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Acho que será dificil encontrar um estado com tanta hospitalidade como o Mato Grosso do Sul. Em São Paulo, tirando quando fiquei na casa de amigos, não ganhei um café sequer de estranhos. Tudo bem que ainda estava com dinheiro, não precisei pedir nada e se tivesse passando por necessidades, creio que nada me faltaria, mas foi só cruzar o estado para as coisas mudarem de forma drástica.

Em 3 Lagoas eu queria ficar no Balneario, como fiz nas praias do Tietê, mas ele estava interditado. Ajuda daqui, liga dali, me levaram para a radio e lá conseguiram autorização para ficar no Balneario. Acampado, até almoço me trouxeram e nem precisei esquentar a cabeça com comida.

Em Campo Grande fui recebido na estrada pelo Yanko, fiquei hospedado na casa do Luis Guilherme, um brother que conheci no Bonde para Curitiba em 2009.

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Lá ainda participei de passeios de bike, de um encontro semanal de cicloturistas, recebi várias dicas para cruzar o Pantanal, ganhei presentes como uma pilha e recarregador do Yanko, uma garrafão de água do João, um facão do Bruno, filho do seu Biruca entre outras coisinhas.

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Em Mato Grosso do Sul gastei apenas uma vez com hospedagem porque quis. Entrei no Pantanal com R$0,00 no bolso e com alguns miojos. Almocei e jantei com os pantaneiros quase todos os dias, sempre consegui um canto para dormir e saí de lá com miojos na mala.

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Olha, fiquei surpreso com tamanha hospitalidade que fica até dificil fazer qualquer crítica, mesmo assim vou tentar fazer uma avaliação com base no que eu vi.

Em MS cortei o estado de Leste a Oeste até a Capital Campo Grande e diferente do mar de cana de São Paulo, vi muitas fazendas de gado e algumas de madeira. Podemos dizer que é o gado o carro chefe da economia de Mato Grosso do Sul.

Vi uma belíssima capital Campo Grande, quando cheguei na cidade de noite, fiquei assustado com a fúria de alguns motoristas, mas de dia percebi que a maioria dirige de forma tranquila e não tive muitos problemas para pedalar na cidade.

Pelo menos na capital vi muita gente bonita e muitas pessoas nas ruas. Era comum ver pessoas durante o dia nas calçadas tomando o tradicional Tereré. Adoro ver essa apropriação do espaço público pelas pessoas, temos muito a nos inspirar nesse povo.

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A maior parte do Pantanal está em Mato Grosso do Sul, creio que 60% dele esta lá e o resto se divide entre Mato Grosso, Bolívia e Paraguai. Mas achei fraca a exploração turística do Pantanal pelo sulmatogrossense. Principalmente se compararmos com seu vizinho Mato Grosso que mesmo com uma parcela menor de território de Pantanal, consegue explorar muito mais.

Fico imaginando uma rota cicloturistica cortando o Pantanal, imaginem quantos turistas estrangeiros não adorariam cruzar o Pantanal de bicicleta.

Gostei demais do estado que é enorme e tem muitos lugares que eu deveria ter desbravado. Seu povo é de uma hospitalidade enorme e tem belezas naturais exuberantes.

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Ainda volto para o Pantanal, quero conhecer a região de Corumbá, além de pescar e andar de barco pelos seus rios. Quero também visitar o Pantanal quando estiver bem alagado pois ficava imaginando como seria lindo aquilo tudo tomado pelas águas.

Tem ainda a região de Bonito e tantas outras que não tive tempo de conhecer. Adorei o Mato Grosso do Sul lugar que ainda retornarei.