O batismo do Jalapão

Jalapão, depois de dias agradabilíssimos em Palmas me despedi da galera e parti para meu próximo destino, a cidade de Ponte Alta, considerada o Portal do Jalapão.

Antes de sair, passei na bicicletaria do Espaguete e comprei uma camara de speed reserva, porque depois de Dianópolis, terei só asfalto até Pouso Alegre, portanto será só pedal forte.

Segui em direção a Taquaruçu pra encarar a forte Serra do Carmo, lá almocei antes de terminar de subir a serra.  Aproveitei o sinal do celular para uma twittada básica.

Taquaruçu tem várias cachoeiras, subi até a do Roncador mas não quis pagar 5 reais, até porque não queria perder muito tempo ali pois já estava tarde, mas acabei ficando horas conversando com um brother que me deu várias dicas sobre o Jalapão, além de explicar melhor a história do Capim Dourado.

Na foto acima vários artesanatos produzidos com o Capim Dourado, que tem controle, não pode ser retirado do Jalapão e só pode ser colhido uma vez por ano. Acabei saindo de lá só com menos de duas horas de claridade e uma bela serra na frente.

Venci a serra e do outro lado uma bela descida e uma vila a uns 25 kms. Meu destino era Santa Helena a 35 kms, mais uma vez teria que pedalar de noite.

Para o meu azar, meu pneu furou duas vezes depois que escureceu, tentava encher até chegar numa cidade mas não teve jeito, tive que arrumar no breu mesmo.

No dia seguinte segui para Ponte Alta, o GPS marcava 70 kms até lá. O começo foi tranquilo, apesar de subir, peguei um bom trecho de asfalto.

Mas depois de 15 kms entrei na terra e numa subida muito pesada, creio que a mais íngreme da viagem. Como se isso não bastasse, a minha esquerda uma forte chuva. Não teve jeito, tive que empacotar minhas bagagens e encarar.

Acho que foi a pior chuva que já pedalei, foram ao menos 40 minutos de chuva forte. Infelizmente não consegui tirar fotos, mas passei por verdadeiros rios no meio da estrada, um verdadeiro batismo já que a chuva veio do Jalapão. E depois de quase uma hora de chuva, areião e até sol.

Depois de uns 160 kms de Palmas, cheguei em Ponte Alta bem cedo, por volta as 14h00. Na estrada conheci o “Bico” que trabalha na empresa de energia da região. O encontrei na estrada e ele me levou na Pousada Veredas das Águas. Lá conheci o senhor Arilon. Expliquei sobre o projeto da viagem e ele resolveu apoiar e me deu pouso de graça.

A pousada é linda, uns chalés confortáveis e espaçosos. Seu Arilon me deu várias dicas sobre o Jalapão. Se você está a fim de vir para cá e conhecer o Jalapão com conforto, aconselho procurá-los. O pessoal faz pacotes, se necessário vão buscar no aeroporto e com carro traçado os levam aos vários pontos turísticos da região.

A chuva castigou demais minha bike e bagagem, foi tanta chuva que o alforge não resistiu e molhou tudo. Agora não vou confiar mais no alforge e ensacar tudo, pois ainda terei muita chuva pela frente.

Hoje vou dar um pulo aqui perto para conferir o por do sol na Pedra Furada, a 15 kms de Ponte Alta. Aqui já é Jalapão, portanto, ao menos mais um post antes de entrar de vez no deserto irei publicar. Aguarde que vocês terão apenas uma pequena amostra do que terei pela frente nos próximos dias que prometem ser maravilhosos.

5 thoughts on “O batismo do Jalapão

  1. Adilson

    É isso ai André, jalapão é conhecido entre os ralizeiros como bicho papão, mas lá a história é outra. De Ponte Alta, seguindo para Cachoeira da Velha, vc vai pegar uns sobe e desce até a metade mais ou menos, mas nada parecido com a serra que vc enfrentou, depois o terreno fica bem generoso, cerradão mesmo, com mata rasteira e plano para visitar as Dunas, Fervedouro, Formiga e região… As vezes que estive ai no carnaval, a chuva era todo o dia, mas uma pancada forte e rápida no meio da tarde, depois vinha o sol, mas parece que no Brasil inteiro resolveu chover mais, espero que melhore até Março, quando vou para ai…
    Boa sorte, boa pedalada.
    Abraços
    Adilson

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