havia produzido um treinamento nesses mesmos moldes e graças a uma parceria com a SPTrans, órgão da prefeitura de São Paulo responsável por organizar e regular todo o sistema de transporte de ônibus da nossa cidade, esse curso foi repassado a mais de 30 mil motoristas de ligados ao órgão. Os resultados não poderiam ser melhores, os índices de acidentes fatais envolvendo ciclistas em colisões com ônibus reduziram 70% em dois anos.

Aquele curso foi algo muito pioneiro, foram poucas as referências que encontrei, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo e devido ao seu pioneirismo ele precisava de uma boa atualização, até porque eu tinha como objetivo fazer uma nova versão num formato mais nacional, já que muitas foram as cidades que entraram em contato comigo pedindo para que eu levasse esse curso até elas.

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Anos se passaram e agora com apoio do Movimento Conviva da Bradesco Seguros estou tendo condições de montar um novo curso e como fio condutor usarei um vídeo mais que original, pois os “atores” serão motoristas de ônibus que tem algo em comum conosco, eles também pedalam. Ninguém melhor do que alguém que conhece como poucos as duas realidades para mostrar a outros motoristas como evitar um acidente com um ciclista.

Abaixo um vídeo com um pequeno teaser que dará uma ideia de como será esse treinamento que está em plena produção. Até meados de maio devo finalizar a primeira parte dele, mas no vídeo principal vocês não verão apenas o Denis, motorista de ônibus de São Paulo que usa a bicicleta como seu meio de transporte. Viajarei o Brasil e mostrarei outros motoristas de ônibus que também pedalam. Serão diferentes realidades, mas todos com algo em comum receberemos uma aula, não apenas de respeito ao ciclista, mas principalmente de respeito à vida.

Se você quiser que eu leve esse treinamento a prefeitura da sua cidade, mande um email para bicicreteiro@gmail.com, pois assim que o treinamento estiver finalizado terei o maior prazer em compartilhá-lo com todas as prefeituras que se interessarem.

André Pasqualini

Alguns números do Desafio Bicicletas ao Mar

foto01Os verdinhos (Desafiantes) misturados entre os Experientes no 2º DBM

Chegou o momento de mandar rodar as camisetas e precisava enviar a grade com os tamanhos (que vocês preencheram), foi quando surgiram números interessantes. Antes dos números, obviamente que mandei rodar camisetas para as 300 vagas e usei uma proporção da média dos inscritos para definir a quantidade exata de cada tamanho de camisetas. Quem já se inscreveu e pagou, com certeza receberá a camiseta no tamanho exato que solicitou, já os que deixarem para última hora, correm o risco de não ter mais o tamanho que gostariam, mas é um risco.

Das 300 vagas, já temos cerca de 180 inscritos, o suficiente para viabilizar o Desafio sem importar o número final de inscritos, mas como ainda restam em torno de 26 dias para o encerramento das inscrições e como Masters e Praieiros poderão se inscrever durante os treinos, tenho certeza que todos os kits serão vendidos até o dia do Desafio.

Quem me conhece sabe bem que a minha maior luta é a de massificar o uso da bicicleta e para isso procuro atuar de diversas formas, seja realizando ações indiretas, tentando interferir nas políticas públicas, ou com ações diretas, trabalhando na doação de bicicletas, como Bike Anjo, escrevendo dicas e posts em meu blog que encorajem as pessoas a pedalar, ou mesmo realizando ações como o Desafio Bicicletas ao Mar, que nada mais é do que uma forma que encontrei para numa única ação, ajudar um grande número de pessoas e trabalhar para criar facilidades aos ciclistas, de forma que ele ganhe a experiência necessária para prosseguir no mundo da bike com suas próprias pernas.

Quero até dar uma resposta a algumas pessoas que condenam a minha opção de viver da bicicleta e consequentemente ganhar dinheiro com isso, como se ganhar dinheiro realmente fosse um crime. Já ouvi inclusive pessoas dizerem que acham um absurdo ganhar dinheiro ensinando algo que a pessoa é capaz de fazer sozinho. Por essa lógica devemos entender que é um crime realizar trabalhos como consultoria ou mesmo ser professor, já que por essa tese as pessoas não podem cobrar para ensinar.

