Como foi o 3º Desafio Bicicletas ao Mar

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Pretendo escrever algo que sirva tanto para as centenas de pessoas que já participaram dos DBMs (Desafio Bicicleta ao Mar), como para alguém curioso para saber um pouco mais de como funciona essa coisa maluca que é o Desafio Bicicletas ao Mar. Chegou até aqui porque viu um monte de ciclistas verdinhos passando por você? Quer fazer parte também dessa maluquice? Então continue a leitura.

No dia 24 de março de 2013 aconteceu o encerramento do 3º Desafio Bicicletas ao Mar, para saber um pouco da história do Desafio, entre nesse link aqui ou clique na página do Desafio no alto do blog.

Lancei o 3º DBM em janeiro de 2013 e seguindo a linha evolutiva na busca de um evento perfeito, abrimos apenas 300 inscrições para 3 categorias distintas (100 para cada), os Praieiros, ciclistas experientes que desejavam apenas percorrer o trajeto do dia do Desafio, os Masters, ciclistas experientes que já participaram de outros Desafios, mas que queriam participar de todos os treinos e os Desafiantes, ciclistas iniciantes que desejavam ganhar condicionamento e experiência para poder chegar a praia, consequentemente entrar em definitivo para esse nosso mundo da bike.

Ah, vale lembrar que o objetivo principal do Desafio é fazer com que os ciclistas Desafiantes adquiram uma melhor condição física e principalmente psicológica  para que eles consigam percorrer a Rota Márcia Prado, uma rota Cicloturística de 100 quilômetros que liga as cidades de São Paulo e Santos, ciclistas Masters ou mesmo os Praieiros são apenas pessoas que querem participar da festa. Apesar das inscrições serem abertas em janeiro, os treinos só começaram em 19 de fevereiro e todo esse tempo serviu para os ciclistas Desafiantes se programassem para poder se dedicar exclusivamente ao Desafio, consequentemente aumentando as chances de êxito.

Seriam 15 treinos num espaço de 35 dias, sendo dois treinos noturnos por semana (terças e quintas), mais uma simulação de cicloviagem a cada domingo. Praticamente o mesmo formato dos Desafios anteriores, a diferença estava nos treinos de domingo, além de toda a rota ser sinalizada, eu teria a disposição dois carros de apoio mais uma ambulância. Claro que tudo isso tem um altíssimo custo, por isso resolvemos cobrar uma taxa de inscrição de 150 reais para os Desafiantes, 120 para a categoria Master e 70 reais para os Praieiros, esses não teriam o direito de participar dos treinos noturnos nem dos de domingo, apenas do Desafio.

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Desde o primeiro desafio eu incluí os praieiros, pois muitos ciclistas me procuravam querendo apenas descer a Rota Márcia Prado, vários são de outras cidades e não poderiam participar dos treinos, sem falar nos próprios ciclistas de São Paulo que só querem mesmo percorrer a Rota Márcia Prado. Como tenho uma enorme dificuldade em dizer não, acabei tentando fazer algo que agradasse a todos. O maior problema que sempre vi nessa categoria, pois nem todos os praieiros conseguiriam entender o verdadeiro espírito do Desafio, que é o do grupo trabalhar para que todos cheguem, todos vençam o Desafio e que de alguma forma a bicicleta mude a vida dessas pessoas para melhor. Alguns praieiros que acompanham de perto o Desafio até conseguem perceber esse espírito, mas infelizmente essa categoria acaba atraindo ciclistas que só encaram o Desafio como mais um Ciclo-passeio para poder contar com a logística e fazer seu pedal e ai que está o problema.

1ª Etapa: O início dos treinos

Voltando ao Desafio, no dia 19 de março, data do primeiro treino, quando o relógio marcou 20h00, haviam mais de 100 ciclistas com camisetas verdes (Desafiantes) e amarelas (Masters) prontos para pedalar no nosso ponto de encontro no Parque do Ibirapuera. Também lá estavam vários ciclistas de camisetas vermelhas, os Guias que em sua maioria basicamente são ciclistas mais experientes, que tirando o Gallo, todos já haviam sido desafiantes nos desafios anteriores, sendo que o primeiro ocorreu em abril de 2012. Apesar da imensa ajuda que eles e alguns Masters me deram, de cara vi o quanto seria complicado administrar esse Desafio.

