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Vento, chuva, muito vento. Até parecia que havia alguém fora da casa mas era o barulho dela desmontando. Já imaginava que se a chuva se mantivesse o dia inteiro teria que ficar mais um dia no ninho, pois seria impossível subir a trilha com aquela chuva.

Mas depois da tempestade vem a bonanza e quando deu umas 9h00 (no meu horário) a chuva parou, então preparei meu café, arrumei as tralhas e parti.

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Que subida desmontei a bike no começo do morro e comecei a subir primeiro os alforges. Descer é mais perigoso mas a subida, além de perigosa e penosa. São 4 escadas de ferro que amenizam o esforço da subida.

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Vencendo escadas e trilhas, depois de mais de uma hora e 100 metros de desnível cheguei no Alto do Céu, mirante que quase todo mundo vai mas poucos tem a coragem de descer. Ainda bem que tive essa coragem, adeus Ninho das Águias.

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Queria ir já na direção de Nobres, mas a suspeita de que minha máquina digital ainda não está boa fez com que eu procurasse um restaurante para poder tentar recarregar antes de seguir rumo a ao Lago do Manso, caminho para Nobres.

Resolvi parar na Cachoeira Véu de Noiva para comer e tirar mais umas fotos para mandar para vocês. Enquanto comia um belo almoço, deixei minhas máquinas recarregando e para minha tristeza nada da máquina recarregar.

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Então depois de bater um papo com o pessoal do restaurante (e descobrir que Chapada dos Guimarães e Cuiabá brigam para saber quem tem o centro geodésico da America do Sul), resolvi tomar rumo de Cuiabá e daqui seguir para Nobres.

Antes de mais nada, é bom deixar bem claro, o que eu vi da Chapada dos Guimarães não foi nem 10% dela. O ideal é ficar aqui uns 5 dias no mínimo para curtir bem o local. Mas esse não é meu intuito, quero apenas deixar o gostinho no ar para, quem sabe, incentivar as pessoas a descobrirem um pouco mais esse nosso Brasil, de preferência pedalando.

Voltei para Cuiabá e parei numa pousadinha na saída da cidade e se não conseguir recarregar a bateria da minha máquina, amanhã cedinho corro para a assistência técnica, deixando minhas tralhas aqui, tento arrumar e vou o quanto antes para Nobres, a 120 kms de Cuiabá.

Agora vou tacar o pneu slick na bike pois daqui são 675 kms de asfalto até Peixoto de Azevedo, minha verdadeira porta de entrada para a Floresta Amazônica. Até lá os posts diários estão garantidos, mas depois… Espero que não fique tantos dias offline como no Pantanal.