Como foi o 3º Desafio Bicicletas ao Mar

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Pretendo escrever algo que sirva tanto para as centenas de pessoas que já participaram dos DBMs (Desafio Bicicleta ao Mar), como para alguém curioso para saber um pouco mais de como funciona essa coisa maluca que é o Desafio Bicicletas ao Mar. Chegou até aqui porque viu um monte de ciclistas verdinhos passando por você? Quer fazer parte também dessa maluquice? Então continue a leitura.

No dia 24 de março de 2013 aconteceu o encerramento do 3º Desafio Bicicletas ao Mar, para saber um pouco da história do Desafio, entre nesse link aqui ou clique na página do Desafio no alto do blog. De forma resumida, o Desafio nasceu de uma tentativa de conquista amorosa que deu certo e acabou carregando como padrinhos centenas de ciclistas que sequer se imaginavam fazendo percursos maiores do que da sua casa até a padaria, mas em pouco mais de um mês eles chegaram pedalando a praia.

Lancei o 3º DBM em janeiro de 2013 e seguindo a linha evolutiva na busca de um evento perfeito, abrimos apenas 300 inscrições para 3 categorias distintas (100 para cada), os Praieiros, ciclistas experientes que desejavam apenas percorrer o trajeto do dia do Desafio, os Masters, ciclistas experientes que já participaram de outros Desafios, mas que queriam participar de todos os treinos e os Desafiantes, ciclistas iniciantes que desejavam ganhar condicionamento e experiência para poder chegar a praia, consequentemente entrar em definitivo para esse nosso mundo da bike.

Ah, vale lembrar que o objetivo principal do Desafio é fazer com que os ciclistas Desafiantes adquiram uma melhor condição física e principalmente psicológica  para que eles consigam percorrer a Rota Márcia Prado, uma rota Cicloturística de 100 quilômetros que liga as cidades de São Paulo e Santos, ciclistas Masters ou mesmo os Praieiros são apenas pessoas que querem participar da festa. Apesar das inscrições serem abertas em janeiro, os treinos só começaram em 19 de fevereiro e todo esse tempo serviu para os ciclistas Desafiantes se programassem para poder se dedicar exclusivamente ao Desafio, consequentemente aumentando as chances de êxito.

Seriam 15 treinos num espaço de 35 dias, sendo dois treinos noturnos por semana (terças e quintas), mais uma simulação de cicloviagem a cada domingo. Praticamente o mesmo formato dos Desafios anteriores, a diferença estava nos treinos de domingo, além de toda a rota ser sinalizada, eu teria a disposição dois carros de apoio mais uma ambulância. Claro que tudo isso tem um altíssimo custo, por isso resolvemos cobrar uma taxa de inscrição de 150 reais para os Desafiantes, 120 para a categoria Master e 70 reais para os Praieiros, esses não teriam o direito de participar dos treinos noturnos nem dos de domingo, apenas do Desafio.

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Desde o primeiro desafio eu incluí os praieiros, pois muitos ciclistas me procuravam querendo apenas descer a Rota Márcia Prado, vários são de outras cidades e não poderiam participar dos treinos, sem falar nos próprios ciclistas de São Paulo que só querem mesmo percorrer a Rota Márcia Prado. Como tenho uma enorme dificuldade em dizer não, acabei tentando fazer algo que agradasse a todos. O maior problema que sempre vi nessa categoria, pois nem todos os praieiros conseguiriam entender o verdadeiro espírito do Desafio, que é o do grupo trabalhar para que todos cheguem, todos vençam o Desafio e que de alguma forma a bicicleta mude a vida dessas pessoas para melhor. Alguns praieiros que acompanham de perto o Desafio até conseguem perceber esse espírito, mas infelizmente essa categoria acaba atraindo ciclistas que só encaram o Desafio como mais um Ciclo-passeio para poder contar com a logística e fazer seu pedal e ai que está o problema.

1ª Etapa: O início dos treinos

Voltando ao Desafio, no dia 19 de março, data do primeiro treino, quando o relógio marcou 20h00, haviam mais de 100 ciclistas com camisetas verdes (Desafiantes) e amarelas (Masters) prontos para pedalar no nosso ponto de encontro no Parque do Ibirapuera. Também lá estavam vários ciclistas de camisetas vermelhas, os Guias que em sua maioria basicamente são ciclistas mais experientes, que tirando o Gallo, todos já haviam sido desafiantes nos desafios anteriores, sendo que o primeiro ocorreu em abril de 2012. Apesar da imensa ajuda que eles e alguns Masters me deram, de cara vi o quanto seria complicado administrar esse Desafio.

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Logo no primeiro pedal eu percebi que em vários Desafiantes sobrava disposição e que se encaixariam perfeitamente na condição de Master, se fosse só pela condição física. Vi também alguns Masters que deveriam ter se inscritos como Desafiantes e já vi que um dos equívocos foi deixar que cada ciclista se categorizasse, algo que irei corrigir no próximo DBM. Apesar de sempre andar no fundão, nos treinos de domingo eu costumo a guiar a massa e levar 100 ciclistas para treinar (e não passear) por São Paulo foi bem complicado. Por causa disso eu dividi o grupo com duas saídas, uma as 20h00 e outra as 21h00.

Apesar de alguns contratempos foi a melhor solução, mas percebi que enquanto teria facilidade com alguns, outros precisariam de uma atenção maior, algo que infelizmente não consegui dar da forma que gostaria. Isso me deixou clara a necessidade de criar grupos mais homogêneos, algo que já estou pensando em criar no próximo DBM, de qualquer forma os treinos foram bem concorridos e não tivemos que repetir nenhum trajeto.

2ª Etapa: O primeiro treino de domingo, Ciclovias e Ciclofaixas

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No 2º DBM tivemos 22 treinos sendo 5 treinos de domingo, mas nesse, devido a uma dificuldade de calendário, fui obrigado a reduzir para 4 treinos antes do Desafio, sendo que o primeiro treino realizamos um pedal com cerca de 73 quilômetros pelas Ciclovias e Ciclofaixas de São Paulo.