Estou cobrando para realizar o Desafio, primeiro porque isso me consome muito tempo, acabo me dedicando exclusivamente a ele desde o momento que o lanço e quando coloco no papel o que eu ganhei pelos 4 meses de dedicação, garanto que qualquer um dos inscritos (e a maioria dos não inscritos) dificilmente optaria por largar seu trabalho para receber a quantia que acabo recebendo.

Mas depois que fiz minha viagem do Projeto Biomas, descobri que não preciso de mais do que cabe em minha bicicleta para viver com dignidade, ou seja, não preciso de muito dinheiro para sobreviver. Infelizmente eu vivo numa sociedade capitalista onde sempre haverá um custo para viver e enquanto não tenho dinheiro para comprar minha fazendinha numa área que já foi floresta amazônica, para tentar recuperá-la e viver apenas do que a terra me dá, tenho que pagar minhas contas. Aliás são muitas contas que se pensar muito em todas elas entraria em desespero, mas enquanto a estabilidade não chega vou administrando da melhor forma possível.

Vou até contar uma piada, um cobrador ligou para um devedor e passou a ofender e ameaçá-lo, então o devedor disse ao cobrador – “Por favor, me trate com respeito, senão serei obrigado a retirar seu nome do sorteio” – o cobrador disse – “Como assim?” – o devedor respondeu – “Todos os meses, quando recebo meu pagamento, coloco o nome de todos meus credores num saco. Vou retirando os nomes e os sorteados vão recebendo até meu dinheiro acabar. Se você não recebeu até agora é sinal que você está sem sorte, portanto se continuar me tratando mal, aviso que sequer colocarei seu nome no próximo sorteio”.

Ainda não cheguei nesse ponto, mas é claro que busco ter uma vida digna, sem cobradores no meu pé e recebendo mensalmente um dinheiro que me garanta o mínimo de conforto e tranquilidade. Sei que no começo de qualquer profissão temos todas as dificuldades do mundo e atualmente sou como um recém-formado que está procurando seu lugar ao sol. Mas acredito que quando você faz algo que ama (e com competência), uma hora você  encontra o caminho das pedras e o dinheiro não passará de conseqüência. Desde meus 18 anos já tive três profissões distintas e em todas elas passei por esses momentos complicados, se das duas últimas vezes consegui me estabilizar, não será diferente dessa vez.

Essa fase também não me impede de doar meu raro tempo a projetos sociais que até me fizeram deixar de ganhar dinheiro (como a Campanha Bicicletas de Natal), mas essa entrega dificilmente irá mudar em minha vida, mesmo quando estiver estabilizado. Pelo contrário, com tranquilidade financeira tenho certeza que conseguirei me dedicar ainda mais para a causa da bicicleta da forma que mais gosto.

Para o Desafio também busco isso, quero fazer com que esse seja um sucesso e no próximo, conseguir o apoio necessário para ajudar um número maior de pessoas a vencerem o Desafio, inclusive aqueles que não tem hoje condições de pagar pelo que cobro. Mas um passo de cada vez, primeiro tenho que realizar esse Desafio e batalhar para colocar todos esses 100 novos ciclistas nas ruas. Sei que quanto mais pessoas pedalando, teremos mais políticas públicas e mais segurança para todos. E um dos sintomas de mais segurança é justamente o maior número de mulheres pedalando.

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Na Holanda, por exemplo, a maioria das pessoas que usam a bicicleta diariamente são mulheres e pessoas com mais de 50 anos. Não temos números em São Paulo, mas as estatísticas com acidentes com ciclistas apontam que menos de 5% das vítimas são mulheres e isso se deve porque elas estão em menor número nas ruas.

Vou colocar alguns números para e com base neles fazer algumas reflexões.