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Logo no primeiro pedal eu percebi que em vários Desafiantes sobrava disposição e que se encaixariam perfeitamente na condição de Master, se fosse só pela condição física. Vi também alguns Masters que deveriam ter se inscritos como Desafiantes e já vi que um dos equívocos foi deixar que cada ciclista se categorizasse, algo que irei corrigir no próximo DBM. Apesar de sempre andar no fundão, nos treinos de domingo eu costumo a guiar a massa e levar 100 ciclistas para treinar (e não passear) por São Paulo foi bem complicado. Por causa disso eu dividi o grupo com duas saídas, uma as 20h00 e outra as 21h00.

Apesar de alguns contratempos foi a melhor solução, mas percebi que enquanto teria facilidade com alguns, outros precisariam de uma atenção maior, algo que infelizmente não consegui dar da forma que gostaria. Isso me deixou clara a necessidade de criar grupos mais homogêneos, algo que já estou pensando em criar no próximo DBM, de qualquer forma os treinos foram bem concorridos e não tivemos que repetir nenhum trajeto.

2ª Etapa: O primeiro treino de domingo, Ciclovias e Ciclofaixas

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No 2º DBM tivemos 22 treinos sendo 5 treinos de domingo, mas nesse, devido a uma dificuldade de calendário, fui obrigado a reduzir para 4 treinos antes do Desafio, sendo que o primeiro treino realizamos um pedal com cerca de 73 quilômetros pelas Ciclovias e Ciclofaixas de São Paulo.

O trajeto foi praticamente plano, sem muitas dificuldades para os ciclistas, mas tinha como objetivo mostrar aos Desafiantes que não é difícil passarmos da barreira dos 70 kms pedalados num único dia, mesmo assim senti falta de um treino mais curto antes desse. Alguns desafiantes acabaram desistindo depois desse treino, foram poucos, acho que uns 4 de um universo de mais de 100, garanto que se eles insistissem teriam avançado como alguns em condições até piores assim fizeram, mas esse é outro desafio, não apenas melhorar a condição física dos Desafiantes, mas fazer com que eles continuem acreditando que é possível.

3ª Etapa: Treino para Paranapiacaba

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Esse treino só decidi fazer na sexta feira, dois dias antes do treino em si. Nosso destino seria o Solo Sagrado da Guarapiranga, ocorre que eu acabei marcando o treino justamente no dia do culto mensal da igreja, quando eles chegam a receber vinte mil pessoas num único dia. Por causa disso fui obrigado a arrumar outro trajeto e optei por Paranapiacaba, partindo da estação Mauá da CPTM.

Em Mauá os ciclistas conheceram o maior bicicletário das Américas com mais de duas mil vagas. Conheceram também o Adilson, idealizador do bicicletário, ouviram sua história e aprenderam na prática um dos significados dessa palavra “Cicloativismo”.

O trajeto de Paranapiacaba era mais curto que o primeiro treino, cerca de 47 kms, mas a diferença é que os ciclistas começaram a pedalar em trechos de terra e encararam várias subidas, tudo isso era para, além de condicionar, dar mais perícia aos ciclistas. Nesse dia ocorreu dois acidentes e ainda bem que dessa vez tínhamos ambulância que estava de prontidão para dar o socorro as vítimas. Nada tão grave, mas infelizmente os acidentes causaram mais algumas baixas entre os Desafiantes.

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Tombos sempre irão ocorrer na prática do ciclismo, mas outra tarefa do Desafio é preparar os ciclistas para evitarem os acidentes e mesmo se eles ocorreram, que o ciclista tenha a perícia para minimizar os danos. Apesar dos inúmeros contratempos, o treino foi válido para a maioria dos ciclistas.

4ª Etapa: O desastre na estrada de Manutenção e reviravolta nos rumos do Desafio

No final de fevereiro, logo após as enormes chuvas e deslizamentos que ocorreram na Serra do Mar, que inclusive matou uma motorista na pista de subida da Imigrantes, assim que vi o vídeo com o estado da rodovia, já previ que o pior teria acontecido com a Estrada de Manutenção da Imigrantes, pista que utilizamos para percorrer a Rota Márcia Prado, o que seria o evento final do Desafio. Não demorou e surgiram fotos mostrando a precariedade da pista, mesmo assim ficamos num limbo por quase duas semanas sem saber se faríamos ou não a descida pela RMP, até que resolvi, numa quinta feira, realizar essa descida e ver com meus próprios olhos a situação da pista.