O trajeto foi praticamente plano, sem muitas dificuldades para os ciclistas, mas tinha como objetivo mostrar aos Desafiantes que não é difícil passarmos da barreira dos 70 kms pedalados num único dia, mesmo assim senti falta de um treino mais curto antes desse. Alguns desafiantes acabaram desistindo depois desse treino, foram poucos, acho que uns 4 de um universo de mais de 100, garanto que se eles insistissem teriam avançado como alguns em condições até piores assim fizeram, mas esse é outro desafio, não apenas melhorar a condição física dos Desafiantes, mas fazer com que eles continuem acreditando que é possível.

3ª Etapa: Treino para Paranapiacaba

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Esse treino só decidi fazer na sexta feira, dois dias antes do treino em si. Nosso destino seria o Solo Sagrado da Guarapiranga, ocorre que eu acabei marcando o treino justamente no dia do culto mensal da igreja, quando eles chegam a receber vinte mil pessoas num único dia. Por causa disso fui obrigado a arrumar outro trajeto e optei por Paranapiacaba, partindo da estação Mauá da CPTM.

Em Mauá os ciclistas conheceram o maior bicicletário das Américas com mais de duas mil vagas. Conheceram também o Adilson, idealizador do bicicletário, ouviram sua história e aprenderam na prática um dos significados dessa palavra “Cicloativismo”.

O trajeto de Paranapiacaba era mais curto que o primeiro treino, cerca de 47 kms, mas a diferença é que os ciclistas começaram a pedalar em trechos de terra e encararam várias subidas, tudo isso era para, além de condicionar, dar mais perícia aos ciclistas. Nesse dia ocorreu dois acidentes e ainda bem que dessa vez tínhamos ambulância que estava de prontidão para dar o socorro as vítimas. Nada tão grave, mas infelizmente os acidentes causaram mais algumas baixas entre os Desafiantes.

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Tombos sempre irão ocorrer na prática do ciclismo, mas outra tarefa do Desafio é preparar os ciclistas para evitarem os acidentes e mesmo se eles ocorreram, que o ciclista tenha a perícia para minimizar os danos. Apesar dos inúmeros contratempos, o treino foi válido para a maioria dos ciclistas.

4ª Etapa: O desastre na estrada de Manutenção e reviravolta nos rumos do Desafio

No final de fevereiro, logo após as enormes chuvas e deslizamentos que ocorreram na Serra do Mar, que inclusive matou uma motorista na pista de subida da Imigrantes, assim que vi o vídeo com o estado da rodovia, já previ que o pior teria acontecido com a Estrada de Manutenção da Imigrantes, pista que utilizamos para percorrer a Rota Márcia Prado, o que seria o evento final do Desafio. Não demorou e surgiram fotos mostrando a precariedade da pista, mesmo assim ficamos num limbo por quase duas semanas sem saber se faríamos ou não a descida pela RMP, até que resolvi, numa quinta feira, realizar essa descida e ver com meus próprios olhos a situação da pista.

Quando cheguei lá encontrei um cenário de guerra, simplesmente todos os pequenos veios de água que escorrem pela serra trouxeram tudo abaixo, sejam árvores e enormes rochas. A pista estava bloqueada em dezenas de pontos, vários com quase um metro de lama e quanto mais eu descia, maior a catástrofe. Levei  quatro horas para chegar ao final da Manutenção, sendo que num dia normal, o trajeto é feito em 40 minutos, sem pressa.

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Voltei e contei a todos o estado da Manutenção, pensei em tentar a Estrada Velha de Santos mas a mesma também estava interditada pelo mesmo motivo e isso deu uma desanimada no pessoal que estava completamente pilhado. Então passei a procurar alternativas e lembrei que em 2008, eu e um grupo com cerca de 30 ciclistas saímos pedalando de São Paulo, seguimos em um dia até Taubaté para no dia seguinte pedalarmos para Ubatuba.

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A maior das coincidências é que desse grupo fazia parte a saudosa Márcia Prado. Resolvi então adiar a descida da RMP para quando ela fosse reaberta e para encerrar o Desafio, quem quisesse poderia repetir esse pedal que fizemos em 2008 para Ubatuba. Cerca de 120 ciclistas toparam fazer esse pedal, então comecei a preparar uma verdadeira operação de guerra para levar essa galera até a praia.

5ª Etapa: Aumento da dificuldade, começo dos treinos de subida

Até esse dia, nossos treinos estavam evitando grandes subidas, apenas trechos mais planos e suaves, nada de fortes subidas, mas como o pessoal estava entrando na terceira semana de treinos, chegou a hora de exigir mais dessa galera, foi quando comecei a introduzir os treinos noturnos de subida.

Um treino que já é um clássico é o de fazer um sobe e desce constante na região da Paulista, saímos do Ibirapuera e subimos a Abílio Soares, depois descemos a 13 de Maio até a Rua Avanhandava e subimos novamente pela Herculano de Freitas e Peixoto Gomide. Descemos novamente e dessa vez subimos a Itapeva a partir do Bexiga, quando o pessoal achou que bastava, descemos até a Tutoia e subimos a Manoel da Nóbrega. Mas não havia acabado, para terminar seguimos todos para a montanha fora de categoria “HC”, a Ministro Rocha de Azevedo.

Os treinos de subida visavam trazer ganho muscular aos ciclistas que já estavam com suas pernas adaptadas ao pedal, nos dias seguintes ainda fomos desbravar as pirambas do Morumbi, já que os treinos a partir de então teriam muitas subidas no trajeto.

6ª Etapa: Cicloviagem pela Estrada dos Romeiros até Itu

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No nosso terceiro treino dominical, o destino foi Itu via a belíssima Estrada dos Romeiros. Nesse treino, os primeiros 25 quilômetros são bem planos, seguimos por uma rota que pega só um trecho pequeno de Marginal Tietê e depois segue beirando o Rio Tietê até Barueri, quando cruzamos o rio e seguimos rumo a Estrada dos Romeiros, quando começaram os Desafios.

Passamos por Santana de Parnaíba e Pirapora, sendo que para chegar nessa cidade são pelo menos 3 subidas muito longas, com desníveis maiores de 100 metros, perfeitas para as dificuldades que queria impor aos Desafiantes. Na saída de Pirapora ainda mais subidas, até reencontrarmos novamente o Rio Tietê quando tivemos um alívio já que a estrada segue por um longo trecho beirando o Rio que vai descendo rumo a Itu.

