Ciclista que estava em Mato Grosso, vindo do Oiapoque

Ciclista que estava em Mato Grosso, vindo do Oiapoque

O IBGE com base no seu Senso, sabe quantos carros existem numa residência, quantas motos, quantas TVs, quantas geladeiras… Mas não pergunta quantas bicicletas.

Não sabemos o motivo desse descaso, possivelmente uma parcela da culpa é dessa infeliz cultura que associa a bicicleta a “coisa de pobre” ou um simples brinquedo. Mas podemos tentar mudar a situação fazendo nossas próprias pesquisas. Nos últimos anos, mesmo com a crise, a indústria de bicicletas no Brasil só cresce, apenas a indústria formal fabrica em torno de 5 milhões de bicicletas por ano, sendo que mais de 95% fica no mercado interno. Realizando vários cruzamentos de dados, estimativas bem conservadora nos levam a um número em torno de 50 milhões de bicicletas ativas no Brasil, praticamente o dobro do número de carros de passeio.

Um morador do Parque do Jalapão voltando do trabalho. O facão no guidão é para proteção, se necessário, de um Lobo Guará.

Um morador do Parque do Jalapão voltando do trabalho. O facão no guidão é para proteção, se necessário, de um Lobo Guará

Em nossas viagens não é difícil encontrar ciclistas que poderiam se tornar em verdadeiros personagens, idosos pedalando bicicletas que ganharam quando jovens, colecionadores, verdadeiros apaixonados (como nós) por bicicletas. Por isso, um dos nossos projetos de viagem, é o de traçar o perfil desses ciclistas e descobrir histórias, até mesmo com o intuito de descobrir como a bicicleta chegou ao Brasil. Poucos sabem, mas na conhecida Praça Roosevelt em São Paulo, em 1892 abrigou um Velódromo que provavelmente é o primeiro do Brasil.

Em nossa viagem pretendemos realizar uma pesquisa da história da bicicleta no Brasil e coletar o máximo de dados para, quem sabe, ser o embrião de um futuro Museu do Ciclista Brasileiro, um trabalho de garimpo que pretendemos realizar durante nossa viagem.

Caiçara da Ilha do Superagui (Litoral do Paraná) que deixou a corrente cheia de óleo dando um tempo pra "curar"

Caiçara da Ilha do Superagui (Litoral do Paraná) que deixou a corrente cheia de óleo dando um tempo pra “curar”

Se você possui alguma forma de nos ajudar nesse projeto, entre em contato ou deixe uma mensagem no campo de comentários, pois sua ajuda será extremamente útil para a história da bicicleta no Brasil.

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