Quando cheguei lá encontrei um cenário de guerra, simplesmente todos os pequenos veios de água que escorrem pela serra trouxeram tudo abaixo, sejam árvores e enormes rochas. A pista estava bloqueada em dezenas de pontos, vários com quase um metro de lama e quanto mais eu descia, maior a catástrofe. Levei  quatro horas para chegar ao final da Manutenção, sendo que num dia normal, o trajeto é feito em 40 minutos, sem pressa.

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Voltei e contei a todos o estado da Manutenção, pensei em tentar a Estrada Velha de Santos mas a mesma também estava interditada pelo mesmo motivo e isso deu uma desanimada no pessoal que estava completamente pilhado. Então passei a procurar alternativas e lembrei que em 2008, eu e um grupo com cerca de 30 ciclistas saímos pedalando de São Paulo, seguimos em um dia até Taubaté para no dia seguinte pedalarmos para Ubatuba.

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A maior das coincidências é que desse grupo fazia parte a saudosa Márcia Prado. Resolvi então adiar a descida da RMP para quando ela fosse reaberta e para encerrar o Desafio, quem quisesse poderia repetir esse pedal que fizemos em 2008 para Ubatuba. Cerca de 120 ciclistas toparam fazer esse pedal, então comecei a preparar uma verdadeira operação de guerra para levar essa galera até a praia.

5ª Etapa: Aumento da dificuldade, começo dos treinos de subida

Até esse dia, nossos treinos estavam evitando grandes subidas, apenas trechos mais planos e suaves, nada de fortes subidas, mas como o pessoal estava entrando na terceira semana de treinos, chegou a hora de exigir mais dessa galera, foi quando comecei a introduzir os treinos noturnos de subida.

Um treino que já é um clássico é o de fazer um sobe e desce constante na região da Paulista, saímos do Ibirapuera e subimos a Abílio Soares, depois descemos a 13 de Maio até a Rua Avanhandava e subimos novamente pela Herculano de Freitas e Peixoto Gomide. Descemos novamente e dessa vez subimos a Itapeva a partir do Bexiga, quando o pessoal achou que bastava, descemos até a Tutoia e subimos a Manoel da Nóbrega. Mas não havia acabado, para terminar seguimos todos para a montanha fora de categoria “HC”, a Ministro Rocha de Azevedo.

Os treinos de subida visavam trazer ganho muscular aos ciclistas que já estavam com suas pernas adaptadas ao pedal, nos dias seguintes ainda fomos desbravar as pirambas do Morumbi, já que os treinos a partir de então teriam muitas subidas no trajeto.

6ª Etapa: Cicloviagem pela Estrada dos Romeiros até Itu

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No nosso terceiro treino dominical, o destino foi Itu via a belíssima Estrada dos Romeiros. Nesse treino, os primeiros 25 quilômetros são bem planos, seguimos por uma rota que pega só um trecho pequeno de Marginal Tietê e depois segue beirando o Rio Tietê até Barueri, quando cruzamos o rio e seguimos rumo a Estrada dos Romeiros, quando começaram os Desafios.

Passamos por Santana de Parnaíba e Pirapora, sendo que para chegar nessa cidade são pelo menos 3 subidas muito longas, com desníveis maiores de 100 metros, perfeitas para as dificuldades que queria impor aos Desafiantes. Na saída de Pirapora ainda mais subidas, até reencontrarmos novamente o Rio Tietê quando tivemos um alívio já que a estrada segue por um longo trecho beirando o Rio que vai descendo rumo a Itu.

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Algumas poucas subidas e chegamos a Cabreúva, a partir dali o trajeto fica mais tranquilo, apenas com uma forte subida e logo estávamos em Itu. Eu sempre lá no fundão, mas os verdinhos turbinados seguiram a toda, sendo que o primeiro pelotão chegou as 14h00 em Itu e o ponto final foi lá no Restaurante do Alemão, famoso pela tradicional a parmegiana.