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Algumas poucas subidas e chegamos a Cabreúva, a partir dali o trajeto fica mais tranquilo, apenas com uma forte subida e logo estávamos em Itu. Eu sempre lá no fundão, mas os verdinhos turbinados seguiram a toda, sendo que o primeiro pelotão chegou as 14h00 em Itu e o ponto final foi lá no Restaurante do Alemão, famoso pela tradicional a parmegiana.

7ª Etapa: Ciclistas a prova d’água

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O último treino dominical do Desafio Bicicletas ao Mar era por uma rota recém mapeada, inédita no DBM e para a maioria dos ciclistas de São Paulo, batizada como Rota do Vinho, começa em frente a Usp em São Paulo, passa por Taboão da Serra, Embu das Artes e de lá segue por estradas de terra até a Estrada do Vinho já em São Roque, uma rota com muita dificuldade mas com a particularidade de não pegar quase nenhuma rodovia.

Para valorizar ainda mais a conquista dos ciclistas, percorremos boa parte da rota debaixo de muita chuva, principalmente no trecho de estrada de terra, o que testou ao limite a perícia dos Desafiantes que apesar de algumas quedas, não houve necessidade do uso da ambulância mais uma vez, um roteiro que deve figurar em todos os próximos DBMs.

8ª Etapa: Rumo à praia

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Como não poderíamos descer a Estrada de Manutenção, montamos umas operação de guerra para levar os ciclistas até Ubatuba. Havia 3 formas de se chegar a praia, a primeira seria pedalando desde São Paulo, num trajeto de 140 quilômetros (a contar da Praça da Sé) até a cidade de Taubaté. Dos 300 inscritos, a maioria resolveu esperar a Estrada de Manutenção ser reaberta, mas 120 toparam o Desafio de chegar a praia e pelo menos 60 saíram pedalando desde São Paulo, chegando a Taubaté entre 10h00 e 21h00 do sábado, dia 23 de março.

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Um ônibus com cerca de 28 ciclistas saiu de São Paulo no mesmo sábado, somou-se aos que saíram pedalando e quase 100 ciclistas se hospedaram no Hotel San Michel em Taubaté, praticamente dominamos todo o hotel.

Mas o Desafio começou no domingo, dia 24 de março as 5 da manhã para um grupo de 28 ciclistas que saíram num segundo ônibus de São Paulo e venho se juntar a nossa massa que as 8h00 estava pronta para seguir rumo a Ubatuba e entre esses ciclistas do ônibus de domingo dois grandes guerreiros em suas Handbikes, o Fábio Costa e o Alessandro Martinato, que participaram de alguns treinos e estavam lá prontos para motivar a galera e chegar a praia.

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Partimos para um pedal mais que épico, entre os 90 quilômetros que separam as cidades de Taubaté a Ubatuba há enormes montanha que somam um ganho de altitude de 2160 metros, pior que teve alguns ciclistas que acharam que seria só descida.

Foram muitas subidas, uma mais forte que a outra, além de várias baixas, principalmente por problemas mecânicos, teve até uma bicicleta que teve seu aro da roda aberto. Com grande esforço os Desafiantes, cerca de 50 de um universo de 100, foram vencendo cada montanha e conforme nos aproximávamos do topo da serra, para valorizar ainda mais nossa conquista tivemos que encarar uma névoa que deixava nossa visibilidade menor de 100 metros e ainda uma fina garoa.

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E para complicar ainda mais, tivemos mais uma “ajuda” da Polícia Rodoviária Estadual (que já havia dado suas caras quando entramos na Rodovia dos Trabalhadores) que tentou impedir a passagem dos ciclistas no alto da serra de Ubatuba. Como sempre aquele papinho furado de evento não autorizado, desconhecimento do Código de Trânsito Brasileiro, que para a nossa segurança eles poderiam nos proibir de descer a Serra, de que levariam todos os ciclistas para a delegacia e por aí vai.

Falei que estávamos com 2 carros de apoio e uma ambulância inclusive, daí o PM disse – “Quer dizer que você já está prevendo que vai ocorrer um acidente?” – então respondi – “Ué? Não ocorrem acidentes com carros na rodovia? Se algum carro sofre um acidente vocês proíbem todos de circular? Estou sim com ambulância, mas se caso algum ciclista se acidente vocês irão nos socorrer? – o PM respondeu – “Claro que não!” – e finalizei – “Já que sei que não poderei contar com o estado, eu vim precavido, por isso a ambulância“.

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Nem vou discutir mais sobre o assunto, no Brasil vai demorar um pouco mais para o ciclista ser tratado realmente com respeito que teríamos em qualquer país civilizado do mundo, mas como sempre reforço, vivemos uma era de transição e trabalhos como o DBM servirão para formarmos essa massa de ciclistas que ensinará o estado como trabalhar para todos os cidadãos e não apenas para poucos como ocorre hoje em dia. O lado bom de tudo isso é que vivemos um momento de mudança e momentos como esses são bem dinâmicos, diferente das épocas de estabilidade que chegam até a serem chatas. É muito bom saber que fazemos parte dessa mudança.

Mesmo com a chuva, neblina, polícia, a força da natureza, tentativas de boicote, nada nos impediu de chegarmos a Praia e encerrarmos mais um Desafio Bicicletas ao Mar, não teve momento mais emocionante do que nossa chegada em Ubatuba com dezenas de ciclistas gritando a cada luzinha piscando que surgia na Ciclovia, ver a galera cumprimentando o Fábio e o Alessandro em Ubatuba foi surreal, ali sabia que todo meu trabalho fez sentido, valeu a pena cada noite mal dormida depois de tantas dificuldades que encarei para viabilizar esse DBM.

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Começando o encerramento, quero parabenizar nossos dois Handbikes, o Fábio e o Alessandro que foram grandes guerreiros, chegaram a praia e deram uma verdadeira lição de superação a todos que acompanharam suas sagas desde o início do Desafio e espero vê-los novamente nos próximos.

Agradeço a Livia, o Eudes, o Luisão, a Thelminha e a Helevi que tiveram suas fotos gentilmente “roubadas” para poder ilustrar esse post.