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A galera Desafiante, definitivamente está mais pilhada, os praieiros costumam crescer próximo da data do Desafio já que eles só querem aproveitar a estrutura para chegar a praia, mas e os Masters? Será que a galera está marrenta, já venceu uma vez o Desafio e estão se achando? Hehe

Os Masters estão mais tranquilos, confiantes até demais.  Mas esses tenho certeza que irei pilhá-los quando detalhar os trajetos que faremos na semana que vem, como só repetiremos nos treinos um dos trajetos já percorridos nos Desafios anteriores, assim que divulgar os detalhes de cada um dos treinos, vai ter gente se inscrevendo por achar os treinos mais interessantes que o próprio Desafio.

Agora vamos para as próximas pizzas que mostram a diferença de sexos entre os inscritos.

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A maioria ser de homens já é algo previsível, mas ainda assim percebo um aumento no número de meninas (longe do ideal), que além de tornarem nossos pedais mais bonitos (por motivos óbvios já que nunca vi um homem bonito pedalando), acabam tornando o pedal menos “Clube do Bolinha”, algo que acho meio chato. Agora vamos ver as pizzas da divisão de sexos por categoria.

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Nessa categoria as mulheres estão vindo fortes, onde as percebo mais pilhadas. Medos, incertezas, ansiedade, isso mais do que esperado, mas são as mulheres que sempre me surpreendem e impressionam, são elas que me deixam menos preocupados. De certa forma elas acabam motivando os homens incitando uma competição sadia, “se ela consegue eu tenho obrigação de conseguir”. Tá, é coisa machista mas isso vem do instinto do bicho homem e como pedal é 80% cabeça, tudo que pode ser feito para ajudar a vencer nossos bloqueios eu acho bem vindo.

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Aqui começo a sentir mais falta das garotas que já venceram os Desafios anteriores, cadê vocês meninas?

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Nos praieiros elas estão apanhando feio, mas acredito que esse número vai crescer até o dia do Desafio e devemos ter uma proporção próxima a dos Desafiantes.

Tenho notado um aumento no número de mulheres pedalando, mas ainda considero esses números pequenos. Claro que isso reflete em diversos fatores que vão desde a falta de segurança no trânsito como até o assédio que sei incomodar muito as mulheres, seja assédio por parte dos motoristas como até mesmo entre os ciclistas. Já abomino o assédio podre por parte de alguns motoristas, mas quando ele vem de ciclistas…

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Por isso eu procuro criar nos eventos que organizo uma atmosfera de respeito, união e ajuda mútua. Cobro e sempre cobrarei dos ciclistas solidariedade com o próximo o tempo todo e isso acaba contaminando o grupo, pelo menos foi isso que aconteceu nos Desafios anteriores e tenho certeza que todos que participaram sentiram a mesma coisa.

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E pra encerrar o post deixo uma convocação. Garotas, vamos mudar esses números? Tenho certeza que vocês são mais capazes do que imaginam. Ajudem a tornar nossas ruas mais bonitas, pedalem, se imponham e façam valer os seus direitos, pois no que depender de bicicreteiros como eu, vocês terão toda ajuda do mundo até se sentirem seguras para pedalarem por conta própria.

André Pasqualini

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Conheça a entidade que será beneficiada pela Campanha Bicicletas de Natal

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Você que doou sua bicicleta para a Campanha Bicicletas de Natal 2012 deve estar curioso para saber qual o destino das magrelas, portanto aqui vai. Quem já percorreu a Rota Márcia Prado deve se lembrar de uma padaria comunitária que sempre paramos logo após a segunda balsa, quando iniciamos o trecho em terra.

Atrás da padaria funciona a Creche Comunitária Sonho de Criança, um espaço que atende 121 crianças de 2 a 14 anos. A creche é mantida sem um real sequer do poder público, todo o dinheiro gasto na creche vem da doação do dono de uma concessionária automotiva (R$5.000,00 mensais), mais a renda gerada com a padaria e bazares beneficentes organizado pelo “Sadan”, um simpático senhor que geralmente recebe a galera da bicicleta que passa por lá. Veja mais fotos da creche clicando aqui.