7ª Etapa: Ciclistas a prova d’água

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O último treino dominical do Desafio Bicicletas ao Mar era por uma rota recém mapeada, inédita no DBM e para a maioria dos ciclistas de São Paulo, batizada como Rota do Vinho, começa em frente a Usp em São Paulo, passa por Taboão da Serra, Embu das Artes e de lá segue por estradas de terra até a Estrada do Vinho já em São Roque, uma rota com muita dificuldade mas com a particularidade de não pegar quase nenhuma rodovia.

Para valorizar ainda mais a conquista dos ciclistas, percorremos boa parte da rota debaixo de muita chuva, principalmente no trecho de estrada de terra, o que testou ao limite a perícia dos Desafiantes que apesar de algumas quedas, não houve necessidade do uso da ambulância mais uma vez, um roteiro que deve figurar em todos os próximos DBMs.

8ª Etapa: Rumo à praia

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Como não poderíamos descer a Estrada de Manutenção, montamos umas operação de guerra para levar os ciclistas até Ubatuba. Havia 3 formas de se chegar a praia, a primeira seria pedalando desde São Paulo, num trajeto de 140 quilômetros (a contar da Praça da Sé) até a cidade de Taubaté. Dos 300 inscritos, a maioria resolveu esperar a Estrada de Manutenção ser reaberta, mas 120 toparam o Desafio de chegar a praia e pelo menos 60 saíram pedalando desde São Paulo, chegando a Taubaté entre 10h00 e 21h00 do sábado, dia 23 de março.

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Um ônibus com cerca de 28 ciclistas saiu de São Paulo no mesmo sábado, somou-se aos que saíram pedalando e quase 100 ciclistas se hospedaram no Hotel San Michel em Taubaté, praticamente dominamos todo o hotel.

Mas o Desafio começou no domingo, dia 24 de março as 5 da manhã para um grupo de 28 ciclistas que saíram num segundo ônibus de São Paulo e venho se juntar a nossa massa que as 8h00 estava pronta para seguir rumo a Ubatuba e entre esses ciclistas do ônibus de domingo dois grandes guerreiros em suas Handbikes, o Fábio Costa e o Alessandro Martinato, que participaram de alguns treinos e estavam lá prontos para motivar a galera e chegar a praia.

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Partimos para um pedal mais que épico, entre os 90 quilômetros que separam as cidades de Taubaté a Ubatuba há enormes montanha que somam um ganho de altitude de 2160 metros, pior que teve alguns ciclistas que acharam que seria só descida.

Foram muitas subidas, uma mais forte que a outra, além de várias baixas, principalmente por problemas mecânicos, teve até uma bicicleta que teve seu aro da roda aberto. Com grande esforço os Desafiantes, cerca de 50 de um universo de 100, foram vencendo cada montanha e conforme nos aproximávamos do topo da serra, para valorizar ainda mais nossa conquista tivemos que encarar uma névoa que deixava nossa visibilidade menor de 100 metros e ainda uma fina garoa.

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E para complicar ainda mais, tivemos mais uma “ajuda” da Polícia Rodoviária Estadual (que já havia dado suas caras quando entramos na Rodovia dos Trabalhadores) que tentou impedir a passagem dos ciclistas no alto da serra de Ubatuba. Como sempre aquele papinho furado de evento não autorizado, desconhecimento do Código de Trânsito Brasileiro, que para a nossa segurança eles poderiam nos proibir de descer a Serra, de que levariam todos os ciclistas para a delegacia e por aí vai.

Falei que estávamos com 2 carros de apoio e uma ambulância inclusive, daí o PM disse – “Quer dizer que você já está prevendo que vai ocorrer um acidente?” – então respondi – “Ué? Não ocorrem acidentes com carros na rodovia? Se algum carro sofre um acidente vocês proíbem todos de circular? Estou sim com ambulância, mas se caso algum ciclista se acidente vocês irão nos socorrer? – o PM respondeu – “Claro que não!” – e finalizei – “Já que sei que não poderei contar com o estado, eu vim precavido, por isso a ambulância“.