Agradecer a todos os Guias que trabalharam no DBM, sem citar nomes, mas os participantes do DBM sabem como foi importante a participação de cada vermelhinho no Desafio, sem dúvida alguma de nada adiantaria meu esforço se não tivesse a cooperação deles. Não posso esquecer de vários Masters (amarelinhos) que se portaram como verdadeiros tutores dessa galera.

Depois do Desafio sentei para fazer um rescaldo, ver quanto arrecadei e quanto gastei e depois de fechar as contas eu percebi que ganhei muita, (mas muita mesmo) “experiência” nesse DBM, por sorte não tive que colocar do meu bolso (hehe). Mas o DBM é muito mais que uma simples forma de ganhar dinheiro, é um evento que está em constante evolução e na busca do formato que me dê uma remuneração justa, mas principalmente que de todo o suporte necessário ao ciclista para que ele vença o Desafio e que tenhamos o mínimo de desistências no decorrer da caminhada, quem sabe lá pelo décimo DBM nós não encontremos essa fórmula.

Agora saio para umas curtas férias, estou seguindo rumo ao Parque do Jalapão, vou mapear outro circuito para que vocês possam ter a disposição mais um roteiro para a prática do Cicloturismo. Infelizmente não vou conseguir postar nada de lá durante a viagem, no máximo poucas fotos quando os celulares derem algum sinal de vida, mas quando voltar farei um verdadeiro guia e deixarei a disposição de todos que quiserem um dia conhecer um dos lugares mais espetaculares do planeta.

Durante essas férias também vou pensar no melhor formato para o 4º DBM que pretendo iniciá-lo no começo de maio, será um DBM mais compacto, com uma nova fórmula que deve agradar também os ciclistas mais experientes, pois a letra “M” do DBM terá dois significados, a mais óbvia que é Mar, mas nessa edição seu encerramento não será na praia e sim numa “Montanha”, aguardem que logo que voltar lançarei detalhes desse novo Desafio.

A dica para quem não quer ficar muito tempo parado é fazer parte de uma das Cicloexpedições que organizo, a próxima será no dia 12 de Abril quando desceremos a Serra da Graciosa, a viagem já está garantida pois temos o número mínimo de pessoas para realizá-la, mas ainda há vagas. Apesar de eu estar de férias, deixei uma pessoa para responder as mensagens e tirar as dúvidas do pessoal, só não deixem para a última hora, pois se todos que disseram que vão resolverem realmente ir, terei que alugar dois ônibus, aí já viu…

Finalizando mesmo, obrigado a todos, parabéns aos Desafiantes que chegaram a praia, foi muito bom fazer parte dessa conquista, mas agora que venham os próximos Desafios, pois uma vida sem desafios é muito mais chata, não é?

André Pasqualini

Expedição Cicloturística Estrada da Graciosa

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Primeiro vamos ao serviço

Data: de 12 a 14 de abril
Valor: R$475,00 em 3 vezes no cheque ou cartão
R$430,00 para pagamento a vista

O que está incluso?

  • Translado São Paulo-Curitiba em ônibus LD(Leito Turismo) com transporte das bicicletas
  • Café da manhã na chegada em 4 Barras no sábado, antes do pedal
  • Hospedagem em Curitiba de sábado para domingo, com café da manhã
  • Subida da Serra do Mar pelo trem turístico de Morretes até Curitiba
  • Carro de apoio durante a descida da Graciosa

Aceitaremos a presença de passageiros sem bicicleta pelos mesmos valores, a diferença é que os passageiros sem bicicleta, além de ter direito a tudo que está descrito acima, farão o deslocamento de Curitiba a Morretes pelo Trem Turístico.

A programação

A saída de São Paulo irá ocorrer no dia 12 de abril, por volta das 22h00, o ponto de partida será, provavelmente, algum local próximo a estação Butantã da linha amarela do Metro, perto de um estacionamento onde os passageiros poderão deixar seus carros, o custo deve ficar por volta de 40 reais todo o final de semana.

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Passaremos a noite na estrada e chegaremos a Quatro Barras (região metropolitana de Curitiba) por volta das 6h00 da manhã. Lá será servido um café aos ciclistas (incluso no pacote), enquanto os passageiros sem bicicleta se deslocam até Curitiba para pegar o trem rumo a Morretes.

A partir de Quatro Barras os ciclistas seguirão pedalando por cerca de 50 quilômetros até Morretes, sendo que no caminho ele descerá a linda Estrada da Graciosa, famosa por seus paralelepípedos. São vários os mirantes, pontos de paradas, pequenas cachoeiras, o ciclista terá muito tempo para curtir todo o trajeto.

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Em Morretes os ciclistas estarão livres para passear pela cidade e a dica aqui é não deixar de comer o famoso “Barreado”, prato típico dos tropeiros da região.

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As 15h00 todos os ciclistas deverão se dirigir até a estação de trem da cidade para dar início ao retorno a Curitiba. A subida de trem tem um visual simplesmente deslumbrante, cortando uma área bem preservada da imponente Serra do Mar. A noite em Curitiba será livre, os ciclistas poderão se organizar para fazer um tour pela cidade de bicicleta.

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Na manhã de domingo, após o café da manhã, faremos um passeio pela cidade visitando alguns pontos conhecidos da capital paranaense, como o Museu do Olho, o Jardim Botânico, encerrando nosso pedal almoçando em alguma churrascaria. Após o almoço os ciclistas retornam ao Hotel, faremos os check-outs, embarcaremos no ônibus e retornamos a São Paulo, com previsão de chegada por volta das 22h00, no mesmo ponto de partida.

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Para garantir sua vaga, preencha o formulário abaixo, lembrando que em junho organizaremos outra Cicloexpedição, dessa vez com destino a Serra do Rio do Rastro e há uma condição super especial para quem quiser fazer as duas viagens.

Vale lembrar que essa Cicloexpedição é indicada para qualquer tipo de ciclista, mesmo aqueles sem muita experiência no pedal, se você consegue pedalar uns 30 quilômetros na Ciclofaixa de Lazer de São Paulo, conseguirá participar dessa cicloexpedição tranquilamente. Garanta logo sua vaga preenchendo o formulário abaixo.