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No dia 12 de dezembro de 2012 fui até lá acertar os detalhes das doações e definimos que as bicicletas infantis, até as aros 20 (cerca de 40) serão doadas para a creche e as crianças que lá estiverem poderão usá-las até não servirem mais a eles. Assim quando a bicicleta estiver pequena para uma criança, outra poderá passar a usá-las.

Já as aros 24 e 26, o pessoal da associação que mantêm a creche é que fará a seleção e os critérios serão:

Não ter bicicleta
Condição social-financeira mais desfavorável
Necessidade da bicicleta para uso como transporte até a escola

Mas não queremos apenas doar as bicicletas, é preciso que a comunidade tenha condições de mantê-la, portanto com o dinheiro que sobrar das doações que estamos recebendo (para colaborar escreva para bicicreteiro@gmail.com) iremos comprar ferramentas e montaremos no local uma Bicicletaria Comunitária, treinando alguns jovens para manter as bicicletas em bom estado. Assim a cada edição do Desafio Bicicletas ao Mar, poderemos levar a comunidade peças e equipamentos necessários para recuperar as bicicletas com problemas.

Agora que você já conhece a instituição que irá receber a bicicleta, precisamos da sua ajuda para meter a mão na graxa.

Adote uma bicicleta! Mutirão de montagem nos dias 15 e 16 de dezembro

Se você irá participar dos mutirões, adote uma bicicleta e se responsabilize pela montagem da mesma. Se conseguirmos 100 voluntários e cada um se responsabilizar por uma bicicleta, com certeza conseguiremos montar todas as bicicletas até o dia 23, data que faremos a entrega das doações. Clicando aqui ou na imagem abaixo você irá para um álbum e verá de todas as bicicletas que foram doadas, caso escolha alguma bicicleta, comente na própria foto.

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Não é necessário conhecimentos mecânicos pois voluntários da campanha estarão nos mutirões para ajudá-los nesse processo. Vai participar dos mutirões? Leia abaixo as informações necessárias para participar.

Datas: 15 (sábado) e 16 (domingo) de dezembro de 2012
Horário: das 8h00 as 20h00

Como chegar?

Quem vai de Metro ou Trem, basta se deslocar até a estação Pinheiros, sem sair da área paga se desloque até a “Passarela desativada” da estação Pinheiros da CPTM, basta se informar com os funcionários (pergunte pela passarela e não pela campanha, de preferência aos funcionários da CPTM) e vá até o local.

Já quem vai de bicicleta, carro ou a pé tem que se deslocar até a Estação Pinheiros que fica na Rua Capri (veja no Mapa), próximo a Marginal Pinheiros, mas atenção pois a região está em reforma e o trânsito está complicado. Quem vai de carro tem que ir até a Sumidouro, descer sentido Praça Victor Civita e virar a direita na Rua Gilberto Sabino. As placas informam que apenas trânsito local, mesmo assim pode entrar e procurar algum local perto da estação para estacionar.

Se você for pedalando, deixe a bicicleta no Bicicletário da Estação, ao lado da entrada principal e vá até a área da CPTM. Procure um dos funcionários, diga que vai trabalhar na campanha e dê o seu nome para ele liberar sua entrada.

IMPORTANTE: Quem for de carro ou de bike direto para a estação, sem usar os trens e o metro, devem mandar seu Nome e RG para bicicreteiro@gmail.com, colocaremos seu nome numa lista e você poderá entrar sem pagar. Caso seu nome não esteja na lista, você terá que pagar para entrar na estação.

O que levar

Leve seus kits de ferramentas, com chave arlen, chaves de boca e se possível um banquinho. Só cuidado para não misturar suas ferramentas com as que temos a disposição dos voluntários.

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Desde o dia 03 de dezembro vimos trabalhando nas desmontagem das bicicletas e a partir do dia 15 trabalharemos apenas nas montagens, portanto estamos num momento crucial da Campanha.

