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Na quinta etapa deixamos os arrozais de Dr. Pedrinho em direção dos lagos de Alto Cedro. Ficamos na Bela Pousada em Dr. Pedrinho que realmente faz juz ao nome. O dia lindo, com sol e algumas nuvens, mas nada da chuva do dia anterior.

Os primeiros 10 quilômetros foram bem planos, beirando os arrozais e um belo rio.

Cumprido os 10 kms, chegamos na cachoeira Veu de Noiva, local belíssimo que tem uma história bem inusitada.

A cachoeira está numa propriedade particular mas sempre foi aberta a população. Um belo dia toda a propriedade foi vendida a uma pessoa que teve a brilhante idéia de construir ali uma hidroelétrica. A população quando soube fez muito barulho, se organizou e conseguiu barrar (por enquanto) a obra. Pra se ter uma idéia do nivel de complexidade, os moradores conseguiram fazer uma lei contra a obra, mas como a Camara demorou para aprovar, o prefeito assinou um decreto que foi revogado pelo vice quando teve que se afastar, causando até um racha na cooligação.

Hoje ela esta protegida, mas é preciso ficar muito atento pois o novo proprietário que usar a energia da usina para abastecer suas fábricas. Bastaria o governo entrar na jogada, comprar a fazenda transformando-a num parque e resolver a questão do fornecimento de energia do empresário, mas para isso é necessário a complicada “vontade política”.

Falando novamente da cachoeira, para acessar há um single track divertido, onde minha aro 29 passou com extrema facilidade, apesar de tanto peso.

Não contente com a belíssima visão de baixo, subimos até o topo da cachoeira de onde avistamos um lindo arco iris, valendo a pena cada segundo das 3 horas que passamos ali. Depois do plano até a cachoeira, começou a subida. Essa estrada que pegamos faz parte de uma fazenda e como náo há nada para se comer nesse trecho, temos que levar uma marmita. Aqui na parte alta não temos mais os longos trechos planos, um sobe e desce constante desses trechos de colinas.

O diferencial dessa parte do trajeto são as belíssimas araucárias e a ausência de carros, como é bom pedalar sem carros passando por você e jogando aquela poeira.

Durante essa etapa a duas travessias de rios sem ponte, ou seja, você tem que molhar os pés ou passar pedalando. Como o volume de água estava baixo passamos pedalando sem problemas.

Bem, teve um problema. Na segunda travessia, peguei o celular para tirar uma foto da Renata fazendo a travessia. Levei um escorregão, tacando meu celular numa pedra pontuda. Por sorte ele ainda está funcionando, mas o visor ficou estraçalhado.

Mais um pouco e avistamos a barragem de Alto Cedros, local maravilhoso. Não demorou e chegamos na pousada do Raulino Duwe que fica do outro lado da barragem e para avisa-los da nossa presença, a gente tem que tocar um gongo.

Infelizmente o gongo foi depredado e o senhor Raulino teve que ficar esperando a gente para fazer a travessia.

Chegamos numa pousada simples e aconchegante, sinal de celular sem chances infelizmente, nos sobrou apenas adiantar os textos, descansar pois o dia seguinte seria novamente puxado.

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