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A chuva não veio e dormi relativamente bem, embora eu tenha acordado várias vezes, pois a todo momento um caminhoneiro chegava no posto.

Eram 120 kms, no mínimo até Paracatu, acordei as 7h00 com a luz do sol e calmamente preparei o meu café da manhã ali mesmo.

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Queria chegar em Paracatu até umas 14h00, era possível desde que eu não tivesse nenhum contratempo, mesmo saindo tarde, quase 9h00 da manhã.

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Saí do posto com 891 metros e foram 24 quilômetros até Cristalina, sempre subindo, até atingir 1242 metros. Até que subi bem, média de 18 km/h, mas tudo tem seu preço.

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Depois foram mais de 30 kms só descendo, girando a sempre mais de 30 km/h, quando eu vi tinha feito uns 60 quilometros em 3 horas. Mais um pouco e já estava cruzando a divisa dos estados quando cruzei o Rio São Marcos, deixando Goiás para trás.

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Começaram as subidas, foi quando a fadiga dos meus músculos deram sinal de vida. A 40 kms de Paracatu, passei a sentir caimbras no quadrícipes da perna esquerda.

Parei e comecei a fazer massagens na coxa, minha perna está toda dolorida, cheia de ácido láctico e para eliminar só girando leve ou com um belo descanso, mas e para parar?

Fui assim, pedalando leve nas subidas, largando nas descidas e passei a sentir caimbras no corpo inteiro, bastava fazer um movimento diferente que travava as costas, a batata da perna, a outra coxa.

Faltando 10 kms para Paracatu, lá do alto avisto a cidade. Que bom, um longo trecho em descida, soltei a magrela e logo estava na cidade. Mesmo com os perrengues, pedalei 125 kms e cheguei as 16h00.

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Aqui vou ficar na casa da mãe do Kico, um dos ciclistas do Nova Origem, que estão atualmente em Cochabamba, na Bolívia, numa volta ao mundo.

Pretendia puxar amanhã até Patos, mas serão 200 kms e duvido que terei condições de encarar esse pedal amanhã. Portanto decidi aceitar o conselho da Marina (mãe do Kico) e ficar mais um dia aqui. Ela conseguiu um tratamento numa clínica de fisioterapia para mim amanhã e isso vai me ajudar a recuperar meus músculos para poder encarar esse pedal na sexta.

Quero muito chegar logo em Patos, lugar onde irei encontrar a minha segunda família, mas preciso chegar inteiro. Portanto peço desculpas para a galera de Patos sobre o atraso, mas sexta pretendo chegar e curtir essa maravilhosa cidade. Enquanto isso curto um pouco Paracatu, cidade que não fica atrás e promete me trazer ótimas lembranças. Até breve e na ponta dos cascos para mais um dia de pedal.