Como estarei o tempo inteiro trabalhando nos mutirões, caso ocorra algum contratempo , podem ligar no 9 5282 5218 que tentarei resolver. Conto com a presença de vocês, será fundamental a participação expressiva dos voluntários para o sucesso da campanha.

André Pasqualini

Tito Bikes e Ciclomídia também apoiam a Campanha Bicicletas de Natal

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Realizamos o inventário das bicicletas doadas na Campanha Bicicletas de Natal e como boa notícia, descobrimos que menos de 10% das bicicletas se encontravam em situação realmente crítica, já a má notícia é que um número grande de pneus em más condições (54), selins (49) e pedais (25), essas são peças caras e de difícil reciclagem. Mesmo assim temos uma boa notícia, a Tito Bikes vai doar 50 selins e 30 pedais, todos novinhos, para equipar as bicicletas.

Outra boa notícia é o apoio da Ciclomídia, empresa que tem na bicicleta a inspiração para seus produtos e serviços, entre eles tem o Valet Bike, um serviço de estacionamento de bicicletas que é fornecido a eventos, shows, empresas, etc. Sabendo desse serviço, pedi o apoio a eles para emprestarem seus suportes para bicicletas, assim depois que elas forem montadas, elas ficarão suspensas e sem encostar uma nas outras, como estavam antes da reforma.

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Quer ajudar de alguma forma a nossa campanha? Você pode ajudar participando dos mutirões, ou doando alguma quantia em dinheiro. O dinheiro arrecadado, além de ser usado para comprar algumas peças que não conseguirmos via doação, será usado para compra de ferramentas para a montagem de uma Oficina Comunitária na comunidade que irá receber as bicicletas, assim não apenas entregaremos as magrelas, como criaremos a infraestrutura necessária para que as bicicletas continuem sendo usadas.

Para doar qualquer quantia, clique aqui.

Se sua empresa quer colaborar com a campanha, mande um email para bicicreteiro@gmail.com e saiba como ajudar. E mais uma vez um super obrigado para a Tito Bikes e a Ciclomídia pela colaboração em nossa campanha.

André Pasqualini

Projeto Bicicletas de Natal, doe uma bicicleta

O Coletivo formado pelos participantes do grupo Desafio Bicicletas ao Mar está organizando uma campanha de doação de bicicletas, nosso objetivo será recebermos a doação de 100 bicicletas que serão reformadas e doadas a jovens ligados a entidades filantrópicas da região metropolitana de São Paulo. Para realizarmos essa ação, firmamos uma parceria com a CPTM que irá nos ceder um espaço para montarmos nossa oficina temporária. Esse espaço será a antiga passarela da estação Pinheiros da CPTM, que atualmente está desativada. Lá iremos montar nossa base operacional, onde organizaremos grandes mutirões para prepararmos as bicicletas.

O projeto está dividido em três fases, a primeira tem início hoje e vai até o dia 02 de dezembro, a etapa de recebimento das doações. Iremos nos limitar a 100 bicicletas para termos condições operacionais de reformá-las até o dia 23 de dezembro, data que os próprios voluntários do projeto farão a entrega das bicicletas. A segunda fase começa no dia 03 de dezembro, com inventário e início dos mutirões para reforma das mesmas e a terceira será no dia 23, data da entrega das bicicletas.

Como colaborar com o projeto?

Os voluntários poderão ajudar de três maneiras:

1) Doando bicicleta

2) Se voluntariando para ajudar na reforma das bicicletas

3) Doando peças ou valores para compra de materiais

Claro que nada impede que uma mesma pessoa ajude das 3 formas possíveis, tendo participação ativa em todo o projeto, para isso sugerimos que o voluntário participe do nosso grupo Desafio Bicicletas ao Mar no Facebook, pois é sempre lá que definiremos ações menores mas não menos importante que os grandes mutirões. Abaixo iremos detalhar as fases do projeto e como ajudar:

Doando uma bicicleta

Para doar uma bicicleta o voluntário precisa levá-la até a estação Pinheiros da CPTM, nos dias 01 e 02 de dezembro (sábado e domingo) e entregá-la a um voluntário do coletivo. Os voluntários estarão em frente a estação, das 8h00 as 17h00 nos dois dias.