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Nem vou discutir mais sobre o assunto, no Brasil vai demorar um pouco mais para o ciclista ser tratado realmente com respeito que teríamos em qualquer país civilizado do mundo, mas como sempre reforço, vivemos uma era de transição e trabalhos como o DBM servirão para formarmos essa massa de ciclistas que ensinará o estado como trabalhar para todos os cidadãos e não apenas para poucos como ocorre hoje em dia. O lado bom de tudo isso é que vivemos um momento de mudança e momentos como esses são bem dinâmicos, diferente das épocas de estabilidade que chegam até a serem chatas. É muito bom saber que fazemos parte dessa mudança.

Mesmo com a chuva, neblina, polícia, a força da natureza, tentativas de boicote, nada nos impediu de chegarmos a Praia e encerrarmos mais um Desafio Bicicletas ao Mar, não teve momento mais emocionante do que nossa chegada em Ubatuba com dezenas de ciclistas gritando a cada luzinha piscando que surgia na Ciclovia, ver a galera cumprimentando o Fábio e o Alessandro em Ubatuba foi surreal, ali sabia que todo meu trabalho fez sentido, valeu a pena cada noite mal dormida depois de tantas dificuldades que encarei para viabilizar esse DBM.

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Começando o encerramento, quero parabenizar nossos dois Handbikes, o Fábio e o Alessandro que foram grandes guerreiros, chegaram a praia e deram uma verdadeira lição de superação a todos que acompanharam suas sagas desde o início do Desafio e espero vê-los novamente nos próximos.

Agradeço a Livia, o Eudes, o Luisão e a Helevi que tiveram suas fotos gentilmente “roubadas” para poder ilustrar esse post.

Agradecer a todos os Guias que trabalharam no DBM, sem citar nomes, mas os participantes do DBM sabem como foi importante a participação de cada vermelhinho no Desafio, sem dúvida alguma de nada adiantaria meu esforço se não tivesse a cooperação deles. Não posso esquecer de vários Masters (amarelinhos) que se portaram como verdadeiros tutores dessa galera.

Depois do Desafio sentei para fazer um rescaldo, ver quanto arrecadei e quanto gastei e depois de fechar as contas eu percebi que ganhei muita, (mas muita mesmo) “experiência” nesse DBM, por sorte não tive que colocar do meu bolso (hehe). Mas o DBM é muito mais que uma simples forma de ganhar dinheiro, é um evento que está em constante evolução e na busca do formato que me dê uma remuneração justa, mas principalmente que de todo o suporte necessário ao ciclista para que ele vença o Desafio e que tenhamos o mínimo de desistências no decorrer da caminhada, quem sabe lá pelo décimo DBM nós não encontremos essa fórmula.

Agora saio para umas curtas férias, estou seguindo rumo ao Parque do Jalapão, vou mapear outro circuito para que vocês possam ter a disposição mais um roteiro para a prática do Cicloturismo. Infelizmente não vou conseguir postar nada de lá durante a viagem, no máximo poucas fotos quando os celulares derem algum sinal de vida, mas quando voltar farei um verdadeiro guia e deixarei a disposição de todos que quiserem um dia conhecer um dos lugares mais espetaculares do planeta.

Durante essas férias também vou pensar no melhor formato para o 4º DBM que pretendo iniciá-lo no começo de maio, será um DBM mais compacto, com uma nova fórmula que deve agradar também os ciclistas mais experientes, pois a letra “M” do DBM terá dois significados, a mais óbvia que é Mar, mas nessa edição seu encerramento não será na praia e sim numa “Montanha”, aguardem que logo que voltar lançarei detalhes desse novo Desafio.

A dica para quem não quer ficar muito tempo parado é fazer parte de uma das Cicloexpedições que organizo, a próxima será no dia 12 de Abril quando desceremos a Serra da Graciosa, a viagem já está garantida pois temos o número mínimo de pessoas para realizá-la, mas ainda há vagas. Apesar de eu estar de férias, deixei uma pessoa para responder as mensagens e tirar as dúvidas do pessoal, só não deixem para a última hora, pois se todos que disseram que vão resolverem realmente ir, terei que alugar dois ônibus, aí já viu…

Finalizando mesmo, obrigado a todos, parabéns aos Desafiantes que chegaram a praia, foi muito bom fazer parte dessa conquista, mas agora que venham os próximos Desafios, pois uma vida sem desafios é muito mais chata, não é?

André Pasqualini