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Cansaço físico e mental, não estou mais tão ansioso, conseguindo controlar a saudade, mas acho que a pressão interna dos últimos dias está acusando as consequências.

Minha adorada bicicleta também não está 100%, muito mais por culpa da minha displicência do que por problemas da bike. Minha viagem mais longa foi de 15 dias, eu sempre exigia muito da magrela, fazia ZERO manutenção na bike durante a viagem e quando chegava, deixava numa bicicletaria para os mecânicos a deixarem nova.

Mas numa viagem tão longa como essa, deveria ter feito um plano de manutenção, e não apenas tacar um óleo na corrente e cair na estrada. As consequencias dessa displicência são várias.

Perdi minha coroa do meio, meu grupo é Deore, 44x32x22. A 32 foi a que mais usei e quando cheguei em Palmas, na hora da revisão, percebi que a corrente teria que ser trocada. Uma corrente roda 3000 kms e a minha já tinha rodado 5000. Quando coloquei a corrente nova, ela casou bem na grande e na pequena, mas a do meio, devido ao maior uso e por ter pedalado muito com sujeira na corrente, ela gastou e não encaixa mais.

Num trajeto mais plano, é mais fácil encaixar o melhor giro e mandar ver, mas num cheio de colinas como o de hoje, a coroa do meio faz uma falta enorme.

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Pra complicar o conduite do cambio das coroas rasgou. Tive que arrancar o conduite, cortar a parte defeituosa e repassar o cabo de aço novamente.

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Ainda tive mais um pneu furado, minhas câmaras tem mais remendos do que borracha, estão furando com a bike parada. Quando as observo com atenção, vejo várias mordidas que não vazam, mas terei que fazer remendos preventivos, pois com certeza vão vazar.

Freio só tenho o traseiro, estou com o bagageiro traseiro escorado na blocagem desde o Jalapão, os alforges imprestáveis, o aro traseiro com raios quebrados e todo torto. Se não bastasse tudo isso ainda tem o cansaço.

Pra piorar, amanhã devo ter um dos trechos mais difíceis da viagem, onde irei subir e cruzar a Chapada dos Veadeiros.

Hoje estava pedalando num vale numa altitude média de 350 metros. Pedalei uns 120 kms até Teresina de Goiás e nos últimos 15 kms subi até 750 metros.

Aqui já começa a Chapada dos Veadeiros e até Alto Paraíso, a 60 kms daqui, devo atingir uns 1200 metros no mínimo.

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Hoje o post vai de noite mesmo, pois amanhã quero estar as 7h00 na estrada. Quem quiser acompanhar meu sofrimento pelo rastreador é só mudar para o terreno e ver o tamanho das pirambas que irei me arrastar.

Mas no fundo eu gosto de subidas, vários já disseram que eu iria empurrar, mas esse povo não me conhece… rs.

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Vou subir de boa, vou curtir o visual, tirar lindas fotos, visitar alguns pontos próximo da estrada e curtir a sensação de olhar para trás e ver o tamanho do morro que venci. O descanso eu deixo para Brasília, onde devo passar o final de semana. Que venha mais montanhas, mais desafios, agora é a reta final. Hoje apenas 1084 kms me separam de São Paulo, em breve serão apenas 3 digitos.