DICA IMPORTANTE PARA O ACESSO A ESTAÇÃO PINHEIROS

Para acessar a estação, o motorista tem que descer pela Sumidouro e entrar a direita na Rua Capri. Apesar das placas de acesso local, entrem mesmo assim, está até mais fácil de entrar e estacionar seu carro. Veja no link abaixo o local exato para a entrega das bicicletas.

http://goo.gl/maps/pmPVl

Caso você seja da cidade de São Paulo e não tenha como levar a bicicleta, preencha o formulário abaixo e um voluntário agendará um dia para retirar a bicicleta.

IMPORTANTE: Nosso objetivo é atingir um número de 100 bicicletas, caso não seja atingido esse número até o dia 02, manteremos aberto o canal para recebimento até atingirmos esse número.

OBRIGADO ATINGIMOS NOSSA META DE 100 BICICLETAS. AGUARDE MAIS INFORMAÇÕES AQUI PELO BLOG, NA FANPAGE DA CAMPANHA OU ENTRE PARA NOSSO GRUPO DE DISCUSSÕES DO FACEBOOK PARA SABER COMO PARTICIPAR COMO VOLUNTÁRIO.

Fica a dica, se você mora em condomínio que possui bicicletário (ou depósito de bicicletas), verifique com o síndico e os demais moradores se há intenção de doar aquelas bicicletas que estão há anos empoeiradas na garagem. Assim no dia da doação, poderemos retirar todas as bicicletas e dar um fim nobre a elas.

Se voluntariando na reforma das bicicletas

Como iremos operar dentro de uma área paga da CPTM, todos voluntários irão assinar uma lista de presença na entrada da estação Pinheiros. Já aqueles que se dirigirem até o local utilizando o sistema do Metro e da CPTM não precisarão preencher esse formulário já que nosso ponto de encontro será na área paga do sistema. De qualquer forma, caso você queira participar de algum dos mutirões, envie um email para bicicreteiro@gmail.com com seu nome e RG para colocarmos na lista que ficará durante o mês de dezembro na estação Pinheiros da CPTM.

Para saber as datas dos mutirões, acompanhe a divulgação das datas aqui no Blog do Bicicreteiro, na página de discussão do grupo no Facebook ou em nossa Fanpage criada para esse fim.

Doando peças ou valores ao projeto

Após recebermos as 100 bicicletas, faremos um inventário de todos os equipamentos que precisaremos para recuperá-las. Essa relação será divulgada nos nossos canais de divulgação do projeto e os voluntários poderão sair a “caça” de doações, visitando bicicletarias pois é comum as pessoas trocarem equipamentos, descartando os antigos ainda em bom estado de conservação.

Há outros tipos de equipamentos, como conduítes, cabos de aço, pastilhas de freio, óleos e lubrificantes, pneus e até mesmo algumas ferramentas específicas que utilizaremos nas montagens das bicicletas que possivelmente precisaremos adquirir. Caso você opte em ajudar dessa forma, aguarde a divulgação da lista de materiais ou faça uma doação clicando aqui.

Quem fizer uma doação a partir de R$30,00 e levar o comprovante da doação em um dos nossos mutirões, receberá dos nossos voluntários um pequeno curso de manutenção de bicicletas, dicas que servirão para você manter sua magrela sempre em ordem. Caso você também deseje colocar a mão na massa, pode ficar a disposição do grupo para realizar algum trabalho no mutirão, outra boa maneira de aprender um pouco sobre mecânica de bicicleta.

Está lançada a Campanha Bicicletas de Natal 2012, nosso objetivo é criar um modelo para nos próximos anos podermos fazer campanhas ainda maiores e mais abrangentes. Quer participar de forma ainda mais ativa? Faça parte do nosso grupo e se tiver dúvidas, pergunte aqui no blog que responderemos “quase” que imediatamente.