Lançamento do livro A Vida Em Ciclos

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Primeiro ao serviço:

Data: 21 de março de 2013 (quinta)
Hora: 20h00
Local: Restaurante Piraquara
R Antonio Macedo Soares, 1.150, Campo Belo (veja o mapa)

Não posso dizer que foi um “parto” conseguir lançar o meu livro, pois um parto só dura 9 meses, enquanto a saga para publicar esse livro levou quase dois anos. Foram 106 dias viajando pelo Brasil e mais de um ano viajando nas palavras, uma verdadeira saga escrever um livro com tamanha carga emocional, contar detalhes dos momentos onde mais passei por sofrimentos em toda minha vida.

Já imaginou o que é pedalar com depressão? Foi exatamente assim que estava quando saí de São Paulo e encarei essa aventura batizada como Projeto Biomas e que deu origem ao Livro A Vida em Ciclos. Posso garantir que muito do que sou hoje se deve a esse conflito constante entre felicidade e tristeza que vivi nesses dias. Lembro de algumas situações, quando mais jovem, achava ridículo ver alguém sofrendo por amor, quando alguém cometia o suicídio então… Que absurdo, como uma pessoa pode ser tão fraca!

Mas bastou eu viver uma intensa dor que machuca muito mais que as dores físicas para conseguir compreender o que se passa pela cabeça de pessoas deprimidas e até entender o que leva muitas delas a desistirem da vida. Recentemente perdemos um grande artista, o Chorão e impossível não fazer uma analogia, acredito que só não tive o mesmo fim graças ao meu filho, pois sempre que era atormentado por desejos de dar um fim a minha dor da maneira mais fácil, bastava me lembrar do meu filho, lembrava do meu último encontro antes da viagem (narradas no prólogo do livro) que as forças voltavam e o desafio de chegar vivo em casa preponderava.

Que pedal, sem querer plagiar o rei, mas foram tantas emoções distintas, dor e alegria caminharam ao meu lado durante toda a viagem, inclusive dor física pois desafios não faltaram. Me deslumbrava com as paisagens impressionantes do nosso interior do Brasil que a cada dia surgia de forma diferente, a vida abundante no Pantanal, a imponência da Floresta Amazônica, e o que falar do Parque do Jalapão!

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E as pessoas? Cada história maravilhosa e como foi bom receber tanto carinho, seja das pessoas que eu encontrava na estrada, ou das pessoas que me acompanhavam a quilômetros de distância, mas que estavam diariamente ao meu lado graças a esse blog.

Tentei durante esses quase dois anos colocar o máximo de emoções que vivi nesse livro, por diversos momentos tive dúvidas sobre se respeitaria meu sentimento na época dos fatos ou aquilo que estava sentindo após meses da viagem. Na dúvida sempre optei por deixar meu coração falar. Não tenho a pretensão de ensinar nada a ninguém, mas desejo muito, como diz o Milton Jung na aba do meu livro, fazer vocês pensarem. Ninguém tem a verdade absoluta, mas cada um tem a sua e nem todos conseguiram descobrir ainda qual é a sua verdade. Eu ainda não descobri, vou morrer tentando descobri-la, mas tenho certeza que avancei muito nesse processo.

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E que honra ter na aba do meu livro um texto do Milton Jung, jornalista da Rádio CBN e ancora do CBN Brasil que fala com os ouvintes do Brasil inteiro todas as manhãs. Falta ainda o texto da minha querida enrolada Renata Falzoni, que vai ilustrar a contra-capa do meu livro. Aliás ela foi a primeira pessoa a receber um exemplar, com a missão de ler e escrever esse texto. Como fiz uma impressão digital, provavelmente a próxima edição já terá o texto dela.

Bem, finalmente irei lançar meu livro, não é exatamente como queria, minha intenção era fazer um livro com muitas fotos, ter um bom revisor e editor do meu livro… Mas meus amigos mais próximos sabem o quanto tudo é mais difícil para mim, e porque  seria diferente com o livro? Ao menos o tirei (melhor, coloquei) no papel, um livro 100% independente das grandes corporações, do mercado, do capital, mas muito dependente dos amigos e como é bom ter tantos amigos para contar. A arte da capa e diagramação foi feita pela minha amiga Rosana Grimaldi, uma linda capa usando como base uma foto que tirei na viagem, foto essa que o meu outro amigo Willian Cruz profetou que seria a capa do livro.

A revisão foi feita por outras três amigas, a Gi, a Andreia e a Edna e o restante por mim, editei, revisei, adaptei a versão com fotos para essa sem fotos, finalizei a arte, fechei o arquivo e mandei para a gráfica. Aliás se no meio do texto eu fizer referencia a alguma foto que não está no livro, me desculpe, pois eu retirei as fotos mas não tive tempo de revisar o texto de todo o livro. Mas como tudo que criei até hoje acabou tendo vida própria e deixa de ser meu rapidamente, sei que poderei contar com a ajuda dos meus amigos leitores que encontrarão os erros e me apontarão para fazer os ajustes, o corrigindo a cada tiragem.

A primeira foi com 50 exemplares e de 50 em 50 vou espalhando meu livro por aí. O objetivo será o de guardar uma grana para poder fazer uma tiragem maior e uma versão com fotos, o que trará muito mais energia e informações para esse livro.

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Aliás estou entrando com um projeto cultural no Ministério da Cultura para tentar a aprovação numa lei de incentivo. Se conseguir aprovar farei uma tiragem de 3 mil livros e uma nova viagem pelo Brasil, passando pelas principais cidade que percorri durante a minha viagem, fazendo palestras em escolas e doando TODOS os 3 mil livros para jovens de escolas públicas do Brasil.

Falando sério, quem me conhece sabe muito bem que se dependesse de mim eu jamais venderia um livro, daria de graça, pois não tem nada mais gratificante do que alguém vir até você comentar sobre um livro que você escreveu, não tem preço que pague isso. Mas infelizmente vivemos num mundo capitalista e além de caro é muito complicado imprimir um livro. Justamente por esse motivo é que manterei a versão digital de graça “forever”, mesmo se um dia ele for comprado por uma editora, essa será minha condição eterna.

