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Boa notícia, não teremos mais o cancelamento do Convênio com o Cebrap para a criação do Mapa de Ciclorrotas do Centro Expandido de São Paulo. O motivo exato do cancelamento não ficou claro, mas ao que tudo indica, não houve má-fé e sim uma avalanche de confusões e desencontros.

Ocorre que há um decreto que manda tudo que for relacionado a bicicletas, que esteja sobre gerenciamento da pasta de Transportes. Essa sempre foi uma luta dos ciclistas de São Paulo, a transferência ocorreu em 2009, durante a gestão do ex super secretário Alexandre de Moraes. Na época tínhamos medo de que ela fosse para lá e ficasse encostada. Mas na atual gestão, quem lida de forma mais direta com os técnicos, está percebendo que agora eles estão conseguindo avançar em vários projetos e encontrando bem menos dificuldades do que alguns anos atrás, ou seja, essa mudança “hoje” está sendo benéfica para os ciclistas.

Mas antes das Secretarias de Esportes e Transportes sentarem para regularizarem essa transição do convênio com o Cebrap para Transportes, alguém que ainda não descobri, dentro da pasta de Esportes, enviou uma carta ao Cebrap cancelando o convênio. Um contrato de cerca de 140 mil reais, sendo que a primeira parcela de 29 mil até já havia sido paga.

Quando fiquei sabendo, além de tornar público, comecei uma correria de bastidores na qual envolvi até o Prefeito Kassab, porque sabia que enviada a carta de cancelamento, há um prazo de 30 dias para que ela seja efetivada. Transcorrido esse prazo, o cancelamento do convênio seria irreversível. Nesse caso, mesmo que Transportes fizesse a transferência, seria necessário transcorrer novamente todos os trâmites burocráticos, impossibilitando a entrega em Setembro, no Dia Sem Carro e talvez nem antes do final dessa gestão.

Na terça, dia 19 de julho de 2011, nos reunimos lá na Prefeitura com todas as pessoas envolvidas no assunto, Sec de Transportes, Verde e Meio Ambiente, Cebrap e Gabinete do Prefeito e Esportes. Lá foi decidido que o melhor seria manter o convênio junto com Esportes e quando o mapa for finalizado, a sua base irá para a Secretaria de Transportes.

Já a segunda fase do Mapeamento, as demais regiões de São Paulo, seriam produzidas dentro da Secretaria de Transportes, evitando assim contratempos como esse. De qualquer forma foi bom demonstrarmos esse poder de articulação e mobilização e agora temos que seguir atento pois não só temos que lutar para termos conquistas concretas, bem como trabalhar para mantê-las.

André Pasqualini