André Pasqualini

Treinamento dos Motoristas de ônibus em Parceria com o Conviva

Firmei mais uma parceria com o Movimento Conviva da Bradesco Seguros, dessa vez será para a produção de um novo treinamento aos motoristas de ônibus com o objetivo de orientá-los a como conviver com os ciclistas no trânsito das nossas cidades. Mas antes de falar sobre esse treinamento, vamos relembrar um pouco da história sobre o tema.

Em 2009, a pedido da SPTrans (empresa municipal que controla as empresas de transporte público da cidade) produzi um treinamento direcionado aos motoristas de ônibus da cidade, onde procurei abranger de forma aprofundada o que dizia a legislação a respeito da bicicleta, as particularidades do comportamento dos ciclistas no trânsito e quais as melhores atitudes que um motorista de ônibus poderia tomar para evitar uma colisão com o ciclista. Esse treinamento foi doado para a SPTrans e repassado a todos os Consórcios que operam o transporte público na cidade de São Paulo. O resultado?

Entre julho de 2009 e janeiro de 2010 o curso foi repassado a mais de 30 mil motoristas de ônibus que trabalham no sistema operado pela SPTrans e o resultado foi imediato. Em 2009 foram 12 ciclistas vítimas fatais em acidentes com ônibus da SPTrans. O número caiu para 6 em 2010 e 4 em 2011. Hoje o curso faz parte da grade curricular obrigatória de todos os motoristas que pretendem trabalhar no sistema operado pela SPTrans na cidade de São Paulo.

A preparação do curso levou quase um ano e como foi um primeiro, obviamente não ficou perfeito. Sempre senti necessidade de reformulá-lo mas para isso eu precisaria de tempo e dedicação que sempre me faltou, por isso a necessidade de um parceiro. Além do mais, após a divulgação desse trabalho, recebi inúmeros pedidos para levar esse treinamento a outras cidades brasileiras, portanto essa reformulação deveria tornar o treinamento mais universal e não tão focado na cidade de São Paulo como ocorreu com o primeiro.

Em abril de 2012, em parceria com a SPTrans, organizamos uma dinâmica com alguns motoristas de ônibus com o objetivo de debater os resultados do treinamento anterior e conseguir subsídios para a produção desse novo curso. Agora finalmente o treinamento finalmente sairá do papel graças essa parceria com o Movimento Conviva, o lado bom é que nosso objetivo não é apenas o de levar o treinamento aos motoristas de São Paulo, mas abranger todo o Brasil.

A produção desse treinamento terá um novo vídeo que será o principal fio condutor do treinamento, vou guardar detalhes dele para a sua divulgação já que considero o vídeo o “pulo do gato” e garanto que será bem surpreendente.

Mas esse post não é apenas para anunciar a parceria com o Movimento Conviva no treinamento, mas também no meu blog. A cada 15 dias irei publicar posts que chamarei de Dicas do Bicicreteiro Conviva, verdadeiros guias que servirão para orientar essa galera que ama pedalar e precisa daquela informação que dificilmente encontramos com clareza e objetividade na internet.

No primeiro post irei abordar uma experiência que todos os ciclistas já passaram e que eu vivi recentemente, a de como ensinar uma criança a abandonar as rodinhas da sua bicicleta. O texto está praticamente pronto e trará dicas eu servirão não apenas para nossas crianças, mas para aqueles adultos que ainda não viveram essa maravilhosa experiência.

Estou feliz por mais essa parceria, bom saber que a Bradesco Seguros estará ao meu lado para me apoiar nessa antiga luta (parceria que não é novidade), para construção de cidades mais humanas. Daqui a um mês espero estar com o treinamento finalizado e depois que repassarmos a SPTrans em São Paulo, começaremos outra caminhada para levar o treinamento a outras cidades brasileiras.

André Pasqualini