E quem quiser comprar, vou vendê-lo por R$55,00 (R$50,00 para quem pagar em dinheiro, na hora ou fizer deposito bancário), ele já está disponível em minha lojinha, só começarei a entregá-lo após o lançamento, mas se você for pessoalmente no lançamento do meu livro com o comprovante de deposito, poderá levar seu exemplar na hora.

Pra encerrar, vou ficar muito feliz em rever meus amigos nesse dia, antes do lançamento oficial do livro eu farei uma pequena palestra sobre a viagem contando algumas histórias interessantes, só mesmo para aguçar a curiosidade de vocês, mas o que vai valer mesmo será a presença de todos meus amigos, reais ou virtuais e espero que o espaço fique pequeno para tanta gente.

André Pasqualini

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Reaberta as inscrições para Praieiros do 3º DBM

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Encerrada a primeira fase das inscrições e infelizmente não iremos mais abrir vagas para os Ciclistas Desafiantes, pois já demos início aos treinos e é fundamental que os Desafiantes participem desde o início. Tem ainda outro detalhe, todas as 100 vagas foram preenchidas!

Ainda restam algumas camisetas da Categoria Master, indicada a ciclistas experientes que pretendem participar dos treinos que programamos aos Desafiantes. Caso seja o seu interesse, mande um email para bicicreteiro@gmail.com que eu passo as instruções. Só não dá para esperar muito, pois restam poucas camisetas (não iremos fazer mais), sendo que masculinas só temos tamanho G e GG.

Agora se você é um ciclista experiente e quer participar apenas da descida para a praia, abrimos novas vagas e ainda há tempo de garantir a sua. Mas atenção, a data limite para a inscrição nessa categoria é o dia 12 de março de 2013, ou até atingir o limite máximo de 200 vagas nessa categoria, o que atingirmos primeiro.

Vale lembrar que a descida será pela Rota Márcia Prado e clicando aqui você terá todas as informações necessárias a respeito da Rota.

Para fazer sua inscrição, preencha o formulário abaixo escolhendo uma das opções. Você receberá um email com as instruções de pagamento e só depois que o pagamento for confirmado é que sua inscrição estará garantida. Dessa vez o ciclista terá a opção de escolher entre o Kit com camiseta simples, em Dry, ou com uma camiseta de ciclista.

A retirada dos Kits será realizada direto na Ciclourbano (Vila Olímpia) dos dias 20 a 23 de março, em horário comercial.

Devido a interdição da Rota Márcia Prado por causa das fortes chuvas que cairam na Serra do Mar no mês passado, resolvemos realizar uma nova descida quando a rota for reaberta (provavelmente em Maio) e como tínhamos que finalizar o 3º DBM, resolvemos fazer a viagem do Desafio para Ubatuba. Como apenas alguns Praieiros resolveram participar desse novo trajeto, faremos a entrega dos kits desses que irão participar (e ainda não retiraram) em Taubaté, no dia 23 de março e após o dia 26 de março deixaremos os Kits daqueles que ainda não retiraram na Ciclourbano, até todos os Kits serem retirados, ou até a próxima descida. Dúvidas mandem mensagens para bicicreteiro@gmail.com.

Veja abaixo as opções de como você poderá se inscrever.

Kit Praieiro Simples R$80,00 (R$70,00 para pagamento em deposito bancário)

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Esse kit vem com uma camiseta em Dry na cor branca, igual a camiseta acima, é a camiseta já entregue aos ciclistas que se inscreveram antes do evento de entrega dos Kits em 17 de fevereiro.

Kit Praieiro Ciclista R$140,00 - (120,00 para pagamento em deposito bancário)

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Esse kit virá com essa camiseta de ciclista, igual da imagem acima, da cor branca, especialmente produzida para o Desafio.

Kit Praieiro Full R$170,00 (150,00 para pagamento em deposito bancário)

Já esse kit virá os dois tipos de camiseta, tanto a de ciclista como a em Dry.

Para os praieiros que já compraram o kit simples e quiserem fazer um “upgrade”, mande um email para bicicreteiro@gmail.com que farei uma condição super especial a vocês.

Já os Desafiantes e Masters que quiserem fazer uma camiseta de ciclista, mande um email direto a mim, ou me procurem nos treinos, pois em todos eles levarei mostruários com essas camisetas para vocês experimentarem.

Não deixem para última hora, pois não ultrapassarei o limite máximo de ciclistas e nem venderei novos Kits após do prazo limite de 12 de março, até porque a infraestrutura foi montada pensando num número limitado de ciclistas. Dúvidas usem o campo de comentários, lembrando que dificilmente quem deixar para última hora poderá fazer parte do nosso grupo.

Para se inscrever preencha as instruções abaixo e aguardem que vocês receberão um email com as instruções de como efetuar o pagamento e concluir sua inscrição.

INSCRIÇÕES ENCERRADAS, NÃO DEU NESSA, PORTANTO AGUARDE O PRÓXIMO DBM

Inscrições abertas para o 3º Desafio Bicicletas ao Mar

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Qual ciclista paulistano que nunca sonhou em chegar até o litoral pedalando? Você acha que esse desafio não é para você? Eu não concordo.

Qualquer pessoa pode praticar o Cicloturismo e qualquer pessoa pode chegar à praia pedalando. Vencer esse desafio só depende de você e para te ajudar, criamos o Desafio Bicicletas ao Mar. Se ainda não conhece o Desafio, vá até a sua página e saiba mais sobre sua história.

Para participar basta se inscrever no formulário no final dessa página, o próximo desafio terá início no dia 17 de fevereiro de 2013, quando faremos a entrega dos kits e daremos início a uma série de treinos (14 no total), culminando no grande Desafio, que ocorrerá no dia 24 de março de 2013. No dia da entrega dos kits (clique aqui para saber o local), os participantes receberão, junto com o kit, uma credencial com a data e detalhes de cada treino, inclusive com os trajetos. Abaixo o local que ocorrerá a entrega dos Kits.

Data: Dia 17 de fevereiro de 2013
Horário: das 8h00 as 17h00
Local: Rua Colibri, 55B – Moema

Os Treinos

Teremos sempre dois treinos noturnos, durante a semana, dentro da cidade de São Paulo. O ponto de encontro nos últimos dois Desafios foi o Parque do Ibirapuera, mas até o dia 17 de fevereiro divulgaremos o local de concentração que provavelmente será num raio de 5 quilômetros do parque.

