O dia que caminhei sem andar

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Sai de São Paulo e meu objetivo é… Voltar para São Paulo.

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“Nós nunca vamos chegar a lugar algum, estaremos sempre caminhando”

Quero nessa viagem fazer com que minha caminhada me faça crescer como pessoa, me traga lucidez, sabedoria e experiência para me conhecer melhor, fazendo com que esse meu caminhar eterno seja bom para mim e para as pessoas ao meu redor.

Os dias parados são os piores para mim. Mas são necessários para colocar os equipamentos em ordem e avaliar o que fiz até então. De certo modo o dia de hoje foi bem agitado para um dia de descanso. Consegui espantar alguns fantasmas, recebi uma energia bem bacana de alguém que não esperava, só não consegui falar com meu filho e a saudades dele é o que mais está pesando.

Minha avaliação não é a das melhores, meu sistema de captar energia das pedaladas não se mostrou tão eficiente, o aparelho de 500 reais para captar energia solar também ficou devendo.

A intenção de não gastar dinheiro com hospedagem até que esta indo bem, já com alimentação esta bem complicado, a não ser que eu seja movido a cana transgênica, não vejo outra maneira, pelo menos em São Paulo, de me alimentar com o que encontro por ai. Pra piorar, consultei minha conta bancária e vi que a coisa tá realmente ficando feia (olha que vi o deposito de uns amigos, valeu mesmo pessoal).

Depois de uma semana já deu para avaliar o tamanho do desafio e já ficarei feliz se completá-lo, comprando ou não comida e energia não renovável para meus equipamentos.

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Voltando a falar sobre meu dia na Praia do Torres em Sales, comecei o dia com um bom café da manhã, lavei e coloquei para secar um monte de roupas, além de dar um trato na minha bike.

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Ventava demais o dia inteiro e de onde estou consigo ver a chuva vindo pelo rio e saber se vai ou não me pegar. Por volta do meio dia tive que tirar a roupa do varal pois a chuva me acertou.

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A tarde o sol tentou aparecer entre as nuvens e consegui curtir um pouco a praia, inteira só para mim.

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Mas no final da tarde o vento piorou, tive que desarmar a minha barraca para não sair voando e até correr atrás da minha panela, que resolveu dar uma volta também.

Quando achava que não poderia piorar, o vento muda de posição, trazendo para mim uma nuvem de chuva que estava do outro lado do rio.

Resolvi mudar de quiosque, pois estava num pequeno bem de frente para a praia e fui para um mais protegido e maior, mais no centro do terreno e não tão afetado pelos fortes ventos.

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Derepente tudo se acalma e lá no horizonte o sol aparece para o mais belo por do sol que eu vi até então.

Depois foi só fazer a janta, escrever meu texto para o blog e ir deitar, pois amanhã vou ver se consigo finalmente acordar cedo para uma longa perna até Buritama, uma outra praia do rio Tietê, que visitei na viagem de 1997.

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Espero que a noite seja agradável, que a energia dessa lua cheia faça eu dormir rapidamente e que eu tenha aqueles sonhos maravilhosos e motivadores que tanto quero e preciso ter.

Pelo menos hoje vou dormir um pouco mais feliz, sem o bode das noites anteriores e apesar de tudo, ainda otimista e disposto a encarar os desafios que terei pela frente.

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