Principalmente os treinos durante a semana serão direcionados aos ciclistas iniciantes (que vamos chamar de desafiantes), treinos necessários para que o ciclista conquiste condicionamento físico. Sairemos em dois grupos, um que pedalará mais forte, para ciclistas que já se encontram numa condição física mais privilegiada, e outro mais leve, focado nos ciclistas desafiantes. Mas nada impede que um ciclista do grupo mais lento melhore sua condição física e passe a integrar o grupo dos ciclistas mais velozes, isso irá ocorrer de forma natural durante os treinos para o Desafio.

Além dos treinos de semana, a cada domingo teremos um treino mais longo, uma simulação de uma Cicloviagem. São pedais que duram o dia inteiro, com distâncias variando entre 50 e 100 quilômetros, sempre evitando grandes rodovias e buscando rotas aprazíveis, verdadeiras cicloviagens. A cada treino aumentaremos o nível de dificuldade gradualmente, de uma forma que qualquer participante consiga vencer cada etapa.

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A novidade dessa edição é que os treinos de domingo, além de planilhados, também serão sinalizados e contarão com dois carros de apoio para a segurança dos participantes.

Clique aqui e veja todos os roteiros que faremos no 3º DBM.

As Categorias

Nesse Desafio teremos 3 categorias distintas, preste atenção em qual categoria você se encaixa e faça sua inscrição, lembrando que são apenas 100 vagas para cada categoria, portanto não perca tempo.

Ciclista Desafiante – 100 vagas – R$170,00

No Desafio, chamaremos o ciclista iniciante de “Desafiante”, será o ciclista que receberá nossa maior atenção, além do Kit com camiseta exclusiva (e de uso obrigatório nos treinos de domingo e no dia do Desafio), cada desafiante receberá uma consultoria pessoal para ajudá-lo na compra ou adaptação da sua bicicleta e terá um acompanhamento direto quanto a sua participação nos treinos. Essa consultoria poderá ser por email ou pessoalmente nos eventos e encontros agendados antes do Desafio. O ciclista deverá ser de São Paulo (capital) ou ter ao menos condições de participar dos treinos de domingo, treinos esses que darão o Brevê para participação do Desafio.

O Desafiante que não puder participar dos treinos noturnos, receberá uma orientação específica de como realizar seus treinos durante a semana, mas é fundamental que esse ciclista se dedique e tente participar de ao menos 70% dos treinos, quanto mais participações em treinos ele tiver, mais facilidade ele terá no dia do Desafio.

O kit do Ciclista Desafiante contêm

1 Camiseta Dry-fit exclusiva do Desafio
1 Credencial com informações sobre cada treino
Manual com planilhas e informações do trajeto de cada treino de domingo

IMPORTANTE: As inscrições do ciclista desafiante só serão aceitas até o dia 16 de fevereiro, após essa data, mesmo se ainda houverem vagas, não receberemos inscrições de desafiantes, pois é fundamental que esse ciclista participe dos treinos desde o início, já que eles irão aumentar o nível de dificuldade com o tempo.

Ciclista Master – 100 vagas – R$140,00

Ciclista Master é aquele ciclista experiente, que já venceu o Desafio Bicicletas ao Mar, ou que já pedala a muito tempo e sabe que tem condições de realizar uma cicloviagem em grupo sem maiores problemas. Pode ser também aquele ciclista que já pedalou forte tempos atrás e busca voltar a ter melhor condicionamento físico. O Ciclista Master terá direito a participar de todos os treinos, sejam os de domingo como os de semana e também receberá um Kit com camiseta exclusiva (também obrigatória para participação no Desafio e nos treinos de domingo).

O Ciclista Master é aquele ciclista que não está apenas a fim de participar, mas que também busca fazer parte desse grande momento e está disposto a ajudar outros ciclistas a vencer o Desafio Bicicletas ao Mar. Muitos dos Ciclistas Masters, estão fazendo companhia a amigos que estarão participando do seu primeiro Desafio.

O kit do Ciclista Master contêm

1 Camiseta Dry-fit exclusiva do Desafio
1 Credencial com informações sobre cada treino
Manual com planilhas e informações do trajeto de cada treino de domingo

Ciclista Praieiro – 100 vagas – R$80,00

Essa é a categoria destinada ao ciclista que pretende participar apenas do dia do Desafio, em 24 de março de 2013, categoria indicada a ciclistas de outras cidades, ou aquele que só pretende mesmo percorrer a Rota Márcia Prado na segurança de um grande grupo. Vale lembrar que essa categoria é indicada apenas a ciclistas que tem plenas condições de vencer o Desafio. Ele terá direito a todo o suporte dado aos ciclistas Masters e Desafiantes que farão parte da pedalada até o mar.

O kit do Ciclista Praieiro contêm

1 Camiseta Dry-fit exclusiva do Desafio
1 Credencial com informações sobre o dia do Desafio
Planílha e manual com informações do trajeto da Rota Márcia Prado

Ação Social

A cada Desafio, uma parte do dinheiro arrecadado será destinada a alguma ação social. Nesse Desafio em especial, usaremos parte dessa verba para montar uma Oficina Comunitária na comunidade que recebeu as bicicletas durante a Campanha Bicicletas de Natal. Inclusive, tanto no dia do Desafio como nos treinos que acabaremos passando pela comunidade, haverá pontos de apoio aos ciclistas.

foto03Creche que fica no trajeto da Rota Márcia Prado e que receberá material para montagem da Oficina Comunitária

Nosso objetivo é, a cada Desafio, atender alguma comunidade que exista no decorrer da Rota Márcia Prado, para que tenhamos cada vez mais bases de apoio nos eventos do Desafio, ou mesmo em outros eventos que possam vir a acontecer pelo mesmo trajeto.

Está lançado o Desafio, para participar preencha o formulário abaixo e você receberá instruções para o pagamento da inscrição, além de como obter um desconto para pagamento a vista.

Não deixe de ler também o Termo de Responsabilidade que todos os participantes serão obrigados a assinar. A assinatura do termo é condição para o recebimento do kit, não é necessário levá-lo impresso, mas é importante que o ciclista saiba e concorde com os termos que será obrigado a assinar no dia da entrega do Kit.

Depois de garantir sua vaga no 3º Desafio Bicicletas ao Mar, é só aguardar mais informações por email, aqui mesmo pelo blog ou pelas redes sociais. Não deixe de participar também do nosso grupo de discussão no Facebook.

Agora é com você, participe, seja um Desafiante e vença o seu Desafio!

André Pasqualini

Obs: Estou cadastrando as inscrições, uma a uma, manualmente. No máximo em dois dias você deverá receber um email com as informações necessárias para dar continuidade a sua inscrição.

Formulário de Inscrição

As inscrições para Desafiantes se encerraram devido ao início dos treinos. Mas reabrimos as inscrições apenas para Praieiro e elas vão até o dia 12 de março ou até vendermos todos os Kits remanescentes. Clique aqui e acesse o post para mais informações,

Cicloexpedição Pico do Gavião

VIAGEM JÁ REALIZADA

A “PasquaTur” promove mais uma expedição cicloturística. Brincadeiras a parte, para a próxima Cicloexpedição turística programei um desafio maior, vencer uma das montanhas mais altas de Minas Gerais, o Pico do Gavião. O Pico do Gavião é um dos melhores pontos para a prática do Vôo Livre do Brasil, a expedição será realizada nos dias 18 a 20 de janeiro de 2013. Quer começar o ano pedalando nas alturas? Então veja abaixo o cronograma da expedição e como participar:

Dia 18 de janeiro de 2013 – Sexta

20h00 – Saída de São Paulo com destino a Andradas

Sairemos de algum ponto da cidade de São Paulo, ainda a ser definido, e seguiremos pela Rodovia dos Bandeirantes rumo ao Sul de Minas Gerais. Chegaremos na Pousada Pico do Gavião por volta das 0h00 onde os ciclistas poderão descansar e se preparar para o dia seguinte.

Dia 19 de janeiro de 2013 – Sábado

8h00 – Pedal rumo ao Pico do Gavião.

Ao amanhecer na pousada os ciclistas já poderão avistar seu destino, o cume do Pico do Gavião. O trajeto tem 12 quilômetros e é feito inteiro por terra. A pousada está numa altitude de 1350 metros do nível do mar e o pico fica a 1663 metros.

Os primeiros oito quilômetros são contornando a montanha com subidas e descidas, nada muito diferente do que estamos acostumados. Quando o ciclista chegar na entrada da estrada que nos leva ao pico, ele estará a uma altitude de 1250 metros, ali começará o verdadeiro desafio, mais de 4 quilômetros, sempre subindo.

Clique aqui para ver o trajeto e a altimetria desse trecho

O trajeto tem muita areia, como estaremos numa época mais úmida, provavelmente a pista estará mais firme o que facilitará a tração, de qualquer forma é fundamental que a bicicleta esteja com pneus para terra. Ao chegar ao cume os ciclistas poderão até saltar de Paraglaider, inclusive daremos essa opção para que o ciclista pague o salto junto com o pacote.

No cume do Pico do Gavião faremos um piquenique com os participantes, como teremos um carro de apoio, com a chegada do último ciclista (por volta das 12h00) iniciaremos o piquenique, sendo que nossa volta se dará a partir das 14h00, retornando para a pousada onde jantaremos e descansaremos para o dia seguinte.

Veja na pagina do Bicicreteiro no Facebook algumas das fotos desse trajeto

Dia 20 de janeiro de 2013 – Domingo

8h00 – Pedal para Andradas até a vinícola Casa Geraldo.

Outro trajeto com cerca de 12 quilômetros, mas dessa vez, a maior parte em descida, seguindo a trilha do Caminho da Fé. O grupo fará seu café da manhã e logo em seguida o Check-out na pousada, guardando suas malas dentro do ônibus. Seguiremos a rota sinalizada do Caminho da Fé, passando pela cidade de Andradas, até a Casa Geraldo, uma tradicional vinícola da região.

Lá os ciclistas guardarão suas bicicletas no ônibus e faremos uma visita degustativa a vinícola, encerrando a visita com um belo almoço no restaurante da vinícola. Após o almoço, nos dirigiremos ao ônibus e retornaremos a São Paulo.

Clique aqui para ver o trajeto e a altimetria do segundo dia

O que o pacote inclui?

Transporte: O transporte será em ônibus LD (Leito Turismo) com o máximo de conforto

Hospedagem: Duas pernoites na Pousada Pico do Gavião

Carro de apoio: Nessa viagem teremos um carro de apoio que carregará alimentos e dará suporte a todos os ciclistas durante os dois dias de pedal.

Alimentação: O pacote inclui pensão completa, apenas as alimentações durante as paradas de ônibus na estrada não está inclusa, veja abaixo tudo que o pacote incluí.

Café da manhã na Pousada no sábado e no domingo e jantar na noite de sábado.

Piquenique no Pico do Gavião no sábado.

Almoço no domingo na Casa Geraldo com bebidas inclusas (sucos e vinhos).

Quanto custa e as formas de pagamento.

O preço do pacote é R$420,00 e pode ser pago no cartão e parcelado em 3 vezes. Para o pagamento a vista (deposito bancário) o preço é de R$380,00.

Quem pretende saltar de Paraglider pode efetuar o pagamento junto com o pacote se preferir, o salto custa 150 reais, marque essa opção no formulário que incluíremos o salto na sua fatura. Caso o tempo não esteja bom para o salto, o dinheiro será devolvido no dia.

Para confirmar sua vaga, preencha o formulário abaixo e em até 24 horas você receberá um email com as instruções de pagamento, sua inscrição só estará garantida após o pagamento. É possível que pessoas sem bicicleta participem da viagem, mas o custo da viagem será o mesmo. Nesse caso, o deslocamento da Pousada até o Pico do Gavião será feito de carro e o deslocamento até a Vinícola será realizado de ônibus.

Acesse também o evento na página do Facebook para tirar informações.

Garanta já sua vaga e se tiver alguma dúvida faça sua pergunta no campo de comentários ou mande um email para bicicreteiro@gmail.com

André Pasqualini

VIAGEM JÁ